{"id":1185,"date":"2017-06-18T19:43:51","date_gmt":"2017-06-18T18:43:51","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=1185"},"modified":"2017-06-18T19:46:04","modified_gmt":"2017-06-18T18:46:04","slug":"xii-domingo-do-tempo-comum-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/xii-domingo-do-tempo-comum-ano-a\/","title":{"rendered":"XII Domingo do Tempo Comum (Ano A)"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1186 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/XII-Domingo-Tempo-Comum.jpg\" alt=\"\" width=\"689\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/XII-Domingo-Tempo-Comum.jpg 689w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/XII-Domingo-Tempo-Comum-300x196.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/XII-Domingo-Tempo-Comum-600x391.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/XII-Domingo-Tempo-Comum-460x300.jpg 460w\" sizes=\"auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px\" \/><\/p>\n<p>Breve coment\u00e1rio<\/p>\n<p>No domingo passado, a p\u00e1gina do evangelho ensinava-nos que Jesus envia os disc\u00edpulos de todos os tempos a \u00abevangelizar\u00bb, dizendo o que Ele dizia e fazendo o que Ele fazia&#8230; deixando, assim, que Ele continue a dizer e a agir atrav\u00e9s deles.<\/p>\n<p><em>\u00abO que vos digo \u00e0 escuras&#8230; pregai-o sobre os telhados\u00bb. <\/em>Jesus quer transmitir-nos uma certeza que est\u00e1 presente no seu cora\u00e7\u00e3o: todos os homens t\u00eam necessidade absoluta do evangelho. A revela\u00e7\u00e3o de Deus Pai que, atrav\u00e9s do Filho, chama todos a serem felizes com a sua pr\u00f3pria felicidade, era feita por Jesus a todos mas depois ele explicava-a aos seus disc\u00edpulos de maneira mais esmiu\u00e7ada e num longo caminho educativo. Tudo o que eles escutaram, apreenderam e viveram na rela\u00e7\u00e3o com Ele, \u00e9 uma experi\u00eancia t\u00e3o rica que n\u00e3o pode permanecer dentro do seu grupo, para uso e consumo pr\u00f3prio, mas todos os homens devem ser participantes disso, todos devem sab\u00ea-lo, a mensagem de Jesus deve chegar a todos. Para atingir este fim, os disc\u00edpulos devem recorrer a todos os expedientes, de todos os meios: desde a palavra escrita aos instrumentos mais variados e poderosos de comunica\u00e7\u00e3o. Um an\u00fancio p\u00fablico que n\u00e3o pode descuidar nenhuma pessoa, nenhuma idade, nenhuma categoria. Um an\u00fancio que proclame todas as palavras de Jesus, todos os aspectos da Revela\u00e7\u00e3o, sem atender aos gostos pessoas de quem anuncia ou de quem escuta.<\/p>\n<p>No texto imediatamente anterior a este (vv. 16-25) Jesus anunciou abertamente as persegui\u00e7\u00f5es contra os disc\u00edpulos enviados em miss\u00e3o. Por isso, encoraja-os: \u00abN\u00e3o temais\u00bb. \u00c9 um dos imperativos mais frequentes na B\u00edblia, sempre na boca de Deus no seu contacto com uma pessoa ou um grupo. Ao homem habituado a conviver com o medo, a deixar-se ficar prisioneiro do medo, Deus oferece a certeza da sua presen\u00e7a.<\/p>\n<p>Jesus retoma insistentemente esta exorta\u00e7\u00e3o divina e, neste caso, apresenta alguns motivos para que os seus disc\u00edpulos n\u00e3o temam. Em primeiro lugar, a palavra de Jesus, mesmo confiada a poucos, ir\u00e1 desenvolver-se como a semente duma \u00e1rvore (cf. Mt 13,31-32). O pr\u00f3prio Deus se encarregar\u00e1 de dar a conhecer e difundir a revela\u00e7\u00e3o de Jesus: \u00e9 este o sentido dos dois passivos (<em>ser revelado<\/em>, <em>ser conhecido<\/em>, por Deus).<\/p>\n<p>Em segundo lugar, Jesus n\u00e3o promete aos disc\u00edpulos poup\u00e1-los dos males que temem. Mas quer abrir-lhes os olhos: onde est\u00e3o o verdadeiro bem e o verdadeiro mal? A vida terrena n\u00e3o \u00e9 o maior bem, tal como a morte n\u00e3o \u00e9 o maior mal. O verdadeiro bem \u00e9 a vida eterna e o verdadeiro mal \u00e9 ser privado de Deus. \u00c9 este o sentido da express\u00e3o \u00abtemei antes a Deus\u00bb (isto \u00e9, reconhec\u00ea-lo, am\u00e1-lo, fazer a sua vontade). Deus \u00e9 infinitamente mais poderoso que os perseguidores e \u00e9 d&#8217;Ele que depende o nosso destino definitivo, a vida eterna ou a ru\u00edna eterna.<\/p>\n<p>\u00abTodo aquele que se declarar&#8230;\u00bb. O mart\u00edrio (= testemunho) \u00e9 a forma mais elevada de an\u00fancio. Por\u00e9m, n\u00f3s podemos dar \u00e0 nossa vida, todos os dias, a dimens\u00e3o do \u00abmart\u00edrio\u00bb quando realizamos todos os gestos na radicalidade do amor a Deus e ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>O terceiro motivo sobre o qual Jesus assenta a exorta\u00e7\u00e3o a p\u00f4r de parte o temor \u00e9 o amor paterno e providente de Deus por cada um dos seus filhos. Deus cuida de todas as criaturas at\u00e9 mesmo do mais simples p\u00e1ssaro. Cada um dos seus filhos \u00e9 precioso a seus olhos, como s\u00e3o preciosos os seus sofrimentos e o seu empenhamento em se manterem fi\u00e9is.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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