{"id":12677,"date":"2021-06-16T07:00:33","date_gmt":"2021-06-16T06:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=12677"},"modified":"2021-06-16T15:49:03","modified_gmt":"2021-06-16T14:49:03","slug":"subindo-o-monte-serie-i-s-joao-da-cruz-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/subindo-o-monte-serie-i-s-joao-da-cruz-3\/","title":{"rendered":"Subindo o Monte [S\u00e9rie I (S. Jo\u00e3o da Cruz)] 3 &#8211; Sobreviv\u00eancia e atualidade de S. Jo\u00e3o da Cruz"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right;\"><em>&#8216;Subindo o Monte&#8217; &#8211; rubrica dedicada ao pensamento e escritos de autores carmelitas<\/em><\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Parceria com o Carmelo de Cristo Redentor &#8211; Aveiro)<\/h6>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Sobreviv\u00eancia e atualidade de S. Jo\u00e3o da Cruz<\/h2>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Jos\u00e9 Vicente Rodrigues*<\/h3>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>1. O melhor modo de ver como Jo\u00e3o da Cruz sobrevive e como \u00e9 actual a sua pessoa e a sua mensagem \u00e9, na minha opini\u00e3o, dar uma vista de olhos pelo grande n\u00famero de livros, artigos, estudos, teses doutorais que se escrevem sobre a pessoa e a obra do doutor m\u00edstico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De entrada, para esta inspec\u00e7\u00e3o r\u00e1pida contamos com diversas bibliografias. Superior a todas \u00e9 o grande livro de Manuel Diego S\u00e1nchez, <em>San Juan de la Cruz<\/em>. <em>Bibliograf\u00eda sistem\u00e1tica<\/em>, Editorial de Espiritualidad, Madrid 2000, 734 pp.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obra depois do n\u00famero 0 em que se assinalam respectivamente as Bibliografias existentes, divide-se em XIX apartados ou sec\u00e7\u00f5es. Para ajudar o leitor quero fazer uma apresenta\u00e7\u00e3o do livro, sublinhando alguns pontos que me parecem mais importantes nesta ordem de coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">I. <strong>O texto sanjoanino<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faz-se a ficha correspondente ao que se escreveu sobre Cr\u00edtica textual, aut\u00f3grafos, ap\u00f3grafos, fac-s\u00edmiles e reprodu\u00e7\u00f5es fotogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faz-se a apresenta\u00e7\u00e3o detalhada, indica-se onde se encontram os c\u00f3dices manuscritos e aut\u00f3grafos. O leitor pode ver onde se encontram p. ex. aut\u00f3grafos de cartas e c\u00f3pias das mesmas, edi\u00e7\u00f5es fac-s\u00edmiles de \u201cDitos de Luz e Amor\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Obras Completas<\/em>: segue a ordem cronol\u00f3gica em que foram publicadas. A edi\u00e7\u00e3o pr\u00edncipe, sem o C\u00e2ntico Espiritual, \u00e9 a seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Obras espirituales que encaminan una alma a la perfectauni\u00f3n conDios<\/em>&#8230; Com um resumo da vida do autor, e uns discursos pelo P. F. Diego de Jes\u00fas&#8230; Alcal\u00e1, Viuda de Andr\u00e9s S\u00e1nchez Ezpeleta, 1618.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Registam-se as edi\u00e7\u00f5es que de algum modo marcam um ponto de viragem no estabelecimento do texto sanjoanino e que oferecem alguma novidade, quer do ponto de vista filol\u00f3gico quer hist\u00f3rico. H\u00e1 que anotar a tradu\u00e7\u00e3o latina de 1639, 1642, 1710.