{"id":12687,"date":"2021-07-08T07:00:44","date_gmt":"2021-07-08T06:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=12687"},"modified":"2021-06-08T11:24:45","modified_gmt":"2021-06-08T10:24:45","slug":"subindo-o-monte-serie-i-s-joao-da-cruz-6-teresa-benedita-da-cruz-edith-stein-e-joao-da-cruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/subindo-o-monte-serie-i-s-joao-da-cruz-6-teresa-benedita-da-cruz-edith-stein-e-joao-da-cruz\/","title":{"rendered":"Subindo o Monte [S\u00e9rie I (S. Jo\u00e3o da Cruz)] 6 &#8211; Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) e Jo\u00e3o da Cruz"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right;\"><em>&#8216;Subindo o Monte&#8217; &#8211; rubrica dedicada ao pensamento e escritos de autores carmelitas<\/em><\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Parceria com o Carmelo de Cristo Redentor &#8211; Aveiro)<\/h6>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) e Jo\u00e3o da Cruz<\/h2>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Jos\u00e9 Vicente Rodrigues*<\/h3>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Estas duas figuras do Carmelo andam a par, mas com as datas trocadas.Jo\u00e3o da Cruz nasce em 1542; Edith Stein morre em 1942; Jo\u00e3o da Cruz morre em 1591, Edith nasce em 1891. Como agora somos t\u00e3o afei\u00e7oados a comemorar centen\u00e1rios, temos que celebrar em 2042 o quinto centen\u00e1rio do nascimento de Jo\u00e3o da Cruz e o primeiro da morte de Edith; e em 2091 celebrar\u00e3o o quinto centen\u00e1rio da morte de Jo\u00e3o da Cruz e o segundo do nascimento de Edith. Algu\u00e9m chamaria a isto paralelismo antit\u00e9tico: o nascimento de um, a morte da outra; a morte de um, o nascimento da outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. Por\u00e9m, mais do que pela coincid\u00eancia de datas, Jo\u00e3o e Edith est\u00e3o unidos por outros la\u00e7os mais fortes. Na vida dos dois impera o triunfo da cruz, n\u00e3o em v\u00e3o os dois levam no seu apelido religioso no Carmelo <em>a cruz<\/em>: Jo\u00e3o da Cruz, Teresa Benedita da Cruz. Parece que Jo\u00e3o foi baptizado assim pela sua m\u00e3e e madrinha Santa Teresa. Edith pede ela pr\u00f3pria este nome, como escreve numa carta em 1948: \u00abDevo dizer-lhe que o meu nome de religi\u00e3o trouxe-o j\u00e1 comigo quando cheguei de postulante ao convento. Consegui exactamente o que pedi. Sob a cruz compreendi o destino do povo de Deus, que j\u00e1 ent\u00e3o come\u00e7ou previamente a anunciar-se. Pensei que aqueles que compreendessem que isto eraa cruz de Cristo deveriam tom\u00e1-la sobre si em nome de todos. Certamente, hoje sei muito melhor o que significa ter-se desposado com o Senhor sob o sinal da cruz. Todavia, nunca se chegar\u00e1 a compreender, porque \u00e9 um mist\u00e9rio\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. Quando conheceu Edith pela primeira vez os escritos de Jo\u00e3o da Cruz? N\u00e3o sabemos ao certo; os melhores estudiosos acumulam not\u00edcias sobre isto. J\u00e1 em 1932, declara uma testemunha, \u00abdisse-me que tinha lido S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz e que estava profundamente impressionada\u00bb. Por estes anos parece que fez uma tradu\u00e7\u00e3o das estrofes do C\u00e2ntico Espiritual. E j\u00e1 antes, em Novembro de 1927, escrevendo ao fil\u00f3sofo Roman Ingarden diz-lhe que, no seu parecer, \u00abJo\u00e3o da Cruz e Teresa de Jesus s\u00e3o os santos mais impressionantes como mestres no caminho da f\u00e9 para Deus\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. Depois de entrar no Carmelo de Col\u00f3nia em 1933 informa que \u00abpara a prepara\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o escolheu como guia o nosso pai Jo\u00e3o da Cruz, como j\u00e1 fiz para a tomada de h\u00e1bito\u00bb. Parece que reflectiu particularmente sobre a Subida do Monte Carmelo e a Noite Escura. Tinha-o escolhido como companheiro de caminho. Estas subidas ao Monte Carmelo parecem-se muito com a subida ao Monte Calv\u00e1rio e a noite escura \u00e9 imers\u00e3o profunda na f\u00e9. Assim, a partir de Jo\u00e3o da Cruz, Edith vai decifrando a sua exist\u00eancia de ser destinada e convocada \u00e0 morte pelo seu povo judeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta consci\u00eancia do seu destino singular vem-lhe, como \u00e9 natural, de dentro, do pr\u00f3prio Cristo, tamb\u00e9m Ele judeu, e do Esp\u00edrito Santo, que anima o seu cora\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, a doutrina sanjoanina das noites escuras ajuda-a particularmente a entender e a entender-se. Escreve, em 