{"id":10393,"date":"2020-09-28T08:00:40","date_gmt":"2020-09-28T07:00:40","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=10393"},"modified":"2020-09-28T16:01:49","modified_gmt":"2020-09-28T15:01:49","slug":"tiago-ramalho-uma-idade-secular-2-os-alicerces-de-uma-fe-natural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/tiago-ramalho-uma-idade-secular-2-os-alicerces-de-uma-fe-natural\/","title":{"rendered":"Tiago Ramalho | Uma Idade Secular (2) \u2013 Os alicerces de uma f\u00e9 natural"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\">\n<h6 style=\"text-align: right;\"><strong>GLOSAS<\/strong> &#8211; <em>Espa\u00e7o de coment\u00e1rio a obras que interpelam o tempo presente<\/em><\/h6>\n<hr \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tiago Azevedo Ramalho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na <a href=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/tiago-ramalho-uma-idade-secular-1-sentidos-de-secularidade\/\">primeira glosa<\/a> foi exposto o objecto que Charles Taylor se prop\u00f5e tratar na obra <em>A Secular Age.<\/em> Entre outras quest\u00f5es (v. o <a href=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/tiago-ramalho-uma-idade-secular-1-sentidos-de-secularidade\/\">n.\u00ba 4<\/a>), \u00e9 lan\u00e7ada a seguinte: o que explica que a cren\u00e7a religiosa, tida por evidente em 1500, se tenha tornado de dif\u00edcil ades\u00e3o, ou pelo menos tenha sido colocada sob a tens\u00e3o da d\u00favida, para grandes massas da popula\u00e7\u00e3o em 2000?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tentativa de resposta obrigar-nos-\u00e1 a percorrer um percurso muito longo. Nesta glosa come\u00e7aremos a ver algumas caracter\u00edsticas que conduziam a que, naquela primeira refer\u00eancia temporal, a experi\u00eancia de f\u00e9 fosse tida por natural, \u00f3bvia, sendo virtualmente imposs\u00edvel que n\u00e3o suscitasse a ades\u00e3o natural da pessoa. Atentaremos assim na parte correspondente \u00e0s pp. 26-43, que iniciam o cap\u00edtulo 1 (\u201cOs baluartes da f\u00e9\u201d\/ <em>The Bulwarks of Belief<\/em>), o primeiro da Parte I (\u201cA obra de reforma\u201d\/ <em>The Work of Reform<\/em>). As restantes caracter\u00edsticas ser\u00e3o vistas na pr\u00f3xima contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"5\">\n<li><em><u>Os alicerces de uma f\u00e9 natural.<\/u> <\/em>\u2013 \u201cPorque \u00e9 que era virtualmente imposs\u00edvel n\u00e3o acreditar em Deus na nossa sociedade ocidental, por ex., em 1500, enquanto no ano 2000 muitos de n\u00f3s entendem que \u00e9 f\u00e1cil, ou mesmo incontorn\u00e1vel, n\u00e3o acreditar?\u201d (p. 26)<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 esta a pergunta com que se inicia o cap\u00edtulo 1 (\u201cOs baluartes da f\u00e9\u201d\/ <em>The Bulwarks of Belief<\/em>), o primeiro da Parte I (\u201cA obra de reforma\u201d\/ <em>The Work of Reform<\/em>). O que se dir\u00e1 acerca de 1500 poder\u00e1 dizer-se, de acordo com os lugares, tamb\u00e9m para 1600, ou 1700, ou 1800, ou 1900 \u2013 ou mesmo para as inf\u00e2ncias (e n\u00e3o s\u00f3?) de muitos de n\u00f3s. Simplesmente, as caracter\u00edsticas que em 1500 eram generalizadas, mesmo hegem\u00f3nicas, foram perdendo progressivamente relev\u00e2ncia, at\u00e9 se tornarem irrelevantes para grandes massas da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destaca Taylor tr\u00eas aspectos que conduziam, nesse primeiro marco temporal, \u00e0 evid\u00eancia da presen\u00e7a de Deus: (i) o mundo natural era perspectivado como um lugar de manifesta\u00e7\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o divina: os grandes eventos da natureza (grandes tempestades, grandes secas, mas tamb\u00e9m, por ex., colheitas abundantes) eram interpretados como formas de express\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o de Deus; (ii) os diferentes colectivos em que se organizava a sociedade (par\u00f3quia, cidade, reino, corpora\u00e7\u00f5es\u2026.) envolviam tamb\u00e9m actividades de ritual e de culto religiosos, de modo que este se tornava incontorn\u00e1vel; (iii) o mundo era visto como \u201cencantado\u201d, isto \u00e9, como contendo esp\u00edritos, for\u00e7as ang\u00e9licas e demon\u00edacas, vagueando por toda a realidade envolvente (pp. 26-27). Certamente que a religiosidade suscitada por uma sociedade com estas caracter\u00edsticas podia ser bem diferente da sustentada como ortodoxa; mas o que se pretende sublinhar \u00e9 que, nela, se afigurava invi\u00e1vel a op\u00e7\u00e3o pelo ate\u00edsmo, a tal ponto toda a realidade era perspectivada como testemunho da presen\u00e7a de Deus (p. 27).