{"id":1262,"date":"2017-06-23T14:52:08","date_gmt":"2017-06-23T13:52:08","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=1262"},"modified":"2017-12-20T09:52:58","modified_gmt":"2017-12-20T09:52:58","slug":"livro-papa-francisco-a-revolucao-imparavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/livro-papa-francisco-a-revolucao-imparavel\/","title":{"rendered":"Livro: Papa Francisco \u2013 A Revolu\u00e7\u00e3o Impar\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">O livro:<em>\u00a0<\/em><span style=\"font-size: 1.8rem;\"><em><strong>Papa Francisco \u2013 A Revolu\u00e7\u00e3o Impar\u00e1vel<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre>(Da capa do livro)<\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A elei\u00e7\u00e3o de Jorge Mario Bergoglio como Papa correspondeu a uma espera e a uma esperan\u00e7a. As pessoas v\u00eaem nele, no seu modo de estar e de dizer, naquilo que prop\u00f5e, a possibilidade de uma concretiza\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 que a revolu\u00e7\u00e3o do Papa Francisco \u00e9 impar\u00e1vel? <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Os obst\u00e1culos s\u00e3o muitos, mas h\u00e1 uma revolu\u00e7\u00e3o em marcha, que, mesmo que venha a ter retrocessos, ser\u00e1 dif\u00edcil de ser travada nas suas intui\u00e7\u00f5es mais importantes. \u00c9 verdade que talvez a elevada fasquia colocada pelas circunst\u00e2ncias de uma Igreja e de um mundo em crise condene o pontificado a n\u00e3o satisfazer toda a gente, tais foram as expectativas criadas. Mas Francisco j\u00e1 mostrou que entende esses problemas e insiste naquilo que, para ele, continua a ser essencial: a busca de Deus, as rela\u00e7\u00f5es interpessoais baseadas no acolhimento e na justi\u00e7a, a liberdade do Evangelho.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ant\u00f3nio Marujo e Joaquim Franco, jornalistas com uma vida profissional dedicada \u00e0 actualidade religiosa, lan\u00e7am um olhar interpretativo sobre a forma como o Papa escuta o mundo, a ideia de revolu\u00e7\u00e3o da ternura que ele j\u00e1 prop\u00f4s, o desprendimento da atitude, o papel do discernimento, o cuidado da Cria\u00e7\u00e3o, o car\u00e1cter insubstitu\u00edvel do di\u00e1logo, a prioridade do combate \u00e0 pobreza ou a reabilita\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica para se sobrepor \u00e0 ditadura da estat\u00edstica e do dinheiro. Esta \u00e9 uma obra imprescind\u00edvel para conhecer os caminhos e as (im)possibilidades da revolu\u00e7\u00e3o do Papa Francisco. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<pre>Reproduz-se, a seguir, um excerto da introdu\u00e7\u00e3o do livro\r\n<strong>Edi\u00e7\u00e3o: Manuscrito<\/strong> \r\n(336 p\u00e1g., 17,90 euros)<\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pode haver algo de novo neste livro?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda se poder\u00e1 dizer alguma coisa de novo sobre o Papa Francisco?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pergunta \u00e9 leg\u00edtima, se pensarmos nas centenas de livros centrados na figura do primeiro Papa latino\u2010americano da hist\u00f3ria do catolicismo que, em quatro anos, foram publica\u2010 dos em todo o mundo. S\u00f3 em Portugal, s\u00e3o j\u00e1 mais de quatro dezenas os livros que, com textos do pr\u00f3prio Jorge Mario Bergoglio\/Papa Francisco ou sobre ele, ajudam a conhecer a figura. Por isso, devemos come\u00e7ar honestamente por perguntar se ainda \u00e9 poss\u00edvel dizer algo de novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi tamb\u00e9m essa a pergunta que nos coloc\u00e1mos quando assumimos o desafio de entrar na aventura de reler e rever as palavras, os gestos, as decis\u00f5es e os apelos de um Papa que \u2014 com excep\u00e7\u00f5es que confirmam a regra \u2014 recolhe uma simpatia generalizada e transversal a v\u00e1rios sectores da sociedade, e n\u00e3o apenas dentro da