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do s\u00e9culo XX as edi\u00e7\u00f5es de Gerardo, Toledo 1912-1914; de Silv\u00e9rio, Burgos 1929-1931; Lucinio Ruano, Madrid BAC 1946 e edi\u00e7\u00f5es seguintes; Jos\u00e9 Vicente Rodr\u00edguez, Madrid 1957, e outras quatro edi\u00e7\u00f5es; Sime\u00e3o, Burgos 1959; Eilogio Pacho, Burgos 1982. Recolhem-se tamb\u00e9m as edi\u00e7\u00f5es das Obras por separado (nn. 326-376). \u00c9 not\u00e1vel a primeira edi\u00e7\u00e3o do C\u00e2ntico. N\u00e3o em espanhol, mas na tradu\u00e7\u00e3o francesa, Paris 1622. Antologias e floril\u00e9gios. N\u00e3o faltam tamb\u00e9m uns quantos n\u00fameros (nn. 393-422) sobre os Ap\u00f3crifos sanjoaninos e textos esp\u00farios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encerra-se este primeiro apartado com Estudos sobre as edi\u00e7\u00f5es e tradu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II. Miscel\u00e2nias e obras em colabora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Regista aqueles t\u00edtulos, em v\u00e1rias l\u00ednguas, publicados num mesmo livro com as v\u00e1rias colabora\u00e7\u00f5es de diversos autores: Actas de Congressos, de Semanas de estudo, etc., (473-557).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>III. Estudos gerais sanjoaninos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob a ep\u00edgrafe Introdu\u00e7\u00f5es gerais recolhem-se mais de cem t\u00edtulos; de real\u00e7ar Baruzi (560, 641), Cris\u00f3gono de Jes\u00fas (564), Federico Ruiz (595, 616). Acrescentam-se Estudos menores em livros e artigos: 671-720, al\u00e9m de vozes de dicion\u00e1rios e enciclop\u00e9dias (721-761), sem esquecer em lugar eminente o Dicion\u00e1rio de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz coordenado por Eulogio Pacho, Burgos 2000 (670b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IV. Biografia sanjoanina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7a-se pelo tema discutido na historiografia do santo, assim como no caso de outras personagens: entre hagiografia e bi\u00f3grafa (762-788). Quem mais lutou neste campo foi Te\u00f3fanes Egido (763-778).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Elencam-se as primeiras biografias do s\u00e9culo XVII: Jos\u00e9 de Jes\u00fas Mar\u00eda, Quiroga (798), Jer\u00f3nimo de San Jos\u00e9, Ezquerra (800-803), Francisco de Santa Mar\u00e1 Pulgar (807), Alonso de la Madre de Dios, o Asturicense (812). Segue outra s\u00e9rie de vidas menores at\u00e9 ao s\u00e9culo XIX em v\u00e1rias l\u00ednguas (816-851), vida menores no s\u00e9culo XX (852-922).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Biografias cr\u00edticas<\/em>: Trata-se das vidas escritas no s\u00e9culo XX por Bruno de Jes\u00fas Mar\u00eda, 18921962, Paris 1929 (923), traduzida em v\u00e1rias l\u00ednguas. Silverio de Santa Teresa, em Historia del Camen Descalzo. T. V 1936 (927). Cris\u00f3gono de Jes\u00fas, BAC, Madrid 1946, com mais de dez edi\u00e7\u00f5es, traduzida em v\u00e1rias l\u00ednguas. \u00c9 a mais lida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saiu tamb\u00e9m o livro <em>Deus fala na noite<\/em>, Madrid 1990, coordenador F. Ruiz, com 12 cap\u00edtulos biogr\u00e1ficos; quatro de F. Ruiz, oito de Jos\u00e9 Vicente Rodr\u00edguez; cont\u00e9m quase mil ilustra\u00e7\u00f5es a cores (936). Obra bastante completa no seu conjunto, contando com outros muitos trabalhos al\u00e9m dos cap\u00edtulos biogr\u00e1ficos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saiu tamb\u00e9m a de Jos\u00e9 Mar\u00eda Javierre, <em>Jo\u00e3o da Cruz, um caso limite<\/em>, Salamanca 1991, escrita com o seu estilo peculiar. Tamb\u00e9m Efr\u00e9n de la Madre de Dios-Otger Steggink, <em>Tempo e Vida de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz<\/em>, BAC Madrid 1992. Grande volume de 916 p\u00e1ginas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o contente com esta apresenta\u00e7\u00e3o Diego acrescenta Biografia por etapas e aspectos particulares: ambiente hist\u00f3rico, personalidade do santo, artista, reformador, fam\u00edlia e inf\u00e2ncia, forma\u00e7\u00e3o, voca\u00e7\u00e3o, estudos, exorcista e confessor em \u00c1vila, encarcerado, etapa andaluza, etapa segoviana, membro da Consulta ou governo geral da Ordem, doen\u00e7a e morte (941-1287a).