{"id":10030,"date":"2020-08-02T21:16:28","date_gmt":"2020-08-02T20:16:28","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=10030"},"modified":"2020-08-02T21:19:40","modified_gmt":"2020-08-02T20:19:40","slug":"modos-de-interacao-entre-ciencia-e-religiao-conectar-pontos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/modos-de-interacao-entre-ciencia-e-religiao-conectar-pontos\/","title":{"rendered":"Modos de intera\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e religi\u00e3o | Conectar pontos"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right;\"><strong><em>Modos de intera\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e religi\u00e3o<\/em><\/strong><\/h5>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Conectar pontos<\/h2>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Miguel Oliveira Pan\u00e3o<\/h4>\n<h3 style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\">Blog<\/a> &amp; <a href=\"https:\/\/www.miguelpanao.com\/livros\/\">Autor<\/a><\/h3>\n<p class=\"Paragraph\" style=\"margin-bottom: 6.5pt; text-align: justify;\">Vivemos na Era da Conectividade. Estamos ligados fisicamente pelos relacionamentos, mais ou menos profundos, que temos com os que est\u00e3o \u00e0 nossa volta, e com o mundo que nos rodeia. Mas nos \u00faltimos anos abrimos o mundo a um outro tipo de conectividade: a digital. N\u00e3o imaginar\u00edamos que esse criasse um outro mundo diferente daquele em que nascemos. Um mundo digital onde todos est\u00e3o conectados entre si, 24\/24 horas, 365 dias por ano.<\/p>\n<p class=\"Paragraph\" style=\"margin-bottom: 6.5pt; text-align: justify;\">O ser humano \u00e9 no seu \u00edntimo um ser relacional. Ali\u00e1s, a relacionalidade \u00e9 a marca que Deus imprimiu no Universo e foi atrav\u00e9s de Jesus, que nos ofereceu uma vis\u00e3o trinit\u00e1ria de Deus, que nos foi poss\u00edvel ligar algumas pe\u00e7as do puzzle da realidade a esse respeito. A vis\u00e3o desse puzzle revelou um princ\u00edpio universal que orienta os eventos neste mundo. O <em>princ\u00edpio narrativo<\/em> que permeia tudo o que existe de uma marca relacional.<\/p>\n<p class=\"Paragraph\" style=\"margin-bottom: 6.5pt; text-align: justify;\">Teilhard de Chardin apercebeu bem disso quando desenvolveu a sua Lei da Complexidade-Consci\u00eancia. Isto \u00e9, desde os <em>quarks<\/em> que constituem a \u00ednfima natureza da mat\u00e9ria, \u00e0s part\u00edculas elementares, \u00e1tomos, mol\u00e9culas, macro-mol\u00e9culas, organismos unicelulares, organismos multicelulares, plantas, animais, ser humano e com esse, um mundo que toma consci\u00eancia de si mesmo. Nesta narrativa que se desenrola a partir do \u201cnascimento\u201d do Universo, assistimos a um incremento de complexidade. De facto, a complexidade \u00e9 um tecido relacional de hist\u00f3rias que se cruzam e entrela\u00e7am para tocar no mundo uma sinfonia de sons, cores, ideias, culturas, conectividade. Mas, se a conectividade faz parte da nossa natureza mais profunda, por que raz\u00e3o a sua perman\u00eancia, atrav\u00e9s do mundo virtual por n\u00f3s criado, nos isola do mundo exterior e nos torna mais <em>desconexos<\/em>?<\/p>\n<p class=\"Paragraph\" style=\"margin-bottom: 6.5pt; text-align: justify;\">Falta-nos conectar dois pontos importantes: o real com o virtual.<\/p>\n<p class=\"Paragraph\" style=\"margin-bottom: 6.5pt; text-align: justify;\">A realidade virtual materializa as hist\u00f3rias que antes ficavam remetidas para a nossa imagina\u00e7\u00e3o, de tal modo que, quem vive por demasiado tempo no mundo virtual, corre o risco de perder a no\u00e7\u00e3o da realidade f\u00edsica e social.<\/p>\n<p class=\"Paragraph\" style=\"margin-bottom: 6.5pt; text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, ou desej\u00e1vel, recusar a exist\u00eancia do ponto virtual que a mente humana deu origem, mas se centrarmos a vida apenas nesse ponto, poder\u00e1 tornar-se num verdadeiro buraco negro sobre o qual sabemos, ainda, pouco em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s reais consequ\u00eancias. Mas importa reconhecer o imenso horizonte aberto pelo ponto virtual.<\/p>\n<p class=\"Paragraph\" style=\"margin-bottom: 6.5pt; text-align: justify;\">O ponto virtual superou o limite do tempo e do espa\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao fluir das ideias, acontecimentos, informa\u00e7\u00e3o, dando in\u00edcio a uma era digital que transformou a face do nosso planeta. Trouxe a oportunidade de superarmos a barreira do desconhecimento que aprisionava muitos povos \u00e0 ditadura imposta por alguns. Trouxe a oportunidade de qualquer um poder dar a conhecer os seus talentos sem estar sujeito \u00e0 opini\u00e3o toda-poderosa de outros. Trouxe voz a quem por mais que gritasse, nunca seria ouvido. Trouxe um incremento de complexidade \u00e0 nossa vida e estamos ainda a adaptarmo-nos a este novo mundo e, da\u00ed, o risco.<\/p>\n<p class=\"Paragraph\" style=\"margin-bottom: 6.5pt; text-align: justify;\">Os alpinistas que fazem escalada, por vezes, s\u00f3 t\u00eam um modo de continuar em frente: saltar. Dizem fazer um \u201cdyno.\u201d Mas qualquer salto s\u00f3 tem a m\u00ednima possibilidade de sucesso se partir de uma posi\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio. Por analogia, sinto que a emerg\u00eancia da era digital levar\u00e1 a humanidade a um passo evolutivo cultural, mas ser\u00e1 um salto que s\u00f3 ter\u00e1 a m\u00ednima possibilidade de sucesso se partir de uma posi\u00e7\u00e3o equilibrada entre a realidade f\u00edsica e a virtual.<\/p>\n<p class=\"Paragraph\" style=\"margin-bottom: 6.5pt; text-align: justify;\">Se a nossa natureza \u00e9 relacional, a nossa voca\u00e7\u00e3o \u00e9 conectar pontos, sobretudo o ponto real com o virtual. Como se conectam, ent\u00e3o, estes pontos e todos os outros?<\/p>\n<p class=\"Paragraph\" style=\"margin-bottom: 6.5pt; text-align: justify;\">Com perspectivas.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/Pexels-2286921\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1283693\">Pexels<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1283693\">Pixabay<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Modos de intera\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10031,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[57,62],"tags":[],"class_list":["post-10030","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-miguel-oliveira-panao","category-modos-de-interacao-entre-ciencia-e-religiao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10030","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10030"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10030\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10241,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10030\/revisions\/10241"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10031"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}