Igreja Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta pode ser a primeira dificuldade. Vindo do povo, \u00abquase do m do mundo\u00bb, Jorge Mario Bergoglio assumiu o lugar que hoje ocupa correspondendo a uma expectativa e a uma esperan\u00e7a. E as pessoas, n\u00e3o apenas dentro da Igreja, mas em v\u00e1rias inst\u00e2ncias, viram nele, no seu modo de estar e de dizer, na forma como vive e naquilo que prop\u00f5e, a concretiza\u00e7\u00e3o de uma grande parte dessa expectativa e dessa esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez a elevada fasquia que lhe foi colocada pelas circunst\u00e2ncias de uma Igreja e de um mundo em crise fa\u00e7a com que o pontificado esteja condenado a n\u00e3o satisfazer toda a gente, tais foram as expectativas criadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o deixa de ser interessante o facto de o pensamento do personagem em causa ter uma origem \u00abcl\u00e1ssica\u00bb. Trata\u2010se, afinal, de um jesu\u00edta de forma\u00e7\u00e3o que foi eleito Papa a pensar em Francisco de Assis. Tremenda ironia da hist\u00f3ria, com estranhas coincid\u00eancias. Poucos dias antes do conclave que o elegeu, andava um homem nas imedia\u00e7\u00f5es do Vaticano com um cartaz onde se lia <em>Francisco I Papa<\/em>. Se algu\u00e9m dissesse que isso iria acontecer, seria considerado um desconhecedor da vida da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o falta quem tente interpretar a elei\u00e7\u00e3o e o pontificado de Francisco. Por um lado, a boa imprensa e os elogios de sectores mais abertos \u00e0 mudan\u00e7a no interior do catolicismo ou na sociedade. Por outro, a incompreens\u00e3o inicial, as explica\u00e7\u00f5es ensaiadas a partir de padr\u00f5es mais tradicionalistas, com o escrut\u00ednio ao pormenor de gestos e palavras do Papa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com Francisco, a Igreja e o mundo vivem um momento invulgar e imprevis\u00edvel. Entre a simplicidade e a espontaneidade, ele quebra protocolos e diz o que pretende. Como recordamos sobretudo no primeiro cap\u00edtulo, recusou inicial\u2010 mente os adornos papais, pediu as ora\u00e7\u00f5es do povo por ele, deu ind\u00edcios de uma colegialidade perdida no tempo romano. Expressou ainda o desejo de uma Igreja pobre e para os pobres \u2014 o que exige o empenho eclesial na erradica\u00e7\u00e3o da pobreza, a promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e da paz, e a necess\u00e1ria interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos crist\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo nos primeiros dias usou de uma linguagem pastoral, da qual n\u00e3o se solta, pr\u00f3xima e popular. Homem normal, de invulgar perspic\u00e1cia, prefere continuar a gerir parte da sua agenda, telefona para quem entende, em qualquer parte do mundo, utiliza uma linguagem que toda a gente percebe&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas isso n\u00e3o impede que haja teologia, e teologia profunda, naquilo que prop\u00f5e, apesar de v\u00e1rios cr\u00edticos dizerem que o seu pensamento \u00e9 pobre. Ou, no que \u00e9 outra forma de apoucar o Papa, afirmarem que o que ele diz n\u00e3o traz novidade \u2014 esquecendo que a novidade n\u00e3o se faz apenas por se dizer coisas diferentes, mas tamb\u00e9m pela forma de as dizer e pelo facto de, uma vez ditas, elas serem acompanhadas da coer\u00eancia de quem as prop\u00f5e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este n\u00e3o \u00e9 um Papa para fazer uma revolu\u00e7\u00e3o imponderada, mas algu\u00e9m que sabe bem o que pretende e que \u00e9 capaz de surpreender, seja a Igreja, no di\u00e1logo interno, entre reivindica\u00e7\u00f5es de abertura \u00e0 modernidade e resist\u00eancias \u00e0 mudan\u00e7a, seja o mundo, no di\u00e1logo ecum\u00e9nico e inter\u2010religioso ou na cria\u00e7\u00e3o de pontes de confian\u00e7a para os grandes debates pol\u00edticos e sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o