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vejamos, pois, alguns marcos que permitem compreender melhor a sociedade de 1500, explorando tamb\u00e9m algumas das suas diferen\u00e7as para a sociedade moderna, e que tornavam a cren\u00e7a religiosa como que natural no per\u00edodo de ent\u00e3o.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"6\">\n<li><em><u>Desencantamento do mundo \u2013 Consequ\u00eancias sobre a compreens\u00e3o do Eu (self)<\/u><\/em>. \u2013 Disse-se h\u00e1 pouco que, em 1500, o mundo \u00e9 experimentado como \u201cencantado\u201d (pp. 29-41). Trata-se do termo reverso ao que Max Weber cunhou para designar uma das caracter\u00edsticas marcantes da modernidade europeia: o <em>desencantamento do mundo<\/em>. Na s\u00edntese de Taylor: \u201cO processo de desencantamento \u00e9 o desaparecimento deste mundo, e a substitui\u00e7\u00e3o por aquele em que vivemos hoje: um mundo em que o \u00fanico lugar para os pensamentos, sensa\u00e7\u00f5es e \u00e9lan espiritual \u00e9 aquilo a que chamamos <em>mente; <\/em>as \u00fanicas <em>mentes <\/em>no cosmos s\u00e3o as dos humanos (\u2026); e as mentes est\u00e3o delimitadas, de modo que tais pensamentos, sensa\u00e7\u00f5es, etc., est\u00e3o situados \u2018dentro\u2019 delas.\u201d Num mundo <em>desencantado<\/em>, os pensamentos, as sensa\u00e7\u00f5es, etc., s\u00e3o vistos como realidades do foro meramente mental, que por isso \u201ct\u00eam lugar\u201d somente no interior da mente (p. 31). Constituem a interioridade da pessoa.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal mundo contrasta, portanto, com a realidade encantada, vista como habitada por esp\u00edritos positivos e esp\u00edritos negativos, em que mesmo algumas <em>coisas <\/em>inanimadas s\u00e3o entendidas como portadoras de um sentido pr\u00f3prio, que, por isso, se situa fora da mente e adere \u00e0s pr\u00f3prias realidades exteriores (p. 32). Nesse mundo, a realidade \u00e9 mais do que a fonte de um certo sentido que \u00e9 despertado <em>dentro <\/em>de n\u00f3s pelas nossas mentes: o sentido est\u00e1 j\u00e1 presente, imanente \u00e0 pr\u00f3pria realidade, independente da reac\u00e7\u00e3o que em n\u00f3s espolete (p. 33). Assim, num mundo <em>encantado <\/em>os diferentes objectos s\u00e3o perspectivados, n\u00e3o s\u00f3 como dotados de um sentido espec\u00edfico, inerente, que nos pode influenciar a partir de fora (\u201cinflu\u00eancia\u201d); como da efic\u00e1cia de gerar modifica\u00e7\u00f5es de acordo com o sentido incorporado (\u201cpoder causal\u201d). Estes dois pontos s\u00e3o vis\u00edveis nas rel\u00edquias dos santos, capazes, por ex., da cura de certas doen\u00e7as atrav\u00e9s do mero contacto f\u00edsico. E da mesma forma que h\u00e1 objectos com for\u00e7a positiva, outros h\u00e1 que produzem uma influ\u00eancia mal\u00e9vola (p. 35): \u00e9 este um mundo em que o \u201cpoder\u201d da bruxaria, por ex., se torna <em>cred\u00edvel <\/em>(p. 37).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[Vejamos um exemplo facultado pela <em>Vida Primeira <\/em>de Tom\u00e1s de Celano, hagiografia de S\u00e3o Francisco de Assis. Cito o princ\u00edpio do n.\u00ba 63 (<em>Fontes Franciscanas<\/em>, I, Editorial Franciscana, 2005): \u201cOs fi\u00e9is levavam-lhe p\u00e3o para benzer e por longo tempo o conservavam consigo, porque, dele comendo, se curavam das mais variadas enfermidades. Muitas vezes, ainda, impelidos por desmedida f\u00e9, chegavam a recortar-lhe a t\u00fanica, a fim de conservarem dela algum bocado, pelo que, em mais de uma ocasi\u00e3o, se encontrou quase nu. E, coisa n\u00e3o menos surpreendente, at\u00e9 os objectos por ele tocados tinham o poder de comunicar sa\u00fade aos enfermos.