{"id":10183,"date":"2020-09-17T08:00:40","date_gmt":"2020-09-17T07:00:40","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=10183"},"modified":"2020-08-28T00:40:31","modified_gmt":"2020-08-27T23:40:31","slug":"oratorio-peregrino-26-em-busca-da-unidade-interior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/oratorio-peregrino-26-em-busca-da-unidade-interior\/","title":{"rendered":"Orat\u00f3rio Peregrino | 26 | Em busca da unidade interior"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>Orat\u00f3rio Peregrino<\/strong><\/em><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right; padding-left: 360px;\">Um orat\u00f3rio \u00e0 maneira de um vi\u00e1tico para tempos de carestia<br \/>\nUma proposta desenvolvida em parceria com<\/h6>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 440px;\"><strong>Irm\u00e3s do Carmelo de Cristo Redentor &#8211; Aveiro<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"padding-left: 40px; text-align: center;\">XXVI Passo | Em busca da unidade interior<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Durante esse tempo de sofrimento f\u00edsico que a vai aproximando de uma morte inevit\u00e1vel, Isabel pousa com frequ\u00eancia os seus olhos em Jesus, admirando a sua paz, a sua fortaleza e o seu enraizamento em Deus. Busca a sua presen\u00e7a. \u00c9 bom apoiar-se n\u2019Ele e agir como Ele.<\/p>\n<p>Gosta de chamar a Jesus \u00abMestre\u00bb. Jesus ensina-a a viver e a amar at\u00e9 ao fim. Mas mais do que um mestre que prop\u00f5e umas atitudes a adoptar, Jesus \u00e9 o seu \u00abMestre\u00bb no sentido b\u00edblico: a Palavra do Pai reveladora da Trindade de Amor que nos quer envolver a todos no seu circuito de vida. E \u00abMestre\u00bb tamb\u00e9m, porque Isabel lhe oferece a sua jovem vida com um sentido de perten\u00e7a incondicional e inamov\u00edvel. E assim experimentar\u00e1 como esse Cristo, a quem olha com uma admira\u00e7\u00e3o sem limites, a fascina, respira nela e a transforma. \u00ab\u00c9 t\u00e3o formoso&#8230;! Eu amo-o apaixonadamente, e amando-o transformo-me n\u2019Ele\u00bb (Ct 130).<\/p>\n<p>Jesus quer ser tamb\u00e9m o meu \u00abMestre\u00bb. Mas por mais que eu seja chamado a essa vida nova em Cristo, enquanto n\u00e3o aceite a m\u00e3o que se me oferece e n\u00e3o entre \u2013 humildemente, pobremente, pouco a pouco \u2013 na rela\u00e7\u00e3o de amizade que Ele me prop\u00f5e, n\u00e3o se desenvolver\u00e1 em mim a sua for\u00e7a, nem a alegria da sua Presen\u00e7a, nem o gozo de me p\u00f4r ao seu servi\u00e7o no meio dos outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Neste segundo texto, Isabel, com uma l\u00f3gica suave e impec\u00e1vel, convida-me a abrir-me decididamente a Deus, para \u00abtornar poss\u00edvel que me ilumine com a sua luz\u00bb. Toda a zona em penumbra, todos esses cantos ocultos nos que me escondo obstinadamente para dar satisfa\u00e7\u00e3o aos meus pr\u00f3prios interesses superficiais e ego\u00edstas, um dia dever\u00e3o expor-se ao seu Sol. Porque n\u00e3o desde hoje mesmo? Mais cedo ou mais tarde, s\u00f3 o Sol ficar\u00e1. Porqu\u00ea n\u00e3o cedo?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se quero que Cristo me declare abertamente o seu amor, terei que fazer \u00absil\u00eancio interior em todo o meu ser\u00bb. E Isabel recorda-nos at\u00e9 que ponto as nossas \u00abpot\u00eancias\u00bb \u2013 as nossas capacidades de prestar aten\u00e7\u00e3o e de amar, de desejar e de resistir, de sentir e de gozar \u2013 podem ver-se paralisadas, apressadas daqui para ali e apartadas do \u00ab\u00fanico exerc\u00edcio importante, o do amor\u00bb em todas as coisas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conflitos interiores de tipo ego\u00edsta, redobrado sobre a minha sensibilidade ferida, busca apaixonada de desejos triviais, e a\u00ed estou eu \u00abdispersando as minhas energias\u00bb: j\u00e1 n\u00e3o sou livre, simplesmente aberto a Deus, \u00aborientado totalmente para Deus\u00bb. Serei v\u00edtima de todas essas vozes caprichosas que se levantam no meu interior e estarei longe desse \u00absil\u00eancio interior\u00bb, dessa \u00abbela unidade interior\u00bb que me permite louvar a Deus na terra como no c\u00e9u. E como Deus o mereceria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c0 pena de Isabel, a pianista, aflora uma imagem: sem a unidade interior de todo o meu ser, eu sou como uma \u00ablira\u00bb