{"id":3295,"date":"2025-12-15T10:04:05","date_gmt":"2025-12-15T10:04:05","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/v3\/?p=3295"},"modified":"2025-12-15T10:04:05","modified_gmt":"2025-12-15T10:04:05","slug":"natal-tempo-para-o-acolhimento","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/v3\/2025\/12\/15\/natal-tempo-para-o-acolhimento\/","title":{"rendered":"Natal, tempo para o acolhimento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Mensagem de Natal 2025<\/p>\n\n\n\n<p>Deus desce e vem at\u00e9 n\u00f3s. Ele \u00e9 amor misericordioso e o seu projeto de amor, que se estende e realiza na hist\u00f3ria \u00e9, primeiramente, o seu descer e vir estar entre n\u00f3s, para nos libertar da escravid\u00e3o, dos medos, do pecado e do poder da morte. Em cada Natal, celebramos a presen\u00e7a de Deus entre n\u00f3s. Sempre que constru\u00edmos o Pres\u00e9pio, fazemos mem\u00f3ria do nascimento de Jesus em Bel\u00e9m. \u00c9 tempo de tomarmos mais consci\u00eancia do amor que Deus tem por n\u00f3s, enviando-nos o seu Filho.<\/p>\n\n\n\n<p>O Advento e o Natal s\u00e3o tempo de irmos ao encontro de Jesus. Em cada Natal, somos convidados a fazer do nosso cora\u00e7\u00e3o a casa de Jesus, a abrir os nossos cora\u00e7\u00f5es para o amor e a luz que Jesus nos traz.<\/p>\n\n\n\n<p>O nascimento do Menino Jesus \u00e9 fonte de esperan\u00e7a e promessa de futuro. Sempre que festejamos este nascimento, somos convidados \u00e0 esperan\u00e7a e, por esta raz\u00e3o, somos desafiados a realizar gestos audazes de f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade. A fonte da nossa esperan\u00e7a \u00e9 Cristo ressuscitado que nos promete a vida eterna. O Natal e a P\u00e1scoa s\u00e3o sempre uma bela ocasi\u00e3o para alimentarmos a nossa vida crist\u00e3, uma vez que fomos salvos pela esperan\u00e7a. O Jubileu que estamos a terminar tem de se prolongar na vida dos crist\u00e3os, da Igreja e dos homens e mulheres de boa vontade. A constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa \u00e9 trabalho de todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus nasceu pobre e levou uma vida simples. Com um olhar misericordioso e o cora\u00e7\u00e3o cheio de amor, Ele dirigiu-se \u00e0s suas criaturas, preocupando-se com a sua condi\u00e7\u00e3o humana e, portanto, com a sua pobreza. \u00abEle mesmo se fez pobre, nasceu segundo a carne como n\u00f3s e reconhecemo-lo na pequenez de uma crian\u00e7a recostada numa manjedoura e na extrema humilha\u00e7\u00e3o da cruz, onde partilhou a nossa radical pobreza, que \u00e9 a morte\u00bb (<em>Dilexi te<\/em>, n\u00ba 16).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, os sinais que acompanham a vida e a prega\u00e7\u00e3o de Jesus s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es de amor e de compaix\u00e3o com as quais Deus olha para os doentes, os pobres e os pecadores que, em virtude da sua condi\u00e7\u00e3o, eram marginalizados na sociedade, inclusivamente pela religi\u00e3o. Aqueles que s\u00e3o fr\u00e1geis e os que nasceram com menos possibilidades n\u00e3o podem valer menos como seres humanos e nem devem limitar-se, apenas, a sobreviver.<\/p>\n\n\n\n<p>Do que fizermos pela sociedade, depende tamb\u00e9m o nosso futuro; ou reconquistamos a nossa dignidade moral e espiritual ou ca\u00edmos no abismo da morte. O Natal ganha sentido quando vemos Cristo no rosto dos necessitados e dos sofredores.<\/p>\n\n\n\n<p>O amor pelos pobres \u00e9 um elemento essencial da hist\u00f3ria de Deus connosco, e irrompe do pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o da Igreja como um apelo cont\u00ednuo ao cora\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os, tanto das suas comunidades, como de cada um individualmente. Neste Natal, centremos a nossa aten\u00e7\u00e3o nos migrantes. O Papa Francisco recordava que a miss\u00e3o da Igreja junto aos migrantes e refugiados era ampla, insistindo que \u00aba resposta ao desafio colocado pelas migra\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas pode-se resumir em quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar. Em cada migrante rejeitado, \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo que bate \u00e0 nossa porta, \u00e0s portas da comunidade. N\u00e3o esque\u00e7amos que o Evangelho s\u00f3 \u00e9 cr\u00edvel quando se traduz em gestos de proximidade e de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Convido cada um a refletir sobre o seu Natal. Perguntemo-nos: Como acolhemos a ternura e o amor de Deus? Procuremos viver um verdadeiro Natal crist\u00e3o, preparar o nosso cora\u00e7\u00e3o, na humildade, na generosidade, no sil\u00eancio interior, na reconcilia\u00e7\u00e3o com Deus e com todos os irm\u00e3os. Proponho dois gestos muito simples para este Natal:<\/p>\n\n\n\n<p>1. Construirmos o Pres\u00e9pio em fam\u00edlia e fazermos o esfor\u00e7o por viver com simplicidade e sem desperd\u00edcios estas festas, sem nos deixarmos apanhar pela sede consumista que esta quadra nos oferece;<\/p>\n\n\n\n<p>2. Convidar para a nossa mesa de Natal algu\u00e9m que esteja s\u00f3 ou viva com dificuldade. Assim, celebraremos Jesus que nasce no cora\u00e7\u00e3o da humanidade mais sofredora.<\/p>\n\n\n\n<p>Um feliz e santo Natal, com votos de muitas b\u00ean\u00e7\u00e3os para o ano 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>\u2020<\/em> Ant\u00f3nio Manuel Moiteiro Ramos,<em> Bispo de Aveiro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal 2025 Deus desce e vem at\u00e9 n\u00f3s. Ele \u00e9 amor misericordioso e o seu projeto de amor, que se estende e realiza na hist\u00f3ria \u00e9, primeiramente, o seu descer e vir estar entre n\u00f3s, para nos libertar da escravid\u00e3o, dos medos, do pecado e do poder da morte. 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