{"id":12530,"date":"2021-05-26T07:00:37","date_gmt":"2021-05-26T06:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=12530"},"modified":"2021-05-24T12:05:54","modified_gmt":"2021-05-24T11:05:54","slug":"oratorio-peregrino-61-serie-beato-pe-eugenio-maria-i-entregue-a-graca-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/oratorio-peregrino-61-serie-beato-pe-eugenio-maria-i-entregue-a-graca-de-deus\/","title":{"rendered":"Orat\u00f3rio Peregrino | 61 | [S\u00e9rie Beato Pe. Eug\u00e9nio Maria] 0 &#8211; ENTREGUE \u00c0 GRA\u00c7A DE DEUS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>Orat\u00f3rio Peregrino<\/strong><\/em><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right; padding-left: 360px;\">Um orat\u00f3rio \u00e0 maneira de um vi\u00e1tico para tempos de carestia<br \/>\nUma proposta desenvolvida em parceria com<\/h6>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 440px;\"><strong>Irm\u00e3s do Carmelo de Cristo Redentor &#8211; Aveiro<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">0 -Entregue \u00e0 Gra\u00e7a de Deus<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos pr\u00f3ximos tempos, no Orat\u00f3rio peregrino, vamos deixar-nos acompanhar por algumas reflex\u00f5es do Padre Eug\u00e9nio Maria, que nos v\u00e3o ajudar a fazer da vida ora\u00e7\u00e3o e da ora\u00e7\u00e3o vida. Come\u00e7amos, por isso, a conhecer quem \u00e9 o Padre Eug\u00e9nio Maria (1894-1967).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dia, falando do Esp\u00edrito Santo, o Padre Eug\u00e9nio Maria disse: <em>Antes de ser uma luz no nosso cora\u00e7\u00e3o, o Esp\u00edrito Santo \u00e9 uma luz que ilumina os acontecimentos e as situa\u00e7\u00f5es\u2026 uma luz na obscuridade; n\u00e3o sabemos para onde vai, n\u00e3o sabemos de onde vem<\/em> (1965); e depois: <em>Chamo-lhe meu amigo e creio que tenho raz\u00f5es para isso<\/em>, e acrescentou: <em>o Esp\u00edrito Santo contrariou-me sempre, mas para melhor<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas palavras transmitem-nos uma experi\u00eancia \u00edntima da presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo. Observar a vida do Padre Eug\u00e9nio Maria \u00e9 descobrir nela a presen\u00e7a viva do Esp\u00edrito de Amor que o escolheu para uma miss\u00e3o: levar aos homens a intimidade divina, meta de toda a vida crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Henrique Grialou nasceu a 2 de Dezembro de 894, em Gua (Aveyron), na bacia mineira de Decazeville. \u00c9 o terceiro filho de uma fam\u00edlia de cinco filhos. Seu pai, mineiro, morre prematuramente em 1904, quando Henrique ainda n\u00e3o tem dez anos. A fam\u00edlia experimenta a pobreza e a senhora Grialou tem que trabalhar muito para poder criar os seus cinco filhos. No seu amor e na sua f\u00e9 educou-os crist\u00e3mente, em especial, o pequeno Henrique.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chamada \u00e0 vida sacerdotal fez-se sentir muito cedo no cora\u00e7\u00e3o de menino. A sua corajosa m\u00e3e pagou-lhe os estudos com muitos sacrif\u00edcios. No semin\u00e1rio. Henrique \u00e9 um aluno brilhante e um excelente companheiro, \u00e9 <em>amigo de todos<\/em>: todos os testemunhos coincidem nisto. Durante os anos de semin\u00e1rio descobre Teresa do Menino Jesus \u2013 a quem chama <em>uma amiga de inf\u00e2ncia<\/em> \u2013 cuja mensagem aprofundou com grande alegria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1914 estala a guerra. Henrique participa como oficial nas batalhas importantes; aprende a lidar com os homens que tem \u00e0 sua responsabilidade e enfrenta diariamente o sofrimento e a morte. A guerra \u00e9 uma dura escola! Em 1919 \u00e9 desmobilizado e as prova\u00e7\u00f5es sofridas durante os quatro anos da guerra fizeram-no amadurecer. V\u00ea-se invadido ent\u00e3o por um forte desejo de ora\u00e7\u00e3o e sil\u00eancio e decide voltar ao semin\u00e1rio: <em>Optei profundamente pelo sacerd\u00f3cio.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 13 de Dezembro de 1920, uma imperiosa e desconcertante chamada interior compromete definitivamente a sua vida. Nessa noite, Henrique l\u00ea o <em>Comp\u00eandio da vida de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz<\/em>. Quando fecha o livro, imp\u00f5e-se-lhe uma certeza absoluta e irresist\u00edvel: Deus quer que entre no Carmelo! Desconhece totalmente a vida no Carmelo e nunca viu um carmelita\u2026 Pensa se n\u00e3o estar\u00e1 a tornar-se louco. Para seguir esta voca\u00e7\u00e3o t\u00e3o imperativa, Henrique ter\u00e1 que enfrentar ent\u00e3o violentas oposi\u00e7\u00f5es, entre elas a mais inesperada e dolorosa, a de sua