{"id":12158,"date":"2021-03-16T11:23:12","date_gmt":"2021-03-16T11:23:12","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=12158"},"modified":"2021-03-16T11:28:20","modified_gmt":"2021-03-16T11:28:20","slug":"pe-georgino-rocha-a-caminho-da-pascoa-domingo-v-queremos-ver-chegar-a-hora-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/pe-georgino-rocha-a-caminho-da-pascoa-domingo-v-queremos-ver-chegar-a-hora-de-jesus\/","title":{"rendered":"Pe. Georgino Rocha | A caminho da P\u00e1scoa: Domingo V &#8211; Queremos ver chegar a hora de Jesus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Pe. Georgino Rocha\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uns gregos foram ter com Filipe e disseram-lhe: \u201cquer\u00edamos ver a Jesus\u201d. Filipe foi diz\u00ea-lo a Andr\u00e9 e ambos foram diz\u00ea-lo a Jesus. Este epis\u00f3dio ocorre em Jerusal\u00e9m e \u00e9 muito significativo na fase final da quaresma que vivemos. Como os gregos somos buscadores natos do rosto de Jesus. Como disc\u00edpulos estamos mandatados para sermos mediadores, ponte de rela\u00e7\u00e3o e proximidade. Quando desistimos de procurar e nos acomodamos, o cora\u00e7\u00e3o inquieto atrofia-se e mergulha na mediocridade, ele que nasceu para a gl\u00f3ria.\u00a0<em>Jo 12, 20-33.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus assume o pedido e alarga horizontes, desvenda a parte final do seu percurso hist\u00f3rico. Recorre \u00e0 \u00e0 semente lan\u00e7a \u00e0 terra para iniciar a resposta a Andr\u00e9 e Filipe. O encontro d\u00e1-se em Jerusal\u00e9m, junto ao templo, por ocasi\u00e3o da festa da p\u00e1scoa judaica e condensa o alcance da \u201chora\u201d que se aproxima: A paix\u00e3o e exalta\u00e7\u00e3o de Jesus constituem a maior manifesta\u00e7\u00e3o de Deus, a sua suprema glorifica\u00e7\u00e3o. Deste modo, \u00e9 satisfeita a aspira\u00e7\u00e3o mais profunda do cora\u00e7\u00e3o humano. Ver a Jesus \u00e9 entrar nesta rela\u00e7\u00e3o existencial, captar a sua verdade, viver o seu dinamismo e comungar os seus sentimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFelizes de n\u00f3s se j\u00e1 sentimos a atrac\u00e7ao de Jesus de Nazar\u00e9. Se nos sentimos seus seguidores no viver de cada dia: em casa, na rua, no trabalho, na comunidade\u2026A\u00ed \u00e9 onde podemos dar gl\u00f3ria a Deus. A chave da gl\u00f3ria est\u00e1 na m\u00e3o: \u00abSe cai na terra, morre, d\u00e1 muito fruto\u00bb E continua a \u201dHomil\u00e9tica\u201d: N\u00e3o h\u00e1 outra chave de glorifica\u00e7\u00e3o de Deus que a gl\u00f3ria do homem\/mulher, entendida no marco amoroso do perd\u00e3o e da alegria de uma verdadeira alian\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A li\u00e7\u00e3o da semente retrata bem o sentido da vida humana. Escolhida por Jesus, constitui um \u201c\u00edcone\u201d da sua miss\u00e3o, sobretudo na hora de transmitir, de forma exemplar, o que em breve ir\u00e1 acontecer. Garantir o futuro sup\u00f5e consumir, desde j\u00e1, as energias em benef\u00edcio da vida nova que se deseja, exige a aceita\u00e7\u00e3o da verdade realista de quem est\u00e1 \u201cem tr\u00e2nsito\u201d e \u00e9 peregrino, alimenta a esperan\u00e7a de que \u201cnada se perde, tudo se transforma\u201d para melhor (a semente e a \u00e1rvore), vive a din\u00e2mica do provis\u00f3rio dando valor a cada instante como a \u00fanica forma de \u201ccomungar\u201d o tempo da hist\u00f3ria e \u201ctocar\u201d desde j\u00e1 a eternidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gregos peregrinos manifestam o desejo de ver Jesus, isto \u00e9, de conhecer a sua novidade, de prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sua mensagem, de entrar em sintonia com ela, de assumir a escala de valores preconizada, de encontrar a medida da verdade ansiada pelo cora\u00e7\u00e3o. Expressam uma constante de todo o ser humano que santo Agostinho condensa de modo t\u00e3o feliz: Fizestes-nos, Senhor, para V\u00f3s e o nosso cora\u00e7\u00e3o vive inquieto enquanto em V\u00f3s n\u00e3o repousar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cruz pode ser fecunda e fazer progredir a sabedoria da humanidade. Como em Jesus que, por amor, vive a sua op\u00e7\u00e3o por fazer a vontade de Deus: para servir e elevar a dignidade humana, para lan\u00e7ar as bases de uma sociedade inclusiva e fraterna, para constituir o n\u00facleo fundamental da Igreja como comunidade de iguais, com dons e fun\u00e7\u00f5es diferentes, para abrir as fronteiras do tempo \u00e0 eternidade. Outras cruzes podem tornar-se s\u00edmbolo de um mundo perverso que \u00e9 preciso transformar, a partir dos seus fundamentos, da sua organiza\u00e7\u00e3o e da sua escala de valores.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/felixmittermeier-4397258\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2243850\">FelixMittermeier<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2243850\">Pixabay<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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