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>V. Estudos hist\u00f3ricos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Documenta-se o que foi escrito sobre o ambiente espanhol (1288-168), a teologia em Espanha (1369-1376), a Espiritualidade espanhola (1377-1419), o conventualismo (vida religiosa) (1420-1425), a Ordem do Carmo em Espanha (1426-1448), a Reforma teresiana, hist\u00f3ria, literatura, escola m\u00edstica teresiana, aspectos hist\u00f3ricos parciais do Carmelo Teresiano (1449-1500).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VI. Estudos gerais sobre a obra sanjoanina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7a-se pela Proped\u00eautica (guias) \u00e0 leitura (1501-1519), umas fichas sobre o magist\u00e9rio oral (1520-1524), escritor (1526-1541), fontes de inspira\u00e7\u00e3o, a B\u00edblia (1542-1630), cultura cl\u00e1ssica, patr\u00edstica, juda\u00edsmo e cabala, Isl\u00e3o, tomismo, escola franciscana, m\u00edstica alem\u00e3 e dos Pa\u00edses Baixos, mestre J. Eckhart, Catarina de Sena, Lu\u00eds de Granada (1631-1795). Filosofia, psicologia (1796-1929), grafologia (1930-1938), est\u00e9tica (1939-1972), Jo\u00e3o da Cruz te\u00f3logo e m\u00edstico (1973-2022a).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VII. Estudos sobre os escritos sanjoaninos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Subida do Monte Carmelo (2023-2066), Noite Escura (2067-2086), C\u00e2ntico Espiritual (2087-2239 a), C\u00e2ntico Espiritual B: sobre a hist\u00f3ria da discuss\u00e3o sobre a autenticidade de CB (2240-2306a), Chama de Amor viva (2307-2344a), Poesias (2345-2489), Escritos breves, Epistol\u00e1rio, \u201cDitos de Luz e Amor\u201d, Avisos, Cautelas, Graus de perfei\u00e7\u00e3o, Ditames de esp\u00edrito (2490-2526).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VIII. Estudos liter\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abre-se com um elenco de diversos trabalhos sobre hist\u00f3ria da literatura espanhola, sobretudo do S\u00e9culo de Ouro (2527-2551), sobre v\u00e1rios temas liter\u00e1rios e poesia espanhola me geral (2552-2628), aspectos liter\u00e1rios sanjoaninos em geral (2629-2694a), a poesia sanjoanina; Men\u00e9ndez y Pelayo (2696- 2697), D\u00e2maso Alonso (2705), Orozco D\u00edas (2717-2719), Bouso\u00f1o (2759), Yndur\u00e1in (2771-2795. 2811); estes que considero principais n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos citados, mas muitos outros (2695-2811). Sobre a prosa sanjoanina escreveu-se muito menos do que sobre a poesia (2812-2819). Acrescenta-se uma sec\u00e7\u00e3o variada sobre L\u00e9xico-sem\u00e2ntica sanjoanina, linguagem em geral, linguagem m\u00edstica sanjoanina, apofatismo-sil\u00eancio-inefabilidade-linguagem insuficiente, simbolismo, imagens, alguns s\u00edmbolos sanjoaninos; luz, obscuridade, chama, fogo, \u00e1gua, sede, l\u00edquidos, p\u00e1ssaro solit\u00e1rio, voo (2820-3021). Encerra-se este apartado recolhendo o que se escreveu sobre erotismo na poesia sanjoanina (3022-3036).