m\u00e3e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi ordenado sacerdote a 4 de Fevereiro de 1922 e entrou a 24 no noviciado dos Padres Carmelitas em Avon depois de ter sacrificado tudo e deixar sua m\u00e3e, cujo sofrimento o afecta profundamente, pois est\u00e1 destro\u00e7ada. Na austeridade da vida do noviciado, frei Eug\u00e9nio Maria do Menino Jesus descobre toda a profundidade da gra\u00e7a do Carmelo. E, em especial, iluminado por Teresa de Jesus e Jo\u00e3o da Cruz, a gra\u00e7a da ora\u00e7\u00e3o silenciosa, que o enche interiormente e \u00e0 qual ser\u00e1 sempre fiel at\u00e9 ao fim da sua vida, ensinando sempre os seus caminhos. \u00c9 um tempo de desprendimento total, mas tamb\u00e9m e profundas gra\u00e7as, nas quais o Esp\u00edrito santo lhe deixa entrever a sua miss\u00e3o e pressentir a paternidade espiritual \u00e0 qual est\u00e1 chamado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1923, beatifica\u00e7\u00e3o de Teresa do Menino Jesus foi para ele uma imensa alegria que o levou a ter imensas esperan\u00e7as no futuro, pois est\u00e1 convencido da profundidade do <em>valor espiritual da pequena santa<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao come\u00e7ar o seu minist\u00e9rio em Lille, \u00e9-lhe confiada a direc\u00e7\u00e3o da revista <em>Carmel<\/em>. Ent\u00e3o, d\u00e1-se conta que a doutrina do Carmelo est\u00e1 feita para um p\u00fablico mais amplo que o dos mosteiros, onde \u00e9 esperada. A partir desse momento nasce nele o desejo de p\u00f4r a contempla\u00e7\u00e3o ao alcance de todos <em>nos bairros e nas ruas<\/em>. Em 1928 sofre uma mudan\u00e7a inesperada: \u00e9 nomeado superior do convento do Petit Castel em Tarasc\u00f3n.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Pentecostes de 1929 recebeu a visita de tr\u00eas jovens professoras, directoras do Col\u00e9gio Cours Notre-Dame de France, de Marselha, que desejam consagrar-se a Deus. Sentem-se atra\u00eddas para o Carmelo, e, por isso, v\u00eam pedir conselho a este jovem religioso, que j\u00e1 era conhecido pela sua capacidade de discernimento espiritual. Ser\u00e3o os pilares da funda\u00e7\u00e3o do Instituto Notre-Dame de Vie, e uma delas, Maria Pila, ser\u00e1 a co-fundadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1932 come\u00e7a em Notre-Dame de Vie, propriedade que a Provid\u00eancia tinha oferecido, uma aventura espiritual extraordin\u00e1ria cuja forma jur\u00eddica ainda n\u00e3o est\u00e1 claramente definida, pois que h\u00e1 acontecimentos desconcertantes que parecem <em>cortar o passo<\/em> ao projecto em repetidas ocasi\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Efectivamente, as suas sucessivas nomea\u00e7\u00f5es na Ordem levaram o Padre Eug\u00e9nio Maria, do Petit Castelet at\u00e9 Roma, afastando-o de Notre-Dame de Vie. Em 1937 foi nomeado definidor geral, e tem que residir em Roma; no entanto o seu superior pede-lhe para continuar a funda\u00e7\u00e3o incipiente, pois considera-a <em>obra de<\/em> <em>Deus<\/em>. De facto, entram voca\u00e7\u00f5es a Notre-Dame de Vie, e o pequeno grupo cresce lentamente, na obscuridade, por vezes de maneira imprevista, movido pelo Esp\u00edrito e sob o olhar de Maria, M\u00e3e da Vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1939 estala novamente a guerra. O Padre \u00e9 mobilizado e tem que voltar a Fran\u00e7a. Desmobilizado em 1940, as hostilidades impedem-no de voltar a Roma. No meio das inseguran\u00e7as e perigos do momento, continua as suas prega\u00e7\u00f5es. Apesar da sua intensa actividade apost\u00f3lica, o Padre nunca diminuiu as exig\u00eancias da sua vida contemplativa. <em>N\u00e3o perco a calma, a minha vida \u00e9 profunda e recolhida como toda a vida no Carmelo<\/em>. O seu zelo apost\u00f3lico \u00e9 o fruto da sua fidelidade \u00e0 ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1946 volta a Roma para trabalhar no governo central da Ordem. Em 1948, o Papa nomeia-o visitador apost\u00f3lico do Carmelo feminino em Fran\u00e7a e encarrega-o da organiza\u00e7\u00e3o das federa\u00e7\u00f5es das carmelitas. Ao mesmo tempo, o Padre Eug\u00e9nio Maria, continua a ocupar-se da funda\u00e7\u00e3o de Notre-Dame Vie, em pleno crescimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse momento em que o Padre se entrega sem medida ao servi\u00e7o da Ordem, Notre-Dame de Vie \u00e9 reconhecido oficialmente como instituto secular. O Padre v\u00ea realizadas as suas intui\u00e7\u00f5es espirituais mais profundas neste novo quadro de vida consagrada institu\u00eddo pela Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os membros do Instituto Notre-Dame de Vie, inseridos no mundo por meio de uma profiss\u00e3o, vivem as exig\u00eancias