muitos os desafios, as interroga\u00e7\u00f5es e as vari\u00e1veis. Aceit\u00e1\u2010los como parte do processo, sem perder o horizonte da f\u00e9 e da convic\u00e7\u00e3o, \u00e9 j\u00e1 uma grande transforma\u00e7\u00e3o na Igreja \u2014 institucional, cansada e previs\u00edvel \u2014, num tempo que pede criatividade e ousadia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta capacidade de surpreender diariamente \u00e9, de resto, uma das novidades maiores de Francisco, que pretende dar novas formas \u00e0 mensagem de sempre que transporta consigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que mensagem \u00e9 essa? Este livro procura dar uma resposta a esta pergunta. Na era da velocidade, o Papa Francisco exprime uma proposta revolucion\u00e1ria que vai aos alicerces do Evangelho e aponta para a redescoberta do concreto, dos afectos: em tudo na vida, \u00e0 semelhan\u00e7a das rela\u00e7\u00f5es familiares, \u00e9 preciso ser\u2010se capaz de reaprender a dizer as coisas que foram deixadas pelo caminho; como, por exemplo, \u00abcom licen\u00e7a\u00bb, \u00abobrigado\u00bb e \u00abdesculpa\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 um tr\u00edptico que Francisco utiliza com frequ\u00eancia. Nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Julho de 2016, em Crac\u00f3via, na Pol\u00f3nia, o Papa relacionou as tr\u00eas express\u00f5es para enaltecer a coragem dos jovens que decidem casar. Na verdade, \u00e9 quando se dirige \u00e0s fam\u00edlias que Francisco v\u00ea uma \u00abporta de entrada\u00bb onde est\u00e3o \u00abescritas\u00bb estas tr\u00eas palavras (em italiano ou em espanhol, l\u00ednguas usadas por Bergoglio, <em>permesso\/permiso, grazie\/gracias <\/em>e <em>scusa\/perd\u00f3n<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se, numa tradu\u00e7\u00e3o livre, a primeira tamb\u00e9m pode ser traduzida por \u00abpor favor\u00bb ou \u00abposso?\u00bb, a segunda remete\u2010nos para o reconhecimento e a gratid\u00e3o (dar gra\u00e7as), que em portugu\u00eas \u00e9 habitualmente utilizado com um sentido mais profundo (\u00abobrigado\u00bb), implicando v\u00ednculo e dever de retribui\u00e7\u00e3o, enquanto a terceira faz o percurso para o sentido reconciliador do perd\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se tratando de palavras mortas, estas express\u00f5es ca\u00edram numa certa banaliza\u00e7\u00e3o. Mas o Papa n\u00e3o est\u00e1 preocupado com etimologias epis\u00f3dicas e recupera o sentido perene dos voc\u00e1bulos para ligar o verbo da vida ao substantivo da rela\u00e7\u00e3o: \u00abS\u00e3o palavras simples, mas n\u00e3o t\u00e3o f\u00e1ceis de p\u00f4r em pr\u00e1tica! Elas encerram em si uma grande for\u00e7a: o vigor de proteger o lar, at\u00e9 no meio de in\u00fameras dificuldades e prova\u00e7\u00f5es; ao contr\u00e1rio, a sua falta gradualmente abre fendas que at\u00e9 o podem fazer ruir.\u00bb1 \u00abCom licen\u00e7a\u00bb, explica, porque \u00abentrar na vida do outro, mesmo quando faz parte da nossa exist\u00eancia, exige a delicadeza de uma atitude n\u00e3o invasiva, que renova a confian\u00e7a e o respeito\u00bb; \u00abobrigado\u00bb porque \u00abdevemos tornar\u2010nos intransigentes sobre a educa\u00e7\u00e3o para a gratid\u00e3o e o reconhecimento: a dignidade da pessoa e a justi\u00e7a social passam ambas por aqui\u00bb; \u00abdesculpa\u00bb, palavra \u00abdif\u00edcil e deveras necess\u00e1ria\u00bb, \u00e9, nas prioridades de Francisco, \u00abo voc\u00e1bulo precioso\u00bb sem o qual come\u00e7am as \u00abdilacera\u00e7\u00f5es nas fam\u00edlias\u00bb por n\u00e3o serem \u00abcapazes de perdoar\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa apresentou estas explica\u00e7\u00f5es numa audi\u00eancia a 13 de Maio de 2015. Com o seu habitual sentido de humor (uma dimens\u00e3o que abordaremos adiante), ele reconhece que h\u00e1 desentendimentos que podem fazer \u00abvoar pratos\u00bb, mas aconselha um ponto de esfor\u00e7o conhecido nos grupos cat\u00f3licos de reflex\u00e3o familiar: \u00abNunca termineis o dia sem fazer as pazes.