{"id":10915,"date":"2020-12-06T08:00:13","date_gmt":"2020-12-06T08:00:13","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=10915"},"modified":"2020-11-28T18:06:43","modified_gmt":"2020-11-28T18:06:43","slug":"pe-pedro-miranda-da-imaculada-veio-a-resposta-eis-a-escrava-do-senhor-fac%cc%a7a-se-em-mim-segundo-a-tua-palavra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/pe-pedro-miranda-da-imaculada-veio-a-resposta-eis-a-escrava-do-senhor-fac%cc%a7a-se-em-mim-segundo-a-tua-palavra\/","title":{"rendered":"Pe. Pedro Miranda | Da Imaculada veio a resposta: \u00abEis a escrava do Senhor; fac\u0327a-se em mim segundo a tua palavra\u00bb."},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right;\">Teo<em>fonias<\/em> | &#8230; porque discretas s\u00e3o as melodias de Deus!<\/h5>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Pe. Pedro Miranda<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A actual edi\u00e7\u00e3o do leccion\u00e1rio, por lapso ou outra raz\u00e3o que n\u00e3o vislumbro, eliminou da proclama\u00e7\u00e3o do evangelho da Anuncia\u00e7\u00e3o na missa a segunda parte do vers\u00edculo 38 do primeiro cap\u00edtulo de S\u00e3o Lucas, com que termina esta cena. De facto, desde que foi publicada esta edi\u00e7\u00e3o reparei na falta da segunda parte, a que j\u00e1 estava habituado; por isso \u00e9 que dei por falta dela. Assim: <em>Maria disse enta\u0303o: \u00abEis a escrava do Senhor;<\/em> <em>fac\u0327a-se em mim segundo a tua palavra. <strong>E o Anjo deixou-a<\/strong><\/em>\u00bb\u2014 era assim que vinha na vers\u00e3o lit\u00fargica da edi\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 actual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que raz\u00e3o ter\u00e1 a actual edi\u00e7\u00e3o dispensado algo t\u00e3o natural, como \u00e9 o dar conta de que, tendo ouvido e obtido aquilo a que vinha, o Anjo se foi embora? \u2014 tanto mais que \u00e9 mesmo o que l\u00e1 est\u00e1, no texto sagrado. Maria colocou a sua pergunta, a sua dificuldade, o Anjo respondeu esclarecendo e Maria respondeu finalmente que sim. Tendo ouvido e obtido aquilo ao que tinha vindo, o Anjo foi-se embora, retirou-se de junto dela, <strong>deixou-a<\/strong>. E soa muito mais, de facto, a conclus\u00e3o. Porque n\u00e3o est\u00e1, ent\u00e3o, no leccion\u00e1rio lit\u00fargico tal conclus\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez pelo facto de se querer com isso focar a aten\u00e7\u00e3o sobre a resposta decisiva de Maria\u2014 <em>Eis a escrava do Senhor.<\/em> Isto \u00e9 mais do que um simples <em>sim<\/em>, \u00e9 uma total oferta de si mesma a Deus, sem reserva nem reservas. N\u00e3o \u00e9 por acaso que n\u00e3o conhe\u00e7o nenhuma representa\u00e7\u00e3o sagrada da Anuncia\u00e7\u00e3o em que a Virgem Maria n\u00e3o apare\u00e7a ajoelhada; claro, uma resposta positiva a uma mensagem como aquela e a Quem lha enviava n\u00e3o se d\u00e1 sen\u00e3o de joelhos. A grandeza desta resposta aconselharia, portanto\u2014 no entender de quem compilou o leccion\u00e1rio\u2014 que se terminasse a proclama\u00e7\u00e3o do evangelho na missa com ela, para que ficasse como que a ecoar no sil\u00eancio, para l\u00e1 do fim da leitura, a resposta de Maria e nada mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quer tenha sido por esta raz\u00e3o, quer por lapso\u2014 que \u00e9 o que quero crer que foi, por lapso\u2014 discordo e entendo que deve ser corrigido. A resposta de Maria, sem nos darmos conta da retirada sem cerim\u00f3nia do Anjo, n\u00e3o brilha tanto; pelo contr\u00e1rio, \u00e9 real\u00e7ada pelo facto de o texto, tal como \u00e9, sugerir claramente a ideia de que, tendo o Anjo ouvido aquilo ao que vinha, tendo terminado a sua miss\u00e3o, foi-se embora, e at\u00e9 podemos infantilmente imagin\u00e1-lo a pensar consigo mesmo \u201cmiss\u00e3o cumprida\u201d e a correr para junto de Deus para lhe dizer com entusiasmo \u201cela disse que sim!