do esp\u00edrito do Carmelo: Dar testemunho do Deus vivo! V\u00e3o ao encontro dos que vivem nos bairros e nas ruas, onde as condi\u00e7\u00f5es de vida adormeceram por vezes a sede de Deus, que, no entanto, continua viva. Depois de dois anos de forma\u00e7\u00e3o inicial, encontram a for\u00e7a necess\u00e1ria para realizar este ideal nas duas horas di\u00e1rias de ora\u00e7\u00e3o contemplativa e voltando regularmente \u00e0 <em>casa da solid\u00e3o<\/em>, para espa\u00e7os de deserto, estudo e vida fraterna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Padre Eug\u00e9nio Maria, durante o tempo de perman\u00eancia em Roma, acaba a sua obra escrita, fruto de trinta anos de experi\u00eancia espiritual: <em>Quero ver a Deus<\/em>. \u00c9 uma s\u00edntese da doutrina do Carmelo, cujo eixo fundamental \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o contemplativa. Ser\u00e1 publicada em 1949. A sua difus\u00e3o continua vigente na actualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1954. Ao morrer de maneira repentina o Padre Geral dos Carmelitas, o Padre Eug\u00e9nio Maria tem que assumir interinamente. Como respons\u00e1vel da Ordem, visita os conventos do Pr\u00f3ximo Oriente e do Extremo oriente, alguns deles expostos \u00e0 influ\u00eancia da ideologia marxista. Com os olhos postos na grande China, faz seus os sofrimentos da Igreja, que vive a paix\u00e3o do seu Senhor. A sua correspond\u00eancia d\u00e1 testemunho da impress\u00e3o t\u00e3o forte que lhe deixaram alguns dos contactos que tivera ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse mesmo ano o Instituto estabelece-se nas Filipinas. O Padre dirige estas palavras \u00e0 respons\u00e1vel da funda\u00e7\u00e3o: <em>Recorde sempre que Notre-Dame de Vie deve dar testemunho do Deus vivo, do Esp\u00edrito de Amor e n\u00e3o de uma civiliza\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1955 volta a Fran\u00e7a e continua a sua dupla miss\u00e3o de fundador do Instituto e de provincial dos Carmelitas de Avi\u00f1\u00f3n-Aquit\u00e2nia, trabalhando ao servi\u00e7o da Igreja universal. Nesta \u00e9poca o Instituto estende-se com rapidez por diferentes pa\u00edses: depois das Filipinas seguem-se a Alemanha, o M\u00e9xico, a Espanha, o Canad\u00e1, a Pol\u00f3nia, o Jap\u00e3o\u2026 No seu interior nasce um ramo sacerdotal e um ramo masculino (leigos consagrados), aprovados sucessivamente pela Igreja em 1960 e 1963. Do mesmo esp\u00edrito vivem tamb\u00e9m membros associados e fam\u00edlias. O Padre gostava de repetir: <em>o Esp\u00edrito Santo e a Virgem Maria foram os que fizeram tudo aqui<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em vez de lhe causar surpresa, o Conc\u00edlio Vaticano II encheu-o de entusiasmo, e n\u00e3o deixou de dar a conhecer e de estudar os seus decretos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afectado pela doen\u00e7a, v\u00ea as suas for\u00e7as diminu\u00edrem pouco a pouco. No domingo de P\u00e1scoa de 1967, angustiado pelo sofrimento e na uni\u00e3o \u00edntima e profunda com o Esp\u00edrito de Amor que o atrai irresistivelmente, deixa aos seus filhos este \u00faltimo testamento: <em>Sede fi\u00e9is ao esp\u00edrito do Instituto: ac\u00e7\u00e3o e contempla\u00e7\u00e3o bem unidas<\/em>. E depois, em voz baixa: <em>Vou para o abra\u00e7o do Esp\u00edrito Santo<\/em>. Morre no dia seguinte, 27 de Mar\u00e7o, segunda-feira de P\u00e1scoa, dia da festa que tinha institu\u00eddo em honra de Maria, M\u00e3e do Ressuscitado e M\u00e3e da Vida.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem: <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Marie-Eug%C3%A8ne_de_l%27Enfant-J%C3%A9sus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marie-Eug\u00e8ne de l&#8217;Enfant-J\u00e9sus<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Orat\u00f3rio Peregrino Um<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12531,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[152],"tags":[],"class_list":["post-12530","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oratorio-peregrino"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12530","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12530"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12530\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12535,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12530\/revisions\/12535"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12531"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12530"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12530"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12530"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}