{"id":10370,"date":"2020-12-10T08:00:22","date_gmt":"2020-12-10T08:00:22","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=10370"},"modified":"2020-09-21T10:21:23","modified_gmt":"2020-09-21T09:21:23","slug":"oratorio-peregrino-38-o-ceu-ja-comecou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/oratorio-peregrino-38-o-ceu-ja-comecou\/","title":{"rendered":"Orat\u00f3rio Peregrino | 38 | O c\u00e9u j\u00e1 come\u00e7ou"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>Orat\u00f3rio Peregrino<\/strong><\/em><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right; padding-left: 360px;\">Um orat\u00f3rio \u00e0 maneira de um vi\u00e1tico para tempos de carestia<br \/>\nUma proposta desenvolvida em parceria com<\/h6>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 440px;\"><strong>Irm\u00e3s do Carmelo de Cristo Redentor &#8211; Aveiro<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"padding-left: 40px; text-align: center;\">XXXVIII Passo | O c\u00e9u j\u00e1 come\u00e7ou<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 dois incisos importantes para entender bem o fio condutor do pensamento neste reflex\u00e3o. Em primeiro lugar, o \u00ab<em>e contudo<\/em>\u00bb. \u00abComo a cerva busca correntes de \u00e1gua\u00bb, a carmelita \u2013 que vive entre dores, mas sobretudo que vive enamorada \u2013 \u00abtem sede do Deus vivo\u00bb. \u00abE contudo\u00bb&#8230; O seu \u00abardente desejo da Beatitude\u00bb (UR 14) n\u00e3o \u00e9 impaciente. N\u00e3o \u00abencontrou j\u00e1 o seu c\u00e9u na terra, pois o c\u00e9u \u00e9 Deus e Deus est\u00e1 na minha alma\u00bb (Ct 122)?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora seja pobre e pequena como o \u00abp\u00e1ssaro\u00bb ou a \u00abrola\u00bb, ali, no c\u00e9u da sua alma, n\u00e3o \u00abvacilar\u00e1\u00bb por causa dos ventos e das chuvas do sofrimento, mas ter\u00e1 em Deus o seu \u00abrochedo\u00bb e a sua \u00abcidadela\u00bb inexpugn\u00e1veis. Ali, sobretudo, prosseguir\u00e1 a sua vida de louvor. Sendo filha de Deus, por ser \u00abmembro da fam\u00edlia de Deus\u00bb, a sua casa interior \u00e9 puro acolhimento diante dessa inaudita realidade de amor: \u00abO meu Mestre, que quer habitar dentro de mim, com o Pai e o seu Esp\u00edrito de amor\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E aqui \u00e9 onde entra em cena o segundo inciso importante, tomado de um salmo: a \u00ab<em>ascens\u00e3o no seu cora\u00e7\u00e3o<\/em>\u00bb. Isabel tem dentro de si uma escada secreta. Ao renunciar a si mesma (e pode reconhecer-se facilmente o acento t\u00e3o t\u00edpico de Isabel na express\u00e3o \u00absem mim mesma\u00bb), \u00abdesce\u00bb ao seu pr\u00f3prio \u00ababismo interior\u00bb para ser a anfitri\u00e3 dos Tr\u00eas H\u00f3spedes interiores que \u2013 intercomunica\u00e7\u00e3o e interpenetra\u00e7\u00e3o rec\u00edprocos \u2013 a convidam, por sua vez, a entrar ainda mais n\u2019Eles, para \u00abpenetrar no interior do seu Amado\u00bb, \u00abno seio da tranquila Trindade\u00bb, da \u00abinsond\u00e1vel Trindade\u00bb. Realmente, Isabel desce \u00abao fundo do abismo sem fundo\u00bb (UR 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isabel pode aplicar-se a si mesma as palavras que dedicava a Maria: \u00abNela tudo se passa no interior\u00bb, \u00abno seu cora\u00e7\u00e3o\u00bb (UR 41). Mesmo a morte: pois essa passagem para o c\u00e9u da gl\u00f3ria que hoje entrev\u00ea pela f\u00e9 e onde amanh\u00e3 habitar\u00e1 numa claridade esplendorosa realizar-se-\u00e1 simplesmente \u00abdesaparecendo no seu Deus\u00bb (\u00abess\u00eancia t\u00e3o sublime\u00bb da alma habitada).