{"id":10271,"date":"2020-09-07T22:56:06","date_gmt":"2020-09-07T21:56:06","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=10271"},"modified":"2020-09-14T10:48:19","modified_gmt":"2020-09-14T09:48:19","slug":"documentos-nota-sinais-inquietantes-por-uma-cultura-do-cuidado-do-respeito-e-do-perdao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/documentos-nota-sinais-inquietantes-por-uma-cultura-do-cuidado-do-respeito-e-do-perdao\/","title":{"rendered":"Documentos | Nota &#8216;Sinais inquietantes | Por uma cultura do cuidado, do respeito e do perd\u00e3o&#8217;"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Sinais inquietantes<\/strong><\/h1>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Por uma cultura do cuidado, do respeito e do perd\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo o ser humano \u00e9 maior do que o seu erro, a sua fragilidade, as suas circunst\u00e2ncias ou quaisquer limites em que se veja condicionado. Todo o ser humano \u00e9 portador de uma dignidade que lhe confere uma condi\u00e7\u00e3o de inviolabilidade que se constitui como um direito e, simultaneamente, um dever.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura, enquanto servi\u00e7o organizado da diocese de Aveiro atento aos sinais que, pela cultura, nos falam do sentir da humanidade situada num lugar e num tempo concretos, desafia \u00e0 leitura atenta de alguns ind\u00edcios que falam de uma disponibilidade progressiva para a neglig\u00eancia do reconhecimento da inviolabilidade da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo todo o homem maior do que o seu erro, s\u00e3o inquietantes os sinais que se v\u00e3o avolumando de uma disponibilidade para aceitar o regresso da pena de morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo toda a vida humana anterior, superior e maior do que todo o limite e fragilidade, s\u00e3o inquietantes os sinais de abandono e rejei\u00e7\u00e3o da fragilidade e da debilidade, predispondo-se \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia e do eugenismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo todo o ser humano portador de uma dignidade que lhe \u00e9 inerente, provenha de onde provier, s\u00e3o inquietantes os sinais de rejei\u00e7\u00e3o dos que, como n\u00f3s, outrora, imigram e migram ou, ainda mais dolorosamente, t\u00eam de refugiar-se onde encontrem paz e tranquilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo o ser humano o fulcro, a meta e o horizonte de toda a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, s\u00e3o inquietantes os sinais que pretendem fazer dos meios fins e dos fins meios\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante de t\u00e3o inquietantes sinais que parecem pretender dividir a sociedade em \u2018n\u00f3s e eles\u2019, a Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura, na senda dos desafios que vem colocando, ao longo dos tempos, a Igreja como comunidade de irm\u00e3os, consequente com os desafios que o Papa Francisco vem renovando, e reconhecendo a a\u00e7\u00e3o eficaz de tantos homens e mulheres de boa vontade, apela a uma renova\u00e7\u00e3o do sentido da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que se centre no reconhecimento de que a diversidade de sentir e pensar n\u00e3o pode constituir-se como pretexto para a promo\u00e7\u00e3o de cis\u00f5es entre pessoas e a rutura dos mais fortes la\u00e7os de solidariedade e sentido de perten\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apela, tamb\u00e9m, ao reconhecimento da inviolabilidade da vida humana, sempre, sem exce\u00e7\u00f5es. Que cada ser humano, desde que o \u00e9 at\u00e9 ao seu natural findar, seja respeitado e cuidado, de modo a sentir-se sempre acompanhado. Para que a vida em sociedade seja, de facto, centrada na pessoa humana, fim \u00faltimo do Estado e meta de todas as institui\u00e7\u00f5es e estruturas sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Face aos sinais inquietantes, a Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura apela \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o de uma cultura do cuidado e do respeito pela dignidade intr\u00ednseca a toda a vida humana. Apela ao respeito pela verdade da condi\u00e7\u00e3o humana, sem arbitrariedades nem tacticismos, mas verdadeiramente dispon\u00edvel para acolher o outro. Desafia ao reconhecimento de uma genu\u00edna fraternidade que se compadece do outro e assume como pr\u00f3pria a sua fragilidade e limite. Isso \u00e9 tornar-se pr\u00f3ximo, categoria ativa de quem se aproxima do outro e nele reconhece um irm\u00e3o, mesmo sem nome, sem terra, sem hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sociedade n\u00e3o \u00e9 um abstrato, mas uma comunidade; n\u00e3o \u00e9 mera soma de indiv\u00edduos, mas rela\u00e7\u00f5es entre pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por uma cultura da proximidade, por uma cultura do cuidado e do acolhimento\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura | Aveiro<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-10272 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CDCultura_logo2.jpg\" alt=\"\" width=\"177\" height=\"74\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CDCultura_logo2.jpg 951w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CDCultura_logo2-300x126.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CDCultura_logo2-768x321.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CDCultura_logo2-600x251.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CDCultura_logo2-850x356.jpg 850w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CDCultura_logo2-480x201.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 177px) 100vw, 177px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/pixel2013-2364555\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=3358468\">S. Hermann &amp; F. Richter<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=3358468\">Pixabay<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sinais inquietantes Por<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10274,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-10271","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10271","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10271"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10271\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10280,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10271\/revisions\/10280"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10271"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10271"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10271"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}