1934, uma breve medita\u00e7\u00e3o para se preparar para a festa do santo com o t\u00edtulo \u00ab<em>Amor \u00e0 Cruz<\/em>\u00bb, ou, com este outro mais completo; <em>a expia\u00e7\u00e3o m\u00edstica<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. A celebra\u00e7\u00e3o do Centen\u00e1rio sanjoanino de 1942 oferece a Edith uma ocasi\u00e3o prop\u00edcia para penetrar na pessoa e na doutrina do Santo de modo mais sistem\u00e1tico. A Prioresa, tendo em vista o Centen\u00e1rio e sabendo das capacidades extraordin\u00e1rias de Edith encarregou-a j\u00e1 em 1940 de escrever um livro sobre o Santo. Numa carta de Setembro de 1940, escreve: \u00abo meu agradecimento \u00e9 grande por me ter permitido produzir algo antes que o meu c\u00e9rebro se ponha totalmente adormecido\u00bb. Volta a confessar em 1941: \u00abO trabalho de que me ocupo faz-me viver continuamente imersa no pensamento de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6. A obra, fruto do seu trabalho e aplica\u00e7\u00e3o, dentro do pouco tempo dispon\u00edvel, leva o t\u00edtulo de \u00ab<em>Ci\u00eancia da Cruz, estudo sobre S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz\u00bb<\/em>. N\u00e3o p\u00f4de sair \u00e0 luz p\u00fablica na data e ocasi\u00e3o prevista. Saiu, pela primeira vez, em alem\u00e3o, em 1950. A autora j\u00e1 tinha deixado posta a dedicat\u00f3ria: \u00abAo Doutor M\u00edstico, pai dos carmelitas, Jo\u00e3o da Cruz no 4\u00ba centen\u00e1rio do seu nascimento 1542-1942 dedica-o Teresa Benedita da Cruz Carmelita descal\u00e7a (Edith Stein)\u00bb. Os acontecimentos cru\u00e9is da guerra europeia tiveram a culpa do atraso da publica\u00e7\u00e3o do livro que seria p\u00f3stumo tendo Edith falecido no campo de exterm\u00ednio de Auschwitz em 1942. Estava a trabalhar na obra quando a prenderam a 2 de Agosto desse mesmo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7. O que a autora procura fazer com esta obra di-lo claramente nas primeiras linhas do livro: \u00abNas p\u00e1ginas seguintes procuraremos ajudar a compreender Jo\u00e3o da Cruz na unidade da sua ess\u00eancia, tal como se depreende da sua vida e obras, dum ponto de vista que possibilite perceber totalmente esta unidade. Por isso n\u00e3o se oferecer\u00e1 nem uma descri\u00e7\u00e3o da sua vida, nem uma exposi\u00e7\u00e3o completa que avalie a sua doutrina. Mas os acontecimentos da sua vida e o conte\u00fado dos seus escritos ter\u00e3o que ser consultados para alcan\u00e7ar, por meio deles, esta unidade\u00bb. J\u00e1 o t\u00edtulo da obra indica por onde e a partir de onde se vai alcan\u00e7ar o sentido dessa unidade: a partir da cruz. Explica imediatamente o que entende por ci\u00eancia da cruz para que o leitor a possa seguir sem trope\u00e7os:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abQuando falamos de \u00abci\u00eancia da cruz\u00bb n\u00e3o h\u00e1-de entender-se no sentido corrente de \u201cci\u00eancia\u201d: n\u00e3o se trata duma simples \u201cteoria\u201d, quer dizer, duma pura rela\u00e7\u00e3o \u2013 verdadeira ou pretendida \u2013 de proposi\u00e7\u00f5es aut\u00eanticas, nem duma constru\u00e7\u00e3o ideal com base em pensamentos coerentes. Trata-se duma verdade bem conhecida \u2013 uma teologia da cruz \u2013, mas verdade viva, real e operante: como um gr\u00e3o de trigo que, semeado na alma, deita ra\u00edzes e cresce, e assim d\u00e1 \u00e0 alma um selo caracter\u00edstico e determina-a nas suas ac\u00e7\u00f5es e omiss\u00f5es, de tal modo que por elas resplandece e se manifesta. Neste sentido, fala-se duma \u201cci\u00eancia dos santos\u201d e n\u00f3s falamos de ci\u00eancia da cruz\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8. A cita\u00e7\u00e3o \u00e9 longa, mas \u00e9 como o fio condutor para saber ler o livro. Procura aproximar-nos dos primeiros encontros de Jo\u00e3o da Cruz com a cruz na sua terra natal, mais adiante, na sua vida de pobre, na sua aten\u00e7\u00e3o aos doentes do hospital de Medina, nos seus estudos, mais adiante na Sagrada Escritura, na liturgia, etc. Passa da prepara\u00e7\u00e3o vital \u00e0 doutrina do Santo, tendo sempre em conta o sentido da unidade da doutrina com a vida na sua pessoa. O que mais chama a aten\u00e7\u00e3o de Edith \u00e9 o tema das noites escuras sanjoaninas e vibra com essas exig\u00eancia de morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, de verdadeiro mist\u00e9rio pascal tal como o viveu, experimentou e descreveu Jo\u00e3o da Cruz. Podemos aqui, sem medo de nos equivocarmos, dar-nos conta de que Edith est\u00e1 como que a projectar a sua pr\u00f3pria cruz e as suas noites