\u201d]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que tem consequ\u00eancias no modo como o <em>Eu <\/em>sente o mundo que o rodeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num mundo <em>encantado<\/em>, a fronteira entre a mente e o mundo torna-se menos n\u00edtida: torna-se <em>porosa<\/em>. \u00c9 neste quadro que se compreende, nomeadamente, o receio de se ser possu\u00eddo por um mau esp\u00edrito ou por uma for\u00e7a negativa (p. 35), fazendo por isso a pessoa a experi\u00eancia da <em>vulnerabilidade <\/em>(p. 36). Ao n\u00e3o compreender o mundo a partir da distin\u00e7\u00e3o <em>mente\/ mundo<\/em>, est\u00e1, como pessoa, directamente exposta \u00e0s for\u00e7as, umas boas e outras m\u00e1s, que no mundo marcam presen\u00e7a (p. 37). Esta exposi\u00e7\u00e3o desaparece ou \u00e9 significativamente minorada onde se fa\u00e7a uma distin\u00e7\u00e3o n\u00edtida entre a <em>mente <\/em>e o <em>mundo<\/em> (p. 36): assim, se o <em>Eu<\/em> pr\u00e9-moderno se apresenta com uma identidade <em>porosa<\/em>, <em>exposta <\/em>ao mundo, o <em>Eu<\/em> moderno goza de uma dist\u00e2ncia, de uma barreira, de uma defesa entre ele pr\u00f3prio (identificado com a <em>mente<\/em>) e o mundo. \u00c9 um <em>Eu <\/em>entrincheirado, protegido (<em>buffered self<\/em>); que, ao distanciar-se do mundo, pode por um lado resguardar-se e, por outro, adquire a capacidade de sobre ele intervir de modo transformador (p. 38).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma forma, n\u00e3o se distingue nitidamente, no mundo pr\u00e9-moderno, o campo das <em>leis naturais<\/em> do <em>campo do sentido<\/em>; nem o campo da <em>f\u00edsica<\/em> do campo da <em>moral<\/em> (pp. 39-40). Num mundo encantado, os objectos t\u00eam um sentido incorporado (de novo o exemplo das rel\u00edquias); num mundo desencantado, o <em>sentido<\/em> tem lugar somente dentro do foro mental da pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resulta desta caracter\u00edstica que a descren\u00e7a se torna mais dif\u00edcil no mundo pr\u00e9-moderno: sendo a pessoa vulner\u00e1vel \u00e0 possibilidade de assalto por tantas for\u00e7as, Deus \u00e9 experimentado como o \u00fanico garante de que o bem ir\u00e1 prevalecer. J\u00e1 onde a pessoa, atrav\u00e9s da dissocia\u00e7\u00e3o entre a mente e o mundo, experimenta uma certa barreira de protec\u00e7\u00e3o, tal necessidade de um apoio em situa\u00e7\u00e3o fragilidade desaparece, removendo-se um obst\u00e1culo \u00e0 n\u00e3o-cren\u00e7a (p. 41) \u2013 a que depois haver\u00e3o de se somar outros factores para, removido o obst\u00e1culo, seja tomada esta \u00faltima op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Note-se que o ponto n\u00e3o est\u00e1 em sublinhar-se se tal nova compreens\u00e3o \u00e9 melhor ou pior do que a antiga (v<a href=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/tiago-ramalho-uma-idade-secular-1-sentidos-de-secularidade\/\">. n.\u00ba 4<\/a>); mas em fazer notar que, efectivamente, se instalou como quadro de compreens\u00e3o generalizado, corrente, aproblem\u00e1tico. Em princ\u00edpio e irreflectidamente, o homem moderno olhar\u00e1 o mundo a partir da distin\u00e7\u00e3o <em>mente <\/em>e <em>realidade <\/em>exterior. Poder\u00e1 rejeitar muitas das caracter\u00edsticas, e sobretudo das consequ\u00eancias, resultantes desta distin\u00e7\u00e3o: mas, <em>desejando-o ou n\u00e3o<\/em>, \u00e9 nesta <em>compreens\u00e3o <\/em>que \u00e9 culturalmente socializado, e por isso, <em>aceitando-a ou recusando-a<\/em>, tem de com ela lidar.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"7\">\n<li><em><u>Imers\u00e3o no todo social.<\/u><\/em> \u2013 Um segundo ponto que permite contrastar a condi\u00e7\u00e3o moderna com a pr\u00e9-moderna encontra-se no modo como a pessoa se relaciona com a comunidade.