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IX. M\u00edstica sanjoanina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de tudo, recolhe-se a situa\u00e7\u00e3o actual dos estudos m\u00edstico, tratados de m\u00edstica e estudos gerais, hist\u00f3ria da m\u00edstica, a m\u00edstica espanhola, m\u00edstica-quest\u00f5es particulares, m\u00edstica e filosofia, m\u00edstica comparada (3037-3238), para entrar depois na M\u00edstica: estudos sobre S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz (3239-3305b). A noite sanjoanina chama a aten\u00e7\u00e3o de muitos estudiosos, cujos trabalhos se registam aqui sob o t\u00edtulo \u201cA noite sanjoanina\u201d: s\u00edmbolos e significados (3306-3425). Rastreiam-se poss\u00edveis fontes de inspira\u00e7\u00e3o (3426-3434); a noite na hist\u00f3ria das religi\u00f5es, na filosofia, na psicologia e psiquiatria (3435-3460), a noite: influ\u00eancias posteriores, interpreta\u00e7\u00e3o e actualiza\u00e7\u00e3o (3461-3482). O nada, nega\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m se escreveu sobre estes pontos da doutrina sanjoanina (3483-3507a). O despos\u00f3rio e matrim\u00f3nio espiritual, uni\u00e3o, diviniza\u00e7\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o, todas as realidades foram estudadas cuidadosamente (3508-3565). A \u00faltima parte desta sec\u00e7\u00e3o dedica-se aos fen\u00f3menos extraordin\u00e1rios, sabendo a posi\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o da Cruz diante deles (3566-3603a).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>X. O pensamento sanjoanino<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7a-se com s\u00ednteses\/chaves do seu pensamento, procurando averiguar qual ser\u00e1 o ponto central e a quinta-ess\u00eancia da doutrina do santo doutor (3604-3633). A seguir, apresentam-se os estudos sobre v\u00e1rios temas doutrinais; vida espiritual, a perfei\u00e7\u00e3o crist\u00e3, experi\u00eancia de Deus, a den\u00fancia prof\u00e9tica, etc., (3634-3741), doutrina trinit\u00e1ria (3742-3769b), Cristologia (3770-3837), Pneumatologia (3838-3857a), Eclesiologia (3858-3868), Mariologia (3869-3911), Escatologia (3912-3920), Angelologia e demonologia (3921-3933). Liturgia e Sacramentos (3934-3962a), Virtudes teologais no seu conjunto, vida teologal e depois uma por uma; f\u00e9, esperan\u00e7a, caridade (3963-4085), Antropologia sanjoanina (4086-4170 a), Ascese, purifica\u00e7\u00e3o (4171-4247), Ora\u00e7\u00e3o, contempla\u00e7\u00e3o (4248-4411), Pedagogia, mistagogia, direc\u00e7\u00e3o espiritual, discernimento espiritual (4212-4482), Moral e espiritualidade, mundo e realidades terrenas, ecologia (4483-4511), Pastoral, evangeliza\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o, ecumenismo (4512-4540), Vida consagrada, vida carmelitana (4541-5465), Laicado, a mulher, os jovens (4566-4589), Teologias da liberta\u00e7\u00e3o (4590-4630) e termina com o Ate\u00edsmo (4631-4636).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>XI. A posteridade do pensamento sanjoanino<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Regista-se o tem das pol\u00e9micas e acusa\u00e7\u00f5es da doutrina sanjoanina, alumbrados e inquisi\u00e7\u00e3o, quietismo (4637-4666). A seguir fala-se de defesas e coment\u00e1rios a apresenta-se uma galeria de personagens, por ordem alfab\u00e9tica, que interv\u00eam durante estes s\u00e9culos a favor de Jo\u00e3o da Cruz e da sua doutrina. N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 da Ordem, mas tamb\u00e9m agostinianos, franciscanos, jesu\u00edtas, capuchinhos, merced\u00e1rios (4667-4751). Apresenta-se tamb\u00e9m aqui o que se escreveu sobre ju\u00edzos de cr\u00edtica liter\u00e1ria (4752-4754). Segue uma s\u00e9rie de n\u00fameros sobre estudiosos e int\u00e9rpretes sanjoaninos: editores, bi\u00f3grafos, tradutores, comentadores e int\u00e9rpretes, j\u00e1 pertencentes ao s\u00e9culo XX, a come\u00e7ar por D\u00e2maso Alonso e a terminar por \u00c1ngel Custodio Vega (4754a-4852).