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isabel pensou certamente na morte de amor descrita por S. Jo\u00e3o da Cruz. A sua ser\u00e1 uma morte com amor e em amor, despojando-se de si mesma num grande esquecimento de si: as palavras \u00abdesfalecimento\u00bb e \u00abdesvanecimento\u00bb est\u00e3o a\u00ed para o evocar, mas s\u00e3o ainda mais a express\u00e3o do seu ardente desejo de louvor e adora\u00e7\u00e3o \u00abdiante desse Amor todo-poderoso, diante dessa Majestade infinita que mora nela\u00bb. \u00abEsse \u00e9 o mist\u00e9rio que hoje canta a minha lira\u00bb, hoje como ontem e hoje como amanh\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O paradoxo \u00abdescer-subir\u00bb (movimento que, em qualquer caso, \u00e9 vertical) esclarece-se \u00e0 luz do c\u00e9u da alma, \u00abo seu c\u00e9u antecipado onde come\u00e7a j\u00e1 a viver a sua vida eterna\u00bb. Ao morrer, o seu g\u00e9rmen abrir-se-\u00e1 na Vida. Quando terminar a sua Sexta-feira santa, Isabel viver\u00e1 \u00abno seu cora\u00e7\u00e3o\u00bb a sua \u00abascens\u00e3o\u00bb pascal em Jesus ressuscitado, glorioso, mas j\u00e1 presente nela. \u00abSubir\u00e1\u00bb acima de tudo, \u00abatrav\u00e9s das nuvens\u00bb, \u00absem sair da fortaleza santa\u00bb da sua alma. Pois o c\u00e9u est\u00e1 ali!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O c\u00e9u j\u00e1 come\u00e7ou. Um dia trazer-nos-\u00e1 a plena e inacab\u00e1vel flora\u00e7\u00e3o de um olhar cheio de assombro, \u00abum olhar cada vez mais simples e mais unitivo\u00bb. O olhar rec\u00edproco ser\u00e1 por fim claridade e plenitude de comunica\u00e7\u00e3o amorosa. A beleza de Deus estalar\u00e1 sobre a alma: \u00abContemplai o Senhor e ficareis radiantes\u00bb (UR 17). E na vis\u00e3o de Deus, toda a criatura ser\u00e1 reconhecida e amada pelo seu verdadeiro valor divino, eternamente!<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc3003612\"><\/a><a name=\"_Toc3002509\"><\/a>O texto de Isabel<\/h2>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"42\">\n<li>\u00abComo a cerva sedenta anseia pelas nascentes de \u00e1gua viva, assim minha alma suspira por ti, \u00f3 Deus! A minha alma tem sede do Deus vivo! Quando irei e comparecerei diante da sua face?&#8230;\u00bb (Sl 41, 1-2).<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, contudo, como \u201co p\u00e1ssaro que encontrou um lugar para se proteger\u201d, como \u201ca rola que achou um ninho para abrigar os seus filhinhos\u201d (Sl 83, 4), assim <em>Laudem gloriae<\/em> encontrou \u2013 enquanto espera ser levada para a santa Jerusal\u00e9m, \u00abbeata pacis visio\u00bb [sagrada vis\u00e3o de paz] \u2013 o seu retiro, beatitude e C\u00e9u antecipado, em que come\u00e7a a vida de eternidade. \u00abEm Deus a minha alma est\u00e1 silenciosa; \u00e9 d\u2019Ele que espero a minha liberta\u00e7\u00e3o. Sim, Ele \u00e9 o rochedo em que encontro a salva\u00e7\u00e3o, a minha cidadela, e n\u00e3o hei-de ser abalada!&#8230;\u00bb (Sl 61, 2-3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis o mist\u00e9rio que hoje canta a minha lira! Como a Zaqueu, diz-me o meu Mestre: \u00abApressa-te a descer, pois tenho de ficar em tua casa&#8230;\u00bb (Lc 19, 5). Apressa-te a descer, mas onde? Ao mais profundo de mim mesma: depois de me ter deixado, separada, e despojada de mim mesma, numa palavra <em>sem mim mesma<\/em>.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"43\">\n<li>\u00abTenho de ficar em tua casa!\u00bb. \u00c9 o meu Mestre quem me manifesta esse desejo! O Meu Mestre que quer habitar em mim, com o Pai e o seu Esp\u00edrito de amor, para que, segundo a express\u00e3o do disc\u00edpulo muito amado, tenha \u00abcomunh\u00e3o\u00bb com Eles (1 Jo 1, 3). \u00abJ\u00e1 n\u00e3o sois h\u00f3spedes ou estrangeiros, mas antes da casa de Deus\u00bb, diz S\u00e3o Paulo (Ef 2, 19). Eis como entendo ser \u00abda casa de Deus\u00bb: \u00e9 viver no seio da tranquila Trindade, no meu abismo interior, nessa \u201cfortaleza inexpugn\u00e1vel do santo recolhimento\u201d de que fala S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz!