{"id":10835,"date":"2020-11-18T12:28:22","date_gmt":"2020-11-18T12:28:22","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=10835"},"modified":"2020-11-18T12:36:14","modified_gmt":"2020-11-18T12:36:14","slug":"pe-georgino-rocha-domingo-xxxiv-festa-de-cristo-rei-seremos-julgados-pelos-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/pe-georgino-rocha-domingo-xxxiv-festa-de-cristo-rei-seremos-julgados-pelos-amor\/","title":{"rendered":"Pe. Georgino Rocha | DOMINGO XXXIV, FESTA DE CRISTO REI\u00a0 &#8211; Seremos julgados pelos amor"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong><em>Pe. Georgino Rocha\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Cen\u00e1rio majestoso real\u00e7a a import\u00e2ncia da figura central e contrasta com a simplicidade dos convocados, a sobriedade das alega\u00e7\u00f5es, a contund\u00eancia da senten\u00e7a. A solenidade da grande assembleia \u00e9 patente: anjos rodeiam o homem que est\u00e1 sentado num trono de gl\u00f3ria, na\u00e7\u00f5es inteiras aparecem dos cantos da terra, o universo converge no mesmo espa\u00e7o e testemunha o acontecimento. A ac\u00e7\u00e3o a realizar \u00e9 extraordinariamente simples, semelhante \u00e0 de um pastor que, ao cair da tarde, ou ao chegar o tempo invernoso, recolhe o rebanho, separando as ovelhas dos cabritos.\u00a0<em>Mt 25, 31-46.<\/em>\u00a0Mas simboliza o nosso futuro definitivo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A imagem pastoril ilustra, de forma acess\u00edvel e eloquente, a mensagem que Jesus pretende \u201cpassar\u201d aos disc\u00edpulos de todos os tempos: a op\u00e7\u00e3o pelo futuro constr\u00f3i-se no presente, a semente cont\u00e9m, em g\u00e9rmen, a \u00e1rvore, a rela\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria vive-se em atitudes concretas, a gl\u00f3ria do Pai brilha nos gestos de fraternidade, a aten\u00e7\u00e3o aos \u201cpequeninos\u201d, a quem a vida n\u00e3o sorriu por malvadez humana, manifesta o reconhecimento de quem se identifica com eles e por eles vela com a m\u00e1xima considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O veredicto final explicita este itiner\u00e1rio existencial. A senten\u00e7a definitiva vai sendo lavrada agora. A heran\u00e7a futura chega em cada momento de bondade dispensado a quem necessita. Apenas uma condicionante \u00e9 tida em conta: a rela\u00e7\u00e3o de ajuda solid\u00e1ria. Se esteve presente e foi vivida, a felicidade ser\u00e1 plena; de contr\u00e1rio, a desdita consumar\u00e1 a desconsidera\u00e7\u00e3o praticada e far\u00e1 ouvir a voz da consci\u00eancia tantas vezes silenciada, A tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 designa esta situa\u00e7\u00e3o futura, j\u00e1 experienciada em g\u00e9rmen na terra, por c\u00e9u e por inferno. Deus respeita totalmente a decis\u00e3o humana. Ajuda com a sua gra\u00e7a, sempre que lhe permitem, \u201cespa\u00e7o de manobra\u201d. Que bem ilustrada est\u00e1 esta maneira de proceder, na atitude do Pai bondoso, que continuamente espera vislumbrar a silhueta de seu filho para ir a correr ao seu encontro, abra\u00e7\u00e1-lo e fazer festa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Todos os \u201carguidos\u201d mostram uma estranha admira\u00e7\u00e3o, expressa na pergunta que ficar\u00e1 a ecoar ao longo da hist\u00f3ria: Mas, quando foi que te vimos? Pergunta s\u00e9ria pois ver Deus \u00e9 o grande desejo da pessoa humana. Em todo o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 pulsando esta aspira\u00e7\u00e3o que s\u00f3 ser\u00e1 satisfeita quando acontecer a vis\u00e3o que abre \u201cas portas\u201d \u00e0 comunh\u00e3o definitiva.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\u201cComo aprender a fazer o bem aos outros?, pergunta Manicardi e acrescenta: Pelo seu pr\u00f3prio desejo, responde Jesus, quando diz para fazer aos outros o que gostar\u00edamos que nos fizessem a n\u00f3s (cf. Mt 7, 12). \u00c9 o desejo que temos \u00e9 de ser amados, de que venham ao nosso encontro na nossa necessidade. Assim \u00abaquele que faz bem ao seu pr\u00f3ximo, faz bem a si mesmo, e aquele que sabe amar-se a si mesmo, ama tamb\u00e9m os outros\u00bb\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A sua atitude \u00e9 compreens\u00edvel. E a resposta \u00e9 surpreendente, aliciante e comprometedora. N\u00e3o deixa margem a d\u00favidas. N\u00e3o tece considerandos nem d\u00e1 alternativas. N\u00e3o sup\u00f5e informa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via nem faz exig\u00eancias futuras. A mim atendeste, quando atendeste o pobre de todos os alimentos: comida, bebida, abrigo, vestu\u00e1rio, companhia, amizade e liberdade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\u201cNos exemplos de ajuda e proximidade enumerados no texto do Evangelho, atesta Manicardi, h\u00e1 um aspecto frequentemente ignorado na reflex\u00e3o: a capacidade de deixar-se ajudar, de deixar-se abordar, tocar, cuidar. A capacidade e a\u00a0\u00a0humildade de deixar-se amar activamente. Uma capacidade que revela uma dimens\u00e3o de pobreza mais radical que a doen\u00e7a ou a fome ou a nudez, e que se chama humildade. A humildade que pode nascer das humilha\u00e7\u00f5es trazidas pela vida ou causadas pelos homens\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">S\u00e3o necessidades b\u00e1sicas em conson\u00e2ncia com a dignidade humana. Este \u00e9 o ponto de encontro de Deus connosco e de n\u00f3s com Ele. Aqui se alicer\u00e7a a consist\u00eancia da nossa dignidade comum. Por isso, tudo o que \u00e9 indigno do ser humano desfigura Deus e provoca alergias religiosas justificadas. E defender a vis\u00e3o integral da pessoa, individual e colectivamente, promover as suas capacidades de participar na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade digna da condi\u00e7\u00e3o humana \u00e9 manifestar a gl\u00f3ria de Deus e presta-lhe culto agrad\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\u201cNo final da nossa vida, afirma o Papa Francisco, seremos julgados sobre o amor, ou seja, sobre o nosso compromisso concreto de amar e servir Jesus nos nossos irm\u00e3os mais pequeninos e necessitados. Aquele mendigo, esse necessitado que estende a m\u00e3o \u00e9 Jesus; aquele doente que devo visitar \u00e9 Jesus; esse preso \u00e9 Jesus; aquele faminto \u00e9 Jesus. Pensemos nisto!\u201d<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/kieutruongphoto-5099306\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4077943\">Ki\u1ec1u Tr\u01b0\u1eddng<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4077943\">Pixabay<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Pe. 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