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>XII. Estudos comparados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recolhem-se os estudos sobre a influ\u00eancia sanjoanina por na\u00e7\u00f5es ou pa\u00edses: e recolhem-se depois de uma apresenta\u00e7\u00e3o geral: Espanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Portugal, Alemanha e Pa\u00edses Baixos, Inglaterra, Am\u00e9rica Latina, Estados Unidos, \u00c1frica (4853-4943). Evidencia-se a sua influ\u00eancia nas Ordens religiosas e Movimentos de espiritualidade: Carmelitas, Carmelitas Descal\u00e7os, agostinianos, Escolas Pias (4944-4967); bem como a presen\u00e7a de Jo\u00e3o da Cruz no protestantismo e no Anglicanismo (4968-4982). Jo\u00e3o da Cruz foi tamb\u00e9m estudado na sua compara\u00e7\u00e3o com o Oriente crist\u00e3o, no di\u00e1logo inter-religioso entre Oriente e Ocidente (4983-4988). Foi tamb\u00e9m estudado em rala\u00e7\u00e3o como o budismo \u2013 Zen, e o Indu\u00edsmo (4989-5036). Detecta-se a presen\u00e7a de Jo\u00e3o da Cruz na filosofia moderna, em particular no mundo da fenomenologia (5037-5050). Da \u00e1rea da influ\u00eancia e estudos comparados (autores em particular) passa-se por uma s\u00e9rie de autores, do s\u00e9culo XVII ao XX, autores dos Descal\u00e7os, de outras Ordens, poetas como Val\u00e9ry, Ernesto Cardenal, Valente, Paul Claudel, Garc\u00eda Lorca, Juan Ram\u00f3n Jim\u00e9nez, Luis de Le\u00f3n, Panero, Pem\u00e1n, fil\u00f3sofos, santos, te\u00f3logos, etc., (5051-5655a).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>XIII. A voz da Igreja: culto e reconhecimento eclesial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escritos sobre a translada\u00e7\u00e3o do corpo do santo de \u00dabeda a Seg\u00f3via em 1593 (5656-5664), Testemunhos da abertura do sepulcro, \u00faltimo sepulcro, rela\u00e7\u00f5es sobre o tratamento de conserva\u00e7\u00e3o do corpo levado a cabo a partir de 1992 (5665-5678). Rel\u00edquias, lugares sanjoaninos e culto, liturgia eclesial (5679-5705). Processos de beatifica\u00e7\u00e3o e canoniza\u00e7\u00e3o (5706-5722).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Beatifica\u00e7\u00e3o, Canoniza\u00e7\u00e3o, Doutoramento eclesial (5723-5761). S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz no magist\u00e9rio eclesial; fala-se de Paulo VI e de Jo\u00e3o Paulo II e de v\u00e1rios bispos (5762-5781).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>XIV. Homenagens e patronatos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o da Cruz doutor pela Universidade de Baeza, no s\u00e9culo XVIII. Em Fontiveros no segundo centen\u00e1rio da canoniza\u00e7\u00e3o. Homenagem em \u00dabeda. A Universidade de Salamanca deu-lhe o t\u00edtulo de \u201cdoutor honoris causa\u201d a 20 de Novembro de 1991 (5782-5790).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>XV. Comemora\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Festas e diversas celebra\u00e7\u00f5es, especialmente na Beatifica\u00e7\u00e3o (1675), Canoniza\u00e7\u00e3o (1726), II Centen\u00e1rio da morte (1891), II Centen\u00e1rio da canoniza\u00e7\u00e3o e doutoramento eclesial (1926-1927), IV Centen\u00e1rio do nascimento (1942), IV Centen\u00e1rio da Reforma dos frades (1968), IV Centen\u00e1rio da morte (1991). Recolhe-se pontualmente o que se escreveu com ocasi\u00e3o destas efem\u00e9rides sanjoaninas (5791-5978).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>XVI. O sanjoanismo moderno<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Congressos sanjoaninos, semanas de estudo, simp\u00f3sios&#8230;, recens\u00e3o do que se escreveu sobre estes encontros em Espanha e no estrangeiro (5979-5999). Outro t\u00edtulo muito \u00fatil o do Sanjoanismo actual (cr\u00edtica e interpreta\u00e7\u00e3o) (6000-6021).