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode levantar-se apenas uma dificuldade \u00e0 tese de que a resposta de Maria brilhe mais seguindo-se-lhe a sa\u00edda do Arcanjo. No entanto, penso que tal dificuldade \u00e9 apenas aparente. Vejamos: ent\u00e3o o Arcanjo sa\u00fada a Virgem Maria com toda a exuber\u00e2ncia e solenidade\u2014 <em>Salve, \u00f3 cheia de gra\u00e7a, o Senhor est\u00e1 contigo<\/em>\u2014 e depois deixa-a assim sem uma palavra, sem qualquer cerim\u00f3nia? Convenhamos que n\u00e3o prima pela educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tranquilizei-me um pouco ao reparar ao menos num outro epis\u00f3dio b\u00edblico em que o Anjo do Senhor se comporta tamb\u00e9m desta maneira, a saber, na voca\u00e7\u00e3o do juiz Gede\u00e3o, que o Senhor escolheu para libertar o seu povo da opress\u00e3o dos madianitas (cf. Jz 6, 11-24). O Anjo sa\u00fada-o: <em>O Senhor est\u00e1 contigo, valente guerreiro.<\/em> Gede\u00e3o responde \u00e0 sauda\u00e7\u00e3o queixando-se imediatamente de que Deus n\u00e3o estava nada com ele, antes tinha abandonado o seu povo. Mas o Anjo diz-lhe ao que vem: <em>Vai com essa tua for\u00e7a salvar Israel das m\u00e3os de Madi\u00e3.<\/em> Gede\u00e3o diminui-se, menospreza-se e \u00e0 sua fam\u00edlia, mas o Anjo reafirma que o Senhor estar\u00e1 com ele de modo que ele derrotar\u00e1 Madi\u00e3 <em>como se fosse um s\u00f3 homem.<\/em> Gede\u00e3o insiste na d\u00favida e pede um sinal, que o Anjo espere at\u00e9 que ele v\u00e1 preparar e traga um sacrif\u00edcio para oferecer ali, no carvalho de Ofra, ao Senhor. Assim fez, e esperou tamb\u00e9m o Anjo do Senhor que, quando Gede\u00e3o regressou com o sacrif\u00edcio, estendeu sobre este a vara que tinha na m\u00e3o e logo saiu da rocha fogo que consumiu a carne e os p\u00e3es que Gede\u00e3o tinha trazido. Nisto, <em>o Anjo do Senhor desapareceu da sua vista\u2014 <\/em>assim tamb\u00e9m, sem cerim\u00f3nia. Mas, neste caso, diz o texto sagrado que foi nesse momento\u2014 e eu atrevo-me a dizer, n\u00e3o s\u00f3 nesse momento, mas por causa do facto, a saber, o Anjo do Senhor desparecer assim sem cerim\u00f3nia nem despedida\u2014 que <em>Gede\u00e3o reconheceu que era o Anjo do Senhor.<\/em> Pensou at\u00e9 que morreria por ter visto o Anjo do Senhor face a face, mas o Senhor tranquilizou-o. Gede\u00e3o construiu ali um altar e logo a seguir come\u00e7a a sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 do que se segue que podemos retirar que Gede\u00e3o correspondeu \u00e0 voca\u00e7\u00e3o de Deus; mas o sinal que ele pediu ao Anjo e que lhe foi dado permite-nos antes disso deduzir a resposta afirmativa de Gede\u00e3o, sem palavras, escondidas por detr\u00e1s do reconhecimento, no desaparecimento do Anjo, de que era Deus que o estava a chamar. E tamb\u00e9m os disc\u00edpulos de Ema\u00fas s\u00f3 reconheceram o Senhor Ressuscitado ao partir do p\u00e3o, o sinal da doa\u00e7\u00e3o d\u2019Ele na cruz\u2026 <em>Mas Ele desapareceu da sua presen\u00e7a <\/em>(Lc 24, 31)<em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que \u00e9 que significar\u00e1 esta retirada sem cerim\u00f3nia do Anjo do Senhor, em contraste com a entrada em cena cheia de cerim\u00f3nia? S\u00f3 encontro um significado; pe\u00e7o que me acompanheis: a) o Deus \u00fanico vivo e verdadeiro criou-nos para Ele, \u00e9 certo\u2014 <em>Deus escolheu-nos <\/em>[em Cristo] <em>antes da cria\u00e7\u00e3o do mundo para sermos santos e irrepreens\u00edveis, em caridade, na sua presen\u00e7a<\/em>\u2014 mas