que n\u00e3o vibra \u00abem un\u00edssono\u00bb com o que Cristo quer tocar nela; produzo \u00abdisson\u00e2ncias\u00bb. Pelo contr\u00e1rio, se vivo na \u00abunidade interior\u00bb, dirigido para Deus e \u00aborientado para Ele\u00bb, as \u00abcordas\u00bb de minha lira estar\u00e3o bem afinadas e a m\u00fasica da minha vida humana ser\u00e1 \u00abharmoniosamente divina\u00bb. O Senhor gostar\u00e1 de se p\u00f4r em sintonia comigo e eu farei da minha vida, sob a sua batuta, uma sinfonia de louvor \u00e0 formosura do seu amor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isto pode levar-me muito longe. Isabel, a m\u00fasica, sabia que estava completamente a ponto, totalmente afinada. Mas por detr\u00e1s da imagem po\u00e9tica da lira, que programa de ascese e de disponibilidade, de amor purificado! \u00abTudo sacrifiquei por seu amor\u00bb, repete Isabel com S. Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas no Seu amor, Isabel encontrou tudo, \u00abao descobrir o seu Deus presente e vivo nela\u00bb. Tem a sua \u00abfortaleza\u00bb em Deus. Escondida n\u2019Ele, \u00e9 portadora de uma grande felicidade para os outros e acha-se revestida de \u00abfortaleza\u00bb para vencer os obst\u00e1culos e as dificuldades. Isabel compara-se com Maria Madalena, livre por fim e totalmente cativa. Se \u00e9 dif\u00edcil libertar-se, \u00e9 muito doce ser livre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se nos custa tanto orar, \u00e9 porque estamos apegados a muitas coisas. Honra, riquezas, conforto, divers\u00f5es, profiss\u00e3o, poder, prest\u00edgio, \u00eaxitos, triunfo, uma formosa casa e fazer muito barulho. E tudo isto n\u00e3o garante a verdadeira felicidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se te atreves a perder-te em Deus, encontrar\u00e1s tudo isso de uma maneira nova. \u00c0 luz de Cristo, tua vida, o mundo, o teu trabalho, as tuas semelhan\u00e7as, inclusive o teu cora\u00e7\u00e3o e a tua intelig\u00eancia ser-te-\u00e3o devolvidos por um Amor que te envia sem te deixar de acompanhar. A tua agita\u00e7\u00e3o acalmar-se-\u00e1. O teu ser profundo estar\u00e1 mais \u00abcentrado em Deus, ter\u00e1s um \u00abpleno dom\u00ednio de ti mesmo\u00bb. E Deus \u00abproteger-te-\u00e1 com sol\u00edcito cuidado\u00bb. Pois ter\u00e1s compreendido que a verdadeira linguagem do amor \u00e9 a de um cora\u00e7\u00e3o que se entrega. A bela can\u00e7\u00e3o do amor est\u00e1 escrita na partitura do esquecimento de si mesmo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sem o Amor de Deus, ter\u00e1s sempre a impress\u00e3o de n\u00e3o ter vivido bastante nem suficientemente bem. Com o Amor, a eternidade tornar-se-\u00e1 para ti demasiado breve. Aos seus vinte e um anos, Isabel j\u00e1 o sabia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc3003556\"><\/a><a name=\"_Toc3002492\"><\/a>O texto de Isabel<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>\u00abA minha alma est\u00e1 sempre nas minhas m\u00e3os\u00bb (Sl 118, 109). Eis o que se entoava na alma do meu Mestre, eis tamb\u00e9m porque entre todas as ang\u00fastias Ele sempre permanecia o Calmo e o Forte.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A minha alma est\u00e1 sempre nas minhas m\u00e3os!&#8230; Que quer [isto] dizer, sen\u00e3o esse pleno dom\u00ednio de si na presen\u00e7a do Pac\u00edfico?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda um outro c\u00e2ntico de Cristo que eu quereria repetir sem cessar: \u00abPara v\u00f3s guardarei a minha for\u00e7a\u00bb&#8230; A minha Regra [<em>do Carmelo<\/em>] diz-me: \u00abNo sil\u00eancio encontrareis a vossa for\u00e7a\u00bb. Parece-me, pois, que guardar a sua for\u00e7a para o Senhor, \u00e9 realizar a unidade em todo o seu ser, pelo sil\u00eancio interior, \u00e9 reunir todas as suas pot\u00eancias para as ocupar no exclusivo exerc\u00edcio do amor; \u00e9 ter aquele olho simples (Mt 6, 22) que permite \u00e0 luz de Deus iluminar-nos. Uma alma que discute com o seu eu, que se ocupa com as suas sensibilidades, que persegue um pensamento in\u00fatil, ou um qualquer desejo, esta alma dispersa as suas for\u00e7as e n\u00e3o est\u00e1 inteiramente ordenada a Deus: a sua lira n\u00e3o vibra em un\u00edssono e o Mestre, quando a toca, n\u00e3o pode tirar dela harmonias divinas, pois h\u00e1 demasiado de humano e \u00e9 uma disson\u00e2ncia. A alma que ainda se reserve algo no seu reino interior e em