<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">David cantava: \u00abA minha alma cai em desfalecimento ao entrar nos \u00e1trios do Senhor\u00bb (Sl 83, 3). Parece-me que esta deve ser a atitude de toda a alma que entra nos \u00e1trios interiores para a\u00ed contemplar Deus e se unir intimamente com Ele: \u00abcai em desfalecimento\u00bb, num desmaio divino em presen\u00e7a deste Amor todo-poderoso, desta Majestade infinita que nela mora! N\u00e3o \u00e9 de modo nenhum a vida que a abandona; mas \u00e9 ela que menospreza esta vida natural retirando-se&#8230; Porque sente que n\u00e3o \u00e9 digna da sua ess\u00eancia t\u00e3o rica, e vai assim morrer e derramar-se em Deus.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"44\">\n<li>\u00d3! como \u00e9 bela, esta criatura assim despojada, liberta de si mesma! Est\u00e1 em estado de \u201cdispor das ascens\u00f5es em seu cora\u00e7\u00e3o para passar do vale de l\u00e1grimas\u201d (quer dizer, de tudo o que \u00e9 menor que Deus) \u201cao lugar que \u00e9 o seu fim\u201d (Sl 83, 6), esse \u00ablugar espa\u00e7oso\u00bb (Sl 17, 20), cantado pelo salmista, que \u00e9, parece-me, a insond\u00e1vel Trindade: \u00ab<em>Immensus Pater<\/em>, <em>immensus Filius<\/em>, <em>immensus Spiritus sanctus!<\/em>&#8230;\u00bb.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobe, eleva-se acima dos sentidos, da natureza; transcende-se a si mesma; ultrapassa tanto a alegria como a dor, e passa atrav\u00e9s das nuvens, para n\u00e3o se repousar sen\u00e3o quando tiver penetrado \u00ab<em>no interior<\/em>\u00bb d\u2019Aquele que ama, e que lhe dar\u00e1 \u00abo repouso do abismo\u00bb [Ruysbroec]. E tudo isto, sem ter sa\u00eddo da santa fortaleza! O Mestre disse-lhe: \u00abApressa-te a <em>descer<\/em>&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 ainda sem sair de l\u00e1, que h\u00e1-de viver \u00e0 imagem da Trindade imut\u00e1vel, num <em>eterno presente<\/em>, \u00abadorando-A sempre por causa de Si-mesma\u00bb e tornando-se, por um olhar sempre cada vez mais simples, mais unitivo, \u00abo esplendor da sua gl\u00f3ria\u00bb (Hb 1, 3), dito de outro modo, o incessante louvor de gl\u00f3ria das suas ador\u00e1veis perfei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc3003613\"><\/a><a name=\"_Toc3002510\"><\/a>Sugest\u00f5es para orar<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recebe esses conselhos de Isabel como de uma amiga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00ab\u00c0 luz da eternidade \u00e9 que a alma v\u00ea realmente o que s\u00e3o as coisas; oh, como tudo aquilo que n\u00e3o foi feito para Deus e com Deus \u00e9 v\u00e3o! Oh, pe\u00e7o-lhe, marque tudo com o selo do amor! (&#8230;) Deixo-lhe a minha f\u00e9 na presen\u00e7a de Deus, do Deus todo Amor que habita nas nossas almas. Confio-lhe: \u00e9 esta intimidade com Ele \u00abno interior\u00bb que constitui o belo Sol que ilumina a minha vida, tornando-a j\u00e1 como um C\u00e9u antecipado; \u00e9 o que hoje me sust\u00e9m no sofrimento\u00bb (Ct 333).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abEncontro-vos no Lar do Amor; \u00e9 l\u00e1 que decorrer\u00e1 a minha eternidade e podeis j\u00e1 come\u00e7\u00e1-la aqui. (&#8230;) Ficarei invejosa da beleza da sua alma, porque, j\u00e1 o sabeis, o meu cora\u00e7\u00e3ozinho ama-vos muito e, quando se ama, deseja-se bem ao ser amado. Parece-me que, no C\u00e9u, a minha miss\u00e3o ser\u00e1 de atrair as almas ajudando-as a sa\u00edrem de si mesmas para aderirem a Deus por um movimento muito simples e todo feito de amor, e de as guardar nesse grande sil\u00eancio do interior que permite a Deus imprimir-se nelas, transformando-as em Si-pr\u00f3prio. (&#8230;) O meu Mestre apressa-me. Ele j\u00e1 n\u00e3o me fala sen\u00e3o da eternidade de amor. (&#8230;) Quereria viver cada minuto em plenitude. (&#8230;) Vivamos de amor para de amor morrer e a fim de glorificar a Deus todo Amor\u00bb (Ct 335).