livres, \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a, e, portanto, gratuitamente, porque podemos de facto neg\u00e1-Lo; b) porque nos criou assim, de gra\u00e7a, quando nos vem chamar, em tudo o que faz para nos reconduzir da desobedi\u00eancia do pecado, a que nos demos, \u00e0 obedi\u00eancia da f\u00e9 e \u00e0 sua filia\u00e7\u00e3o\u2014 <em>a fim de sermos seus filhos adoptivos por Jesus Cristo\u2014<\/em>, humilha-se e sa\u00fada-nos, pede licen\u00e7a para entrar, isto \u00e9, d\u00e1-se-nos totalmente, sem reserva nem reservas; c) \u201crecebestes de gra\u00e7a, dai de gra\u00e7a\u201d (Mt 10, 8), disse Jesus aos seus, resumindo com isso a \u00fanica medida digna da nossa resposta, a totalidade de n\u00f3s mesmos; chegando a obter de n\u00f3s, livremente, essa medida, qualquer despedida \u00e9 ociosa, e indigna de Deus seria a sua reivindica\u00e7\u00e3o da nossa parte. Com efeito, seria contradit\u00f3rio com o pr\u00f3prio Deus que ele se despedisse de quem, por responder de forma total, j\u00e1 estivesse n\u2019Ele, unido a Ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem; o que \u00e9 maior? Que Gede\u00e3o, por estar nele Deus, ven\u00e7a os madianitas como se fossem <em>um s\u00f3 homem<\/em>, ou que a Virgem Maria, desposada com Jos\u00e9, sem que este a <em>conhe\u00e7a<\/em> conceba pela sombra do Esp\u00edrito Santo o Filho Eterno de Deus? O Filho Eterno de Deus no seio de Maria \u00e9 a totalidade de Deus. Total \u00e9 a resposta de Maria, <em>Eis a escrava do Senhor<\/em>. Total \u00e9 o sil\u00eancio do Arcanjo, perfeitamente correspondente \u00e0 medida da f\u00e9 de Maria que, na par\u00e1bola dos servos in\u00fateis, sobre a medida da f\u00e9 do tamanho de um gr\u00e3o de mostarda \u00e9: <em>somos servos in\u00fateis; fizemos o que dev\u00edamos fazer<\/em> (Lc 17, 10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A medida m\u00e1xima da totalidade de Deus oferecido a n\u00f3s na Anuncia\u00e7\u00e3o n\u00e3o podia sen\u00e3o ser correspondida com uma resposta a essa medida. Diz assim S\u00e3o Greg\u00f3rio de Nazianzo: <em>O Filho de Deus\u2026 a palavra e o pensamento do Pai, \u00e9 o mesmo que vem em ajuda da criatura feita \u00e0 sua imagem e por amor do homem Se faz homem. Assume um corpo para salvar o corpo e une-se a uma alma racional por amor da minha alma. Para purificar aqueles de quem Se tornou semelhante, fez-se homem em tudo, excepto no pecado. <strong>Foi concebido no seio de uma Virgem, j\u00e1 santificada pelo Esp\u00edrito no corpo e na alma, para honrar a maternidade e ao mesmo tempo exaltar a virgindade<\/strong><\/em> (PG 36, 634-635.654.658-659.662)<strong><em>. <\/em><\/strong>Eis a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, a Virgem<strong><em> j\u00e1 santificada pelo Esp\u00edrito no corpo e na alma<\/em><\/strong>, preparada por Deus para aquela resposta \u00fanica digna da doa\u00e7\u00e3o de Deus, dita de joelhos, certamente: <em>Eis a escrava do Senhor.<\/em> E esta prepara\u00e7\u00e3o operada por Deus n\u00e3o faz com que a resposta n\u00e3o seja dela. \u00c9 ela que responde, e a prova disso \u00e9 a pergunta que faz antes, numa afirma\u00e7\u00e3o plena duma atitude de entrega inteiramente livre, \u00e0 medida humana, purificada por Deus, mas humana. Sen\u00e3o, vejamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notemos o movimento, o trajecto, de Maria: <em>Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que sauda\u00e7\u00e3o seria aquela; Como ser\u00e1 isto, se eu n\u00e3o conhe\u00e7o homem? <\/em>E, finalmente: <em>Eis a escrava do Senhor; fa\u00e7a-se em mim segundo a tua palavra<\/em> (Lc 1, 26-38).