que todas as pot\u00eancias n\u00e3o estejam \u00abencerradas\u00bb em Deus, n\u00e3o pode ser um perfeito louvor de gl\u00f3ria; nem est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de cantar, sem cessar, o \u00ab<em>canticum magnum<\/em>\u00bb [grande c\u00e2ntico] de que fala S. Paulo, porque a unidade n\u00e3o reina nela; e, em lugar de prosseguir, na simplicidade, o seu louvor em tudo, tem que estar sem parar a reunir as cordas do seu instrumento, que est\u00e3o dispersas um pouco por todos os lados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>Qu\u00e3o indispens\u00e1vel \u00e9 esta bela unidade interior \u00e0 alma que quer viver j\u00e1 aqui a vida dos bem-aventurados, quer dizer, dos seres simples, dos esp\u00edritos. Parece-me que o Mestre tinha isso em vista quando falava com Madalena do \u00ab<em>Unum necessarium<\/em>\u00bb [a \u00fanica coisa necess\u00e1ria: Lc 10, 42). Como a grande santa o tinha compreendido! Com o olhar da alma esclarecido pela luz da f\u00e9 tinha reconhecido Deus sob o v\u00e9u da humanidade; e, no sil\u00eancio, na unidade das suas pot\u00eancias, \u00abescutava a palavra que Ele dizia\u00bb. E podia cantar: \u00abA minha alma est\u00e1 sempre nas minhas m\u00e3os\u00bb, e ainda esta pequenina palavra: \u00ab<em>Nescivi<\/em>\u00bb. Sim, ela n\u00e3o sabia nada mais sen\u00e3o <em>Ele<\/em>! Podia-se fazer ru\u00eddo, agitarem-se \u00e0 volta dela: \u00ab<em>Nescivi<\/em>!\u00bb. Podiam acus\u00e1-la: \u00ab<em>Nescivi<\/em>!\u00bb Nem sequer a sua honra, mais do que as coisas exteriores, podia faz\u00ea-la sair do seu sagrado sil\u00eancio.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li>Assim acontece com a alma que entrou na fortaleza do santo recolhimento: o olho da alma, aberto \u00e0 claridade da f\u00e9, descobre Deus presente, vivendo nela; por sua vez, ela permanece-Lhe t\u00e3o presente, na bela simplicidade, que Ele a guarda com um cioso cuidado.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Podem sobrevir, ent\u00e3o, as agita\u00e7\u00f5es do exterior, as tempestades do interior, pode-se mesmo atingir o seu ponto de honra: \u00ab<em>Nescivi<\/em>!\u00bb Deus pode esconder-se, retirar-lhe a sua gra\u00e7a sens\u00edvel: \u00ab<em>Nescivi<\/em>\u00bb&#8230; E ainda, com S. Paulo: \u00abPor seu amor, tudo perdi\u00bb (Fil 3, 8).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o Mestre est\u00e1 livre, livre para se derramar, par se dar \u00absegundo a sua medida\u00bb. E a alma, assim simplificada, unificada, torna-se o trono do Imut\u00e1vel, pois, a unidade \u00e9 o trono da Sant\u00edssima Trindade\u00bb [Ruysbroec].<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc3003557\"><\/a><a name=\"_Toc3002493\"><\/a>Sugest\u00f5es para orar<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Continua a \u00abdescobrir o teu Deus presente e vivo em ti\u00bb. Entra de vez em quando no teu cora\u00e7\u00e3o para saudar o H\u00f3spede interior. Isso vai exigir de ti pouco tempo. O tempo que poupes renunciando a este ou \u00e0quele \u00abpensamento in\u00fatil\u00bb, a este ou \u00e0quele \u00abdesejo v\u00e3o\u00bb, demasiado trivial, o tempo de \u00ablutar com o teu eu e a tua sensibilidade\u00bb.<\/p>\n<p>De quando em quando, como lira nas m\u00e3os de Cristo e sob o sopro do Esp\u00edrito Santo, canta suavemente no teu cora\u00e7\u00e3o, atento a Deus que a\u00ed est\u00e1 presente: <em>Oh<\/em> <em>Deus<\/em>, <em>tu \u00e9s o meu Deus<\/em>, <em>eu te busco<\/em>. <em>A minha alma tem sede<\/em> <em>de ti<\/em>.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/photos\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=691848\">Free-Photos<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=691848\">Pixabay<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Orat\u00f3rio Peregrino Um<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10184,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[152],"tags":[],"class_list":["post-10183","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oratorio-peregrino"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10183"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10183\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10185,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10183\/revisions\/10185"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10184"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}