{"id":1085,"date":"2017-06-12T11:44:39","date_gmt":"2017-06-12T10:44:39","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=1085"},"modified":"2017-06-12T11:45:05","modified_gmt":"2017-06-12T10:45:05","slug":"festa-do-corpo-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/festa-do-corpo-de-deus\/","title":{"rendered":"Festa do Corpo de Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>JESUS, O P\u00c3O DA VIDA, EST\u00c1 CONNOSCO. ACREDITA!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Pe. Georgino Rocha<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jesus vive intensamente o an\u00fancio da novidade de Deus que abre horizontes ao cora\u00e7\u00e3o humano. \u00c9 um apaixonado pelo que faz com toda a liberdade. Tem segredos que progressivamente vai revelando. Escolhe as ocasi\u00f5es mais adequadas, ora aproveitando as que surgem, ora provocando-as. O texto de Jo\u00e3o, proclamado na celebra\u00e7\u00e3o da Festa do Corpo de Deus (Jo 6, 51-58) real\u00e7a bem este proceder e desvenda o seu sentido mais profundo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na sequ\u00eancia da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es que sacia a fome \u00e0 multid\u00e3o, Jesus faz o discurso do p\u00e3o da vida e auto-revela a sua identidade. O p\u00e3o da vida \u00e9 a sua carne. O sangue da alian\u00e7a \u00e9 o seu sangue. Corpo entregue e sangue derramado por n\u00f3s e por todos; por um mundo novo liberto do pecado que condiciona, embora n\u00e3o desfa\u00e7a, a realiza\u00e7\u00e3o do projecto de Deus que nos quer salvar, que desumaniza e polui a cria\u00e7\u00e3o, mata a biodiversidade e a harmonia do universo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os ouvintes d\u00e3o mostras da surpresa que os invade. E reagem de modos v\u00e1rios. Uns nem sequer esperam o fim e v\u00e3o-se embora ap\u00f3s terem sido atendidos e saciado a fome. N\u00e3o d\u00e3o conta do que est\u00e1 contido no gesto compassivo e solid\u00e1rio de Jesus. Outros aguardam com paci\u00eancia e ouvem palavras que classificam de duras, imposs\u00edveis de serem levadas \u201ca s\u00e9rio\u201d. E progressivamente v\u00e3o voltando \u201cas costas\u201d. Fica o pequeno grupo dos disc\u00edpulos em que se destaca Pedro pela resposta pronta e sincera que d\u00e1 \u00e0 interpela\u00e7\u00e3o do Mestre: \u201cA quem iremos, Senhor, Tu tens palavras de vida eterna\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cTamb\u00e9m quereis ir-vos embora\u201d? \u00e9 a pergunta de Jesus que se prolonga no tempo, chega at\u00e9 n\u00f3s e nos convida a uma atitude semelhante \u00e0 de Pedro. Ficamos porque o Senhor est\u00e1 connosco. O seu amor cria uma realidade genial. Antecipa para a ceia de despedida esta presen\u00e7a sublime, uma vez que a natureza humana tem limites e a morte por crucifix\u00e3o destruir\u00e1 o seu corpo mortal. \u201cIsto \u00e9 o meu corpo entregue por v\u00f3s\u201d. \u201cEsta \u00e9 a ta\u00e7a do meu sangue derramado por v\u00f3s e por todos\u201d, dizemos sempre que celebramos a eucaristia. Maravilha das maravilhas, sacramento maior do amor que Deus nos tem e celebra\u00e7\u00e3o mais qualificada que a Igreja faz.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cPorque Ele est\u00e1 connosco\u201d, canta um hino da Liturgia das Horas, \u201cbusquemos o seu rosto e a sua imagem; busquemo-Lo na vida, sempre oculto no \u00edntimo do mundo, como um fogo\u201d. E continua a mencionar outros espa\u00e7os onde o Senhor Jesus est\u00e1 connosco, vive, fala e sente em quem padece horas de viol\u00eancia, dias de fraqueza e de ang\u00fastia. E termina com a bela profiss\u00e3o de f\u00e9: \u201cPorque Ele est\u00e1 connosco, tal como na manh\u00e3 de P\u00e1scoa, n\u00e3o faltemos ao banquete do sangue derramado, comamos do seu p\u00e3o, bebamos do seu c\u00e1lice divino, sinal do seu amor at\u00e9 ao fim!\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A f\u00e9 da Igreja na Eucaristia manifesta-se, de forma celebrativa especial, na assembleia dominical. Um povo disperso durante a semana re\u00fane-se em nome do Senhor, canta com j\u00fabilo a sua dignidade baptismal, assume a sua condi\u00e7\u00e3o de pecador perdoado, escuta e responde \u00e0 Palavra de Deus proclamada, abre-se e reza por todos os seres humanos, sobretudo os que vivem situa\u00e7\u00f5es especiais de sofrimento ou de responsabilidade face ao bem comum e eclesial, oferece os dons da terra, da videira e do trabalho que, por ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, se v\u00e3o transformar no corpo e sangue de Jesus; e comungando este dom precioso, o povo dispersa-se, parte em miss\u00e3o de testemunho e de interven\u00e7\u00e3o no seio da sociedade e suas m\u00faltiplas organiza\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0&#8220;Sois convidados, afirma o bispo de Leiria-F\u00e1tima na peregrina\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as ao Santu\u00e1rio realizada no dia de Portugal, tal como os pastorinhos, a levar a luz de Jesus ao mundo para o tornar mais belo&#8221;. E D. Ant\u00f3nio Marto assinala &#8220;gestos simples&#8221; como: \u00abOferecer um sorriso a quem anda triste\u00bb, \u00abdar uma palavra amiga a outro\u00bb, \u00abajudar quem precisa\u00bb, \u00abfazer companhia a quem est\u00e1 s\u00f3 ou doente\u00bb, \u00abser capaz de perdoar\u00bb, \u00abrespeitar os outros\u00bb e \u00abrespeitar o ambiente\u00bb. E conclui: &#8220;Tanta coisa simples e bonita como forma de levar a luz de Jesus ao mundo&#8221;, a transformar as a\u00e7\u00f5es em formas de mostrar a presen\u00e7a de Jesus.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O povo crist\u00e3o manifesta a sua f\u00e9 na Eucaristia, que vulgarmente designa por missa, sagrada reserva, sant\u00edssimo sacramento, com uma variedade grande de formas, sobretudo a n\u00edvel de devo\u00e7\u00f5es, de poesia e de arte, de can\u00e7\u00f5es e representa\u00e7\u00f5es. Uma dessas express\u00f5es p\u00fablicas \u00e9, sem d\u00favida, a prociss\u00e3o do \u201cCorpo de Deus\u201d, prociss\u00e3o que prolonga a celebra\u00e7\u00e3o e a traz para a rua, oferecendo o testemunho de quem acredita, espera e ama, de quem vive a convic\u00e7\u00e3o revigorante de que o Senhor est\u00e1 connosco e nos acompanha nos caminhos da vida.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JESUS, O P\u00c3O<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1086,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,13,50,14],"tags":[],"class_list":["post-1085","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-olhares","category-pe-georgino-rocha","category-temas-para-debate","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1085","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1085"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1085\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1087,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1085\/revisions\/1087"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1086"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1085"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1085"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1085"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}