de encontro com a cruz de Cristo sobre a sua interpreta\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz. Esta noite passiva do esp\u00edrito que o santo qualifica de horrenda Edith viveu-a e soube-a captar instru\u00edda pelo seu santo padre Jo\u00e3o da Cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9. Quando morre no campo de exterm\u00ednio n\u00e3o se trata s\u00f3 de uma noite passiva do esp\u00edrito mas tamb\u00e9m de toda a sua pessoa. Jo\u00e3o da Cruz f\u00ea-la compreender tamb\u00e9m que a cruz era o caminho da luz e a morte era o caminho da ressurrei\u00e7\u00e3o. \u00abN\u00e3o h\u00e1 outro caminho para chegar \u00e0 uni\u00e3o a n\u00e3o ser o da cruz e o da noite, a morte do homem velho\u00bb. Edith ofereceu-se a Deus em holocausto pelo seu povo; a partir deste oferecimento, lia e relia a Jo\u00e3o da Cruz e, apelidada como ele da Cruz, deixa esta esp\u00e9cie de testamento: \u00abUma ci\u00eancia da cruz s\u00f3 se pode adquirir se se chegar a experimentar a fundo a cruz. Disto estava convencida desde o primeiro momento, e de cora\u00e7\u00e3o disse: Ave crux, spes unica!\u00bb,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10. Edith Stein escreveu muito sobre o seu pai Jo\u00e3o da Cruz. Falava tamb\u00e9m muito bem dele. As monjas da sua comunidade deixaram este testemunho: \u00abDeu-nos uma vez uma confer\u00eancia sobre S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz e a uni\u00e3o com Deus, com uma tranquilidade e um tal conhecimento, que nos impressionaram profundamente, porque se via que eram coisas que ela vivia\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11. Numa carta a Agnella Stadm\u00fcller (30\/31 de Mar\u00e7o de 1940) explica-lhe admiravelmente alguns pontos da doutrina sanjoanina: \u00abPor <em>amor puro<\/em> entende o nosso santo Padre Jo\u00e3o o amor de Deus por ele mesmo; o de um cora\u00e7\u00e3o livre de todo o apego a qualquer coisa criada; a si mesmo e ao resto das criaturas, mas tamb\u00e9m a toda a consola\u00e7\u00e3o e coisas semelhantes que Deus possa conceder \u00e0 alma, a qualquer forma de devo\u00e7\u00e3o especial, etc., o de um cora\u00e7\u00e3o que n\u00e3o deseja outra coisa sen\u00e3o que se cumpra a vontade de Deus e que se deixa guiar por ele sem resist\u00eancia. O que podemos fazer para chegar at\u00e9 aqui est\u00e1 longamente tratado na <em>Subida do Monte Carmelo<\/em>. Como Deus purifica a alma, na <em>Noite Escura<\/em>. O resultado, na <em>Chama de Amor viva<\/em> e no <em>C\u00e2ntico Espiritual<\/em>. Pode encontrar-se fundamentalmente todo o caminho espiritual em cada uma das obras, s\u00f3 que em cada caso se acentua um etapa ou outra\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir, diz \u00e0 sua destinat\u00e1ria: \u00abMas se desejar aprender o essencial de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, compilado de forma muito mais breve do que nas suas grandes obras, ent\u00e3o deve tomar os \u201cescritos breves\u201d\u00bb. Conselho acertad\u00edssimo este \u00faltimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12. Final<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Teria sido uma felicidade para Edith ter-se encontrado com Jo\u00e3o da Cruz como se encontrou a Madre Teresa. E teria sido tamb\u00e9m para Jo\u00e3o da Cruz uma grande alegria ter-se encontrado em vida com uma disc\u00edpula como ela, de grand\u00edssima cabe\u00e7a e de grand\u00edssimo cora\u00e7\u00e3o, que viveu em plenitude o amor puro ao qual a exortava Jo\u00e3o da Cruz. A vida e os escritos desta grande mulher contribuem tamb\u00e9m para uma maior projec\u00e7\u00e3o dos escritos de frei Jo\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">* Vicente Rodrigues.<em> 100 Fichas sobre S. Jo\u00e3o da Cruz. <\/em>Edi\u00e7\u00f5es Carmelo, Avessadas. Pp. 126 -129.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem: Edith Stein<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Subindo o Monte&#8217;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12688,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[],"class_list":["post-12687","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-subindo-o-monte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12687","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12687"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12687\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12689,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12687\/revisions\/12689"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12688"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}