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>XVII. Homil\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Registam-se os livros de serm\u00f5es em honra de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz nas datas da sua beatifica\u00e7\u00e3o e canoniza\u00e7\u00e3o nas diversas na\u00e7\u00f5es e outros discursos e paneg\u00edricos noutras ocasi\u00f5es (6022-6059).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>XVIII. Literatura devota<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Medita\u00e7\u00f5es, Exerc\u00edcios espirituais (6060-6080). Devo\u00e7\u00f5es, exerc\u00edcios piedosos, Boa s\u00e9rie de novenas ao santo, tr\u00edduos, m\u00eas santificado em honra de Jo\u00e3o da Cruz, o 24 de cada m\u00eas dedicado a ele, outras pr\u00e1ticas especiais, via sacra b\u00edblica sanjoanina, via sacra: o caminho da Cruz com S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, doutor da igreja, celebra\u00e7\u00f5es da palavra, e outras peculiaridades (6081-6122).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>XIX. Belas Artes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7a com sete n\u00fameros sobre arte em geral (6123-6129); segue com exposi\u00e7\u00f5es art\u00edsticas em Espanha, B\u00e9lgica, Holanda, It\u00e1lia, M\u00e9xico (6130-6140). Det\u00e9m-se sobre a influ\u00eancia de Jo\u00e3o da Cruz na arte: escultura, pintura; importante o Cristo de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz de Salvador Dali que se inspirou no desenho do Cristo feito pelo santo em \u00c1vila (6141-6170). No que se refere a iconografia (pintura religiosa oriental) h\u00e1 dois \u00edcones magn\u00edficos: \u00cdcone de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, com 25 ilustra\u00e7\u00f5es do C\u00e2ntico Espiritual, obra da oficina do Carmelo de Harissa (L\u00edbano), na igreja do Carmo de Seg\u00f3via, diante da capela do sepulcro, Outro \u00edcone: o tr\u00e2nsito de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, oficina do Carmelo de Ravenna, It\u00e1lia para o convento de \u00dabeda onde morreu frei Jo\u00e3o (6171-6178).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gravados, numism\u00e1tica, tape\u00e7arias t\u00eam tamb\u00e9m as suas fichas (6179-6205). No apartado: prosa liter\u00e1ria aparece Goytisolo com a sua novela <em>As virtudes do p\u00e1ssaro solit\u00e1rio<\/em>, Jim\u00e9nez Lozano com o <em>Mudejarillo<\/em>, Pedro Villarejo com <em>Que vou devoo.Biografia liter\u00e1ria de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz<\/em> (6206-6212b). Na sec\u00e7\u00e3o <em>Poesia<\/em> recolhem-se t\u00edtulos de obras po\u00e9ticas em honra de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, como tamb\u00e9m autores e poesias que se inspiram no seu mesmo estilo po\u00e9tico (6213-6271).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em <em>Teatro<\/em> aparecem, entre outros, Antonio Gala com <em>Paisagem com figuras<\/em>, Adela Medina (a ciganita do Carmelo) com <em>Frade e meio<\/em>, Lu\u00edz Miguel S\u00e3nchez com <em>Ret\u00e1bulo sanjoanino<\/em>, Carlos Mu\u00f1iz com <em>Miserere para meio frade<\/em> (6272-6287).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que se refere \u00e0 <em>m\u00fasica<\/em> h\u00e1 uma produ\u00e7\u00e3o muito abundante na qual os compositores tomam como letras os poemas do santo, ou algum dos seus versos ou frases e procuram interpret\u00e1-los o melhor que podem (6288-6322). No <em>cinema<\/em> escreve-se e argumenta-se sobre o filme de Carlos Saura <em>A noite escura<\/em> (6323-6328).