<\/li>\n<\/ol>\n<p>O homem pr\u00e9-moderno experimenta-se essencialmente como ser social, profundamente enraizado na vida comunit\u00e1ria (pp. 41-43). [O homem \u00e9 um animal pol\u00edtico, diz Arist\u00f3teles, na sua <em>Pol\u00edtica<\/em>: um ser vivo que tem por particularidade pr\u00f3pria viver em <em>comunidades, <\/em>em <em>grupos, <\/em>em <em>pluralidades.<\/em>] Por isso, as for\u00e7as positivas \u2013 ou negativas \u2013 que se podem encontrar em certas realidades espirituais, ou em certos objectos, podem encontrar-se tamb\u00e9m em colectivos humanos, como justamente a Igreja. Da\u00ed, portanto, pr\u00e1ticas comunit\u00e1rias como, por ex., o toque de sinos a rebate em dias tempestuosos, operando como uma defesa de natureza colectiva.<\/p>\n<p>Com duas consequ\u00eancias:<\/p>\n<p>a) Numa tal sociedade, em que o pr\u00f3prio colectivo \u00e9 experimentado como <em>locus <\/em>vivo de for\u00e7a espiritual, h\u00e1, portanto, uma forte press\u00e3o para manter o consenso: \u201cTornar-se \u2018her\u00e9tico\u2019 e rejeitar este poder, ou condenar tais pr\u00e1ticas como idol\u00e1tricas, n\u00e3o \u00e9 apenas um assunto do foro pessoal. Os fregueses que se mant\u00eam \u00e0 parte, ou que mesmo denunciam tais ritos, p\u00f5em a sua efic\u00e1cia em causa, e por isso constituem uma amea\u00e7a para todos\u201d (p. 42). Tal \u00e9 a garantia contra um mundo <em>encantado <\/em>que amea\u00e7a o <em>Eu<\/em> desprotegido;<\/p>\n<p>b) Tal omnirefer\u00eancia \u00e0 presen\u00e7a e interven\u00e7\u00e3o divinas conduz a que Deus seja experimentado como uma evid\u00eancia. \u201cDeste modo a sociedade, esta realidade totalmente s\u00f3lida e indispens\u00e1vel, dep\u00f5e a favor de Deus. Daqui decorre n\u00e3o apenas: Eu tenho aspira\u00e7\u00f5es morais e espirituais, e por isso Deus existe; mas tamb\u00e9m: n\u00f3s estamos ligados, ent\u00e3o Deus existe.\u201d (p. 43)<\/p>\n<p>A cren\u00e7a religiosa \u00e9, portanto, quest\u00e3o que implica a sociedade no seu conjunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[\u00c9 com esta perspectiva subjacente que se compreende que a recusa por parte de crist\u00e3os em participarem no culto imperial no quadro da Igreja antiga fosse entendida como um dist\u00farbio da ordem social. Ou, mesmo em contexto pr\u00e9-crist\u00e3o, que a actividade de S\u00f3crates, tida como uma modalidade de <em>as\u00e9beia <\/em>\u2013 isto \u00e9, de <em>impiedade para com os deuses <\/em>\u2013, fosse vista como colocando em causa a estabilidade da cidade de Atenas. Neste quadro de permeabilidade entre o <em>Eu <\/em>e os \u201cesp\u00edritos\u201d do mundo, a ordem p\u00fablica entende-se como <em>fr\u00e1gil<\/em>: n\u00e3o se limita, pois, meramente a instrumentalizar a dimens\u00e3o religiosa no seu interesse, mas, porque vulner\u00e1vel, entende dela carecer, e por isso a pressup\u00f5e e activamente a defende.]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Continuaremos a ver no pr\u00f3ximo texto quais os elementos que, por altura de 1500, tornavam a op\u00e7\u00e3o pela cren\u00e7a irresist\u00edvel para grandes massas da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/photos\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=931706\">Free-Photos<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=931706\">Pixabay<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GLOSAS &#8211; Espa\u00e7o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10394,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[161,144],"tags":[],"class_list":["post-10393","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-glosas","category-tiago-azevedo-ramalho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10393","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10393"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10393\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10494,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10393\/revisions\/10494"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10394"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10393"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10393"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10393"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}