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe aqui introduzir uma met\u00e1fora com aspira\u00e7\u00f5es a par\u00e1bola. Consideremos um qualquer int\u00e9rprete\u2014 no sentido dos artistas das artes performativas\u2014 um m\u00fasico, um actor? N\u00e3o encontra ele, quando recebe a obra de arte concebida por outro, a possibilidade de afirmar a sua personalidade, a possibilidade de <strong>se<\/strong> afirmar, interpretando e entrando numa obra que n\u00e3o \u00e9 sua, mas atrav\u00e9s da qual se realizar\u00e1 e afirmar\u00e1 a si mesmo, a ponto de se poder falar, por exemplo, do Beethoven de Karajan, mas tamb\u00e9m no de Toscanini, do Bach de Glenn Gould, mas tamb\u00e9m no de Horowitz, etc? E admiramos e consideramos tanto os int\u00e9rpretes como os autores. A santidade na Igreja \u00e9 isto; o florescimento nela de int\u00e9rpretes ex\u00edmios da obra de Deus, da gl\u00f3ria de Deus que \u00e9 o homem plenamente realizado. A Virgem Maria \u00e9 a Rainha de Todos os Santos e levou \u00e0 plenitude as suas possibilidades humanas de mulher e de m\u00e3e dando-nos o Menino <em>que nos foi dado<\/em> (Is 9, 6), e nem por isso secou a diversidade inesgot\u00e1vel de carismas de santidade em que cada um dos santos, os conhecidos e os de que n\u00e3o sabemos o nome, levaram ao mais alto n\u00edvel de realiza\u00e7\u00e3o as suas possibilidades humanas, simplesmente por terem aceitado interpretar uma obra que n\u00e3o \u00e9 sua: o verdadeiramente humano criado por Deus e restaurado por Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 por isso que, perante a resposta inteiramente humana da Virgem Maria \u00e0 oferta total de Deus do Seu Filho \u00e0 humanidade, atrav\u00e9s d\u2019Ela, se torna esplendorosamente eloquente o sil\u00eancio do Anjo que se retira, qual media\u00e7\u00e3o do sil\u00eancio de Deus porque j\u00e1 n\u00e3o tem nada para dizer, recebida que seja a nossa resposta total; finita, \u00e9 certo, mas total. Seja-me permitido insistir. Chegando a obter de n\u00f3s, livremente, essa medida de resposta, qualquer despedida \u00e9 ociosa, e indigna de Deus seria a sua reivindica\u00e7\u00e3o da nossa parte. Com efeito, seria contradit\u00f3rio com o pr\u00f3prio Deus que ele se despedisse de quem, por responder de forma total, j\u00e1 estivesse n\u2019Ele, unido a Ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Penso que far\u00e1 bem \u00e0 Igreja e aos seus filhos ouvir esse sil\u00eancio de Deus que se retira de n\u00f3s, depois de nos chamar, depois de obter de n\u00f3s respostas positivas, mesmo que incipientes, sem se despedir e sem agradecer, para sentirmos o peso e a densidade da Sua totalidade, e, mediante isso, nos deixarmos preencher pela nossa pr\u00f3pria totalidade oferecida a Deus, como Ele merece. Mas, em suma, para nos darmos conta disso, muito contribuir\u00e1 que seja proclamado, tal como est\u00e1 no texto sagrado, que, ouvida a resposta da Virgem Maria, <em>o Anjo deixou-a.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><i>Ave-Maria, cheia de gra\u00e7a!<\/i>\u00a0Por\u00a0Botticelli [1445-1510], no\u00a0Metropolitan Museum of Art\u00a0em\u00a0Nova Iorque<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Teofonias | &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10917,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[162,163],"tags":[],"class_list":["post-10915","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pe-pedro-miranda","category-teofonias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10915","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10915"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10915\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10925,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10915\/revisions\/10925"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10917"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}