\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um princ\u00edpio de vida. E, ao propor recuperar o essencial atrav\u00e9s daquilo que parece simples, o Papa est\u00e1 a sugerir que a revolu\u00e7\u00e3o (a palavra tamb\u00e9m \u00e9 dele, proferida em v\u00e1rias ocasi\u00f5es) se fa\u00e7a no mais fundo da nossa humanidade, do que revela a comum condi\u00e7\u00e3o dos seres humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9, assim entendemos, um movimento impar\u00e1vel. Mesmo que venha a sofrer alguns recuos, aquilo que Francisco iniciou j\u00e1 n\u00e3o ter\u00e1 retorno, porque corresponde \u00e0s expectativas de muita gente. Interna e externamente, o Papa tem obst\u00e1culos e inimigos. \u00abOs mais perigosos est\u00e3o dentro, porque ocupam cargos de poder\u00bb, verifica Harvey Cox. O te\u00f3logo norte\u2010americano, pastor da Igreja Baptista, fala numa \u00abvida dif\u00edcil\u00bb para Francisco, que enfrenta uma tarefa \u00abdemasiado grande para termin\u00e1\u2010la no seu pontificado\u00bb. Em v\u00e1rios aspectos a reforma \u00e9 irrevers\u00edvel e continuar\u00e1 com o sucessor, prev\u00ea Cox, pois \u00abas pessoas est\u00e3o a ver e a saborear o que ela significa e n\u00e3o vai parar s\u00f3 porque n\u00e3o ser\u00e1 Francisco a liderar o processo&#8230; pode ser mais dif\u00edcil, mas n\u00e3o vai parar\u00bb2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se algu\u00e9m espera uma mudan\u00e7a profunda no catolicismo, conv\u00e9m que perceba que ela, a fazer\u2010se, n\u00e3o se limitar\u00e1 \u00e0 vontade e \u00e0 capacidade de um homem s\u00f3 \u2014 mesmo que esse homem seja o Papa. A mudan\u00e7a carece de um caminho longo e Francisco limitou\u2010se a entrar nesse caminho, que come\u00e7ou nas suas origens, passou pelos bairros perif\u00e9ricos de Buenos Aires e chegou \u00e0 centralidade romana, cujos sintomas de decad\u00eancia e afastamento dos valores essenciais do Evangelho levaram Bento XVI a provocar a primeira grande ruptura com o seu gesto de resigna\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 um caminho de imperfei\u00e7\u00e3o, como o pr\u00f3prio Francisco admite, que se deve fazer atrav\u00e9s do discernimento, na proximidade dos casos concretos da vida. Esta chave pode abrir os muitos ba\u00fas fechados das certezas, t\u00e3o absolutas quanto fr\u00e1geis, da religi\u00e3o. E n\u00e3o s\u00f3, pode acrescentar\u2010se. A margem de incerteza nas procuras da f\u00e9 \u00e9 o campo de manobra de Francisco. Como o pr\u00f3prio diz, \u00abse algu\u00e9m tem a resposta a todas as perguntas, [&#8230;] \u00e9 um falso profeta que usa a religi\u00e3o para si pr\u00f3prio\u00bb3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">1 \u00a0Papa Francisco, <em>Audi\u00eancia Geral<\/em>, 13 de Maio de 2015.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">2 \u00a0Entrevista de Harvey Cox, <em>Religion Digital<\/em>, 20 de Fevereiro de 2017.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">3 \u00a0<em>Brot\u00e9ria<\/em>, vol. 177, n.o 2\/3 (Agosto\/Setembro), 2013.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livro:\u00a0Papa Francisco<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2537,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,9],"tags":[],"class_list":["post-1262","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-acontece","category-programa-diocesano-de-livros-e-leituras"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1262","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1262"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1262\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2954,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1262\/revisions\/2954"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2537"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}