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E chegam os \u00faltimos dias. Isabel beija o crucifixo da sua profiss\u00e3o e pronuncia estas simples palavras sumamente eloquentes: \u00abTudo passa&#8230; Na tarde da vida s\u00f3 o amor permanece&#8230;\u00bb. Doravante apenas fala. Depois de uma violenta crise, exclama: \u00abAmor! Amor! Tu sabes quanto Te amo e como desejo contemplar-Te! Tu sabes tamb\u00e9m quanto sofro. No entanto, trinta, quarenta anos mais, se queres, estou disposta. Apura toda a minha subst\u00e2ncia para tua gl\u00f3ria, que se destile gota a gota pela tua Igreja\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isabel morre ao amanhecer do dia 9 de Novembro. Na v\u00e9spera, as suas \u00faltimas palavras intelig\u00edveis foram: \u00abVou para a Luz, para o Amor, para a Vida&#8230;\u00bb. Tr\u00eas palavras chave de S\u00e3o Jo\u00e3o; Deus \u00e9 Luz, Amor e Vida. Tr\u00eas palavras que explicam a fascina\u00e7\u00e3o que Deus exerceu sobre Isabel e sobre muitos outros. Tr\u00eas palavras que exprimem tudo o que Deus quer ser para ti, para sempre sem fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leva contigo, no teu cora\u00e7\u00e3o, esse lugar santo onde o Amor espera a tua voz e o teu olhar para te encher pouco a pouco da sua Vida, amanh\u00e3 um pouco mais do que hoje. Ele chama-te constantemente e constantemente quer enviar-te. Pois, diz Isabel, \u00abcomo \u00e9 poderoso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s almas aquele ap\u00f3stolo que sempre permanece na Fonte das \u00e1guas vivas; pode assim transvasar \u00e0 sua volta, sem que nunca a sua se esvazie, pois comunga com o Infinito\u00bb (Ct 124). E a Guida, no seu lar, faz-lhe esta maravilhosa concre\u00e7\u00e3o: \u00abAtrav\u00e9s de ti Deus quer fazer-se amar\u00bb (Ct 233).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abNa tarde da vida s\u00f3 o amor permanece&#8230;\u00bb. Nunca \u00e9 demasiado tarde para aprender a amar o Amor, para dizer-lhe \u00abAmor\u00bb, para pagar-lhe com amor. Estas s\u00e3o as grandes perguntas num Retiro: Apesar de tudo, creio eu no seu Amor (1 Jo 4, 16)? Amo eu o Amor? Amor, que queres de mim hoje?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o sabes o que a vida ainda te pode trazer. No c\u00e9u compreenderemos o segredo de muitas coisas e a fidelidade de Jesus a quem crucificamos. Isabel podia dizer: \u00abH\u00e1 uma palavra de S\u00e3o Paulo que \u00e9 como que um resumo da minha vida, e que se poderia escrever a cada um dos seus momentos: \u00ab<em>Propter nimiam charitatem<\/em>\u00bb. Sim, todas estas torrentes de gra\u00e7as, \u00e9 \u00abporque Ele muito me amou\u00bb (Ct 280). E dizia isto durante a sua \u00faltima doen\u00e7a, sabendo que j\u00e1 n\u00e3o se curaria aqui na terra. Mas tinha aprendido a viver de f\u00e9 em Jesus Cristo presente no c\u00e9u da sua alma, um c\u00e9u iluminado por essa f\u00e9, que, com frequ\u00eancia, se tornava luminoso de amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No c\u00e9u da nossa alma, onde nunca estamos s\u00f3s, hoje, amanh\u00e3 e sempre cantemos muitas vezes o Sanctus que nunca ter\u00e1 fim: <em>Santo<\/em>, <em>Santo<\/em>, <em>Santo<\/em> <em>\u00e9 o Senhor, Trindade de amor! O c\u00e9u e a terra est\u00e3o cheios da vossa gl\u00f3ria!<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/Pexels-2286921\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1835195\">Pexels<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1835195\">Pixabay<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Orat\u00f3rio Peregrino Um<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10371,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[152],"tags":[],"class_list":["post-10370","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oratorio-peregrino"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10370","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10370"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10370\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10373,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10370\/revisions\/10373"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10371"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10370"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10370"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10370"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}