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Acrescento<\/em>: Antonio Bernardo de Quir\u00f3s, OCD, escreveu pelo menos tr\u00eas artigos sobre S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz na m\u00fasica (veja-se neste apartado: nn. 6288-6289, 6291). O \u00faltimo publicado em Confer 31 (1992, pp. 173-189 titula-se <em>M\u00fasica em torno a S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz<\/em>. Trabalho muito completo e meticuloso no qual se podem ver:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Composi\u00e7\u00f5es com texto sanjoanino, divide essa gama muito ampla em quatro sec\u00e7\u00f5es: obras para coro conventual ou paroquial, obras para grupos corais; obras para coro profissional; obras para solista; e vai indicando uma a uma as diversas composi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Composi\u00e7\u00f5es com pretexto sanjoanino. A real\u00e7ar <em>Luz de escura chama <\/em>de Eduardo P\u00e9rez Maseda, \u00d3pera em tr\u00eas actos com pr\u00f3logo; a <em>Cantata hisp\u00e2nica<\/em> de Aracil, em cuja quarta parte se utiliza a \u00faltima estrofe da Noite Escura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aconselho a leitura deste trabalho para se dar conta da for\u00e7a dos textos sanjoaninos que explodem em tantas composi\u00e7\u00f5es musicais, algumas delas extraordin\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por meio da apresenta\u00e7\u00e3o, ainda que elementar e imperfeita, deste livro de Diego podemos dar-nos conta da grande presen\u00e7a de Jo\u00e3o da Cruz no nosso mundo. A obra foi editada no ano 2000. Desde ent\u00e3o continuaram a publicar-se livros, artigos de v\u00e1rio g\u00e9nero, fizeram-se novas investiga\u00e7\u00f5es, etc. Jo\u00e3o da Cruz continua a ter interesse e a sua presen\u00e7a \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 ben\u00e9fica no campo espiritual mas suscitadora no \u00e2mbito do saber, das artes e das ci\u00eancias. Jo\u00e3o da Cruz continua, para o dizer com um verbo seu, a \u00abprovocar\u00bb com as sequ\u00eancias da sua vida e com a luz dos seus escritos a quantos se aproximam dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da sobreviv\u00eancia e influ\u00eancia de Jo\u00e3o da Cruz d\u00e3o tamb\u00e9m testemunho, com a sua vida e os seus escritos, muit\u00edssimas pessoas que entraram em di\u00e1logo com ele. De seguida apresento tr\u00eas figuras do Carmelo, j\u00e1 elevadas \u00e0 honra dos altares: Teresa de Lisieux, Isabel da Trindade, Edith Stein, que souberam deixar-se guiar por Jo\u00e3o da Cruz na subida do monte Carmelo e nos alegram com o seu testemunho.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">*Jos\u00e9 Vicente Rodrigues.<em> 100 Fichas sobre S. Jo\u00e3o da Cruz. <\/em>Edi\u00e7\u00f5es Carmelo, Avessadas. Pp. 110 -116.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem: Sepulcro de S. Jo\u00e3o da Cruz, em Seg\u00f3via, Espanha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Subindo o Monte&#8217;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12678,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[],"class_list":["post-12677","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-subindo-o-monte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12677","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12677"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12677\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12681,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12677\/revisions\/12681"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12678"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}