{"id":11982,"date":"2021-02-20T13:15:08","date_gmt":"2021-02-20T13:15:08","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=11982"},"modified":"2021-02-20T17:33:21","modified_gmt":"2021-02-20T17:33:21","slug":"jose-mattoso-o-mais-importante-e-a-relacao-com-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/jose-mattoso-o-mais-importante-e-a-relacao-com-deus\/","title":{"rendered":"Jos\u00e9 Mattoso: \u00abO mais importante \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o com Deus\u00bb"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\">\n<h6 style=\"text-align: right;\">Artigo e foto recolhidos do <a href=\"https:\/\/www.snpcultura.org\/jose_mattoso_o_mais_importante_e_a_relacao_com_Deus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">SNPC<\/a><\/h6>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Diz que \u00e9, provavelmente, a \u00faltima entrevista: Jos\u00e9 Mattoso, distinguido pela Igreja cat\u00f3lica com o pr\u00e9mio \u00c1rvore da Vida-Padre Manuel Antunes, fala hoje, no seman\u00e1rio \u201cExpresso\u201d, da Hist\u00f3ria, da mudan\u00e7a da vida religiosa para a laical, da investiga\u00e7\u00e3o \u00abde um tempo sujeito a um sem-fim de ideias feitas\u00bb, da rela\u00e7\u00e3o com Deus e de alguns dos tra\u00e7os do Portugal atual, marcado pela ruralidade e por uma distribui\u00e7\u00e3o da riqueza \u00abmuito desigual\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abPara mim, a Hist\u00f3ria est\u00e1 em segundo plano. O mais importante \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o com Deus. Ou seja, a vida contemplativa, como exist\u00eancia consagrada a Deus por meio da ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, do estudo da palavra divina e do trabalho necess\u00e1rio ao sustento da comunidade\u00bb: \u00e9 a primeira resposta \u00e0 entrevista de Luciana Leiderfarb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o historiador de 88 anos, a promessa pacificadora para a humanidade \u00ab\u00e9 efetivamente a de Jesus Cristo que vem ao mundo para mostrar, pela sua pr\u00f3pria vida, que Deus n\u00e3o \u00e9 o Jav\u00e9 implac\u00e1vel do Antigo Testamento, mas o Pai que nos d\u00e1 a vida e perdoa as nossas faltas\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abN\u00e3o sou historiador por op\u00e7\u00e3o profissional, mas para ser fiel \u00e0 voca\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica, na medida das minhas capacidades, tal como eu a entendi nessa altura\u00bb, assinala, no contexto da sua entrada em Singeverga, ao tempo \u00abo \u00fanico mosteiro contemplativo masculino existente em Portugal\u00bb, onde veio a perceber que \u00aba vida religiosa era muito mais ativa do que contemplativa\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Verificando a sua \u00abincompatibilidade\u00bb com a vida seguida no mosteiro, pediu a dispensa dos votos religiosos, que lhe foi concedida, e voltou \u00ab\u00e0 vida laica\u00bb. Para Jos\u00e9 Mattoso, uma das caracter\u00edsticas atribu\u00eddas \u00e0 vida conventual, a reclus\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 um exclusivo da cela ou do isolamento no campo, mas do \u00absil\u00eancio: sil\u00eancio para escutar a voz de Deus e interiorizar a palavra de Jesus no Evangelho\u00bb.<\/p>\n<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Depois do casamento, ligou-se, com a mulher, \u00e0 fraternidade secular dos Irm\u00e3ozinhos de Charles de Foucauld. De onde nasce essa perten\u00e7a? \u00abNas v\u00e9speras do Conc\u00edlio Vaticano II, tomaram relevo os agrupamentos religiosos que procuravam dar testemunho do Evangelho nos bairros mais pobres por meio de uma presen\u00e7a discreta e silenciosa (foi a \u00e9poca dos Padres Oper\u00e1rios). Foi o modelo que o P. Charles de Foucauld adotou em meio mu\u00e7ulmano.\u00bb<\/p>\n<p>\u00abEstas tentativas inseriam-se no ambiente renovador do Conc\u00edlio Vaticano II. Tive contacto direto com elas quando frequentei o curso de Ci\u00eancias Hist\u00f3ricas na Universidade de Lovaina, na B\u00e9lgica\u00bb, explicou.<\/p>\n<p>Profundo estudioso da Hist\u00f3ria Medieval, Jos\u00e9 Mattoso acentua que \u00abo conceito de Idade das Trevas aplicado \u00e0 Idade M\u00e9dia resulta de um equ\u00edvoco ou de ignor\u00e2ncia pura e simples\u00bb, e por isso \u00abo pressuposto depreciativo da express\u00e3o s\u00f3 revela a ignor\u00e2ncia de quem a usa\u00bb.<\/p>\n<p>\u00ab\u00c9 verdade que a cultura medieval muitas vezes confundia magia e supersti\u00e7\u00e3o com religi\u00e3o aut\u00eantica, e que via milagres e interven\u00e7\u00f5es divinas um pouco por toda a parte. Mas n\u00e3o podemos generalizar a toda a sociedade o que consideramos crendice. Tamb\u00e9m n\u00e3o podemos esquecer o incalcul\u00e1vel valor da arte medieval expressa nas grandes catedrais, nem a genialidade do pensamento teol\u00f3gico demonstrada por um autor como S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino. N\u00e3o s\u00e3o produtos das trevas\u00bb, frisou.<\/p>\n<p>Nesta entrevista, respondida, segundo a jornalista, \u00abcom empenho e generosidade\u00bb, Jos\u00e9 Mattoso \u00abdedicou-se a responder a mais de 20 quest\u00f5es\u00bb, enviadas previamente, porque a doen\u00e7a de Parkinson o impede de uma conversa telef\u00f3nica e a pandemia inviabilizou um encontro.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\" style=\"text-align: right;\"><span class=\"autor\">Rui Jorge Martins<br \/>\nFonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/expresso.pt\/cultura\/2021-02-19-Jose-Mattoso-a-entrevista-aos-88-anos.-Portugal-continua-a-ser-um-pais-rural\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Expresso<\/a><br \/>\nImagem: Jos\u00e9 Mattoso | \u00a9 Tiago Miranda\/Expresso<\/span><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo e foto<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11999,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-11982","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-temas-para-debate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11982","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11982"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11982\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12000,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11982\/revisions\/12000"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11999"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}