{"id":1026,"date":"2017-06-07T23:40:41","date_gmt":"2017-06-07T22:40:41","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=1026"},"modified":"2017-06-07T00:02:43","modified_gmt":"2017-06-06T23:02:43","slug":"solenidade-da-santissima-trindade-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/solenidade-da-santissima-trindade-ano-a\/","title":{"rendered":"Solenidade da Sant\u00edssima Trindade (Ano A)"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco (Texto)<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1027 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Sant\u00edssima-Trindade.jpg\" alt=\"\" width=\"687\" height=\"327\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Sant\u00edssima-Trindade.jpg 687w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Sant\u00edssima-Trindade-300x143.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Sant\u00edssima-Trindade-600x286.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 687px) 100vw, 687px\" \/><\/p>\n<p>Breve coment\u00e1rio<\/p>\n<p>Neste Domingo da Sant\u00edssima Trindade continuamos a ler o Evangelho segundo S. Jo\u00e3o, como sempre obscuro e enigm\u00e1tico. O texto deste domingo n\u00e3o \u00e9 excep\u00e7\u00e3o. S\u00e3o apenas tr\u00eas vers\u00edculos muito densos, extra\u00eddos do di\u00e1logo de Jesus com Nicodemos, que revelam a verdadeira face de Deus.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso muito para enquadrar a situa\u00e7\u00e3o. Em primeiro lugar, olhemos para os personagens: Deus, o mundo, o Filho unig\u00e9nito. O mundo, ou os homens que est\u00e3o no mundo, continuamente em oposi\u00e7\u00e3o a Deus e contra a vontade de Deus, porque obstinadamente buscam a pr\u00f3pria vontade. Os homens, quando querem agir sem Deus, tornam o \u00abmundo\u00bb uma massa indiferente ou em oposi\u00e7\u00e3o a Deus, que cai sob o dom\u00ednio da morte.<\/p>\n<p>Mas \u00abDeus amou o mundo&#8230;\u00bb: a cena desenvolve-se de acordo com um gui\u00e3o imprevis\u00edvel. Deus ama este mundo, esta massa de homens que o rejeitam. N\u00e3o h\u00e1 luta nem duelo. O homem est\u00e1 teimosamente em oposi\u00e7\u00e3o a Deus, mas Deus procura obstinadamente o homem. O que poderia ser uma luta para a hist\u00f3ria torna-se um fen\u00f3meno totalmente novo. O mundo deve ser recuperado para o amor de Deus, mas deve ser recuperado pelo amor e n\u00e3o pela for\u00e7a. Caso contr\u00e1rio, o vencedor seria a morte. Morte aqui \u00e9 parte do inimigo, mas um inimigo que n\u00e3o tem consist\u00eancia pr\u00f3pria: \u00e9 simplesmente o resultado da rejei\u00e7\u00e3o de Deus. O mundo \u00e9, ao mesmo tempo, inimigo e v\u00edtima. Inimigo, porque se op\u00f5e a Deus; v\u00edtima, porque a sua pr\u00f3pria loucura o leva ao reino da morte. Uma situa\u00e7\u00e3o sem solu\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o entrasse em cena um novo personagem: o Filho \u00fanico.<\/p>\n<p>O Unig\u00e9nito, dado (como dom) por Deus, \u00e9 chamado \u00abFilho\u00bb, porque participa da mesma for\u00e7a e do amor de Deus; \u00e9 definido como \u00abUnig\u00e9nito\u00bb, pois a sua rela\u00e7\u00e3o com Deus \u00e9 muito especial e \u00fanica. \u00c9 este Filho que recria a liga\u00e7\u00e3o entre Deus e o \u00abmundo\u00bb: n\u2019Ele \u00e9 poss\u00edvel reencontrar o fio original da amizade perdida, os homens podem realmente experimentar a reconcilia\u00e7\u00e3o de Deus. Em Jesus torna-se poss\u00edvel voltar a aprender a ser homens e filhos, a viver uma vida plenamente humana, sem estar em oposi\u00e7\u00e3o a Deus. O mundo deve ser salvo, n\u00e3o condenado e destru\u00eddo. Como vai terminar esta hist\u00f3ria? Vencer\u00e1 o amor de Deus manifestado no Unig\u00e9nito, ou vencer\u00e1 a obstina\u00e7\u00e3o do mundo? A resposta do evangelista envolve o leitor e ouvinte: \u00abquem cr\u00ea n&#8217;Ele tem a vida eterna\u00bb.<\/p>\n<p>H\u00e1 um julgamento que pode levar irremediavelmente \u00e0 condena\u00e7\u00e3o: \u00abQuem nele cr\u00ea n\u00e3o \u00e9 julgado, mas quem n\u00e3o cr\u00ea j\u00e1 est\u00e1 julgado (condenado)\u00bb. Este ju\u00edzo n\u00e3o \u00e9 pronunciado por Deus no fim dos tempos, mas \u00e9 actual: \u00e9 a pessoa que escolhe a vida ou a morte, conforme aceita Cristo e a sua Palavra ou recusa Cristo e a sua proposta de amor.<\/p>\n<p>Aqui reside a import\u00e2ncia do mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade. Se Deus fosse apenas o \u00fanico Deus, como os mu\u00e7ulmanos acreditam, seria o protagonista \u00fanico, sem espa\u00e7o para mais ningu\u00e9m. Se Deus fosse, pelo contr\u00e1rio, uma multiplicidade de actores, como na antiga religi\u00e3o grega, os homens n\u00e3o passariam de bonecos nas suas m\u00e3os. Mas o nosso Deus \u00e9 uno e trino e, portanto, capaz de abrir espa\u00e7o para um mundo que o rejeita, e voltar a envolver o homem na sua demonstra\u00e7\u00e3o de amor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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