{"id":249,"date":"2016-01-12T16:29:39","date_gmt":"2016-01-12T16:29:39","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/mcc\/?p=249"},"modified":"2016-01-12T16:30:29","modified_gmt":"2016-01-12T16:30:29","slug":"sede-misericordiosos-como-o-vosso-pai-e-misericordioso","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/mcc\/?p=249","title":{"rendered":"Sede misericordiosos como o vosso Pai \u00e9 misericordioso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No dia 13 de mar\u00e7o de 2015, data do segundo anivers\u00e1rio da sua elei\u00e7\u00e3o, o Papa Francisco anunciou um Jubileu extraordin\u00e1rio dedicado \u00e0 Miseric\u00f3rdia. Neste sentido, publicou, no passado dia 11 de abril, a Bula de Proclama\u00e7\u00e3o do Ano Santo intitulada Misericordiae Vultus. Este Ano Santo ter\u00e1 in\u00edcio a 8 de dezembro de 2015, em Roma, solenidade da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, e a 13 de dezembro em todas as Dioceses, concluindo-se a 20 de novembro de 2016, domingo de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, rosto vivo da miseric\u00f3rdia do Pai. Misericordiosos como o Pai \u00e9 o lema deste Ano Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. Significado e fundamento da miseric\u00f3rdia<\/strong><br \/>\nAtualmente, a palavra miseric\u00f3rdia parece n\u00e3o ter lugar no vocabul\u00e1rio. Fruto da cultura e mentalidade contempor\u00e2neas, que tendem a separar da vida e a tirar do cora\u00e7\u00e3o humano a pr\u00f3pria ideia da miseric\u00f3rdia, \u00e9 imprescind\u00edvel torn\u00e1-la conhecida, traz\u00ea-la \u00e0 exist\u00eancia com o significado e atributos que ela merece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra \u2018miseric\u00f3rdia\u2019 significa \u2018cora\u00e7\u00e3o sens\u00edvel\u2019. N\u00e3o um \u2018sens\u00edvel\u2019 no sentido de um simples sentimento, mas um ser \u2018sens\u00edvel \u00e0 mis\u00e9ria\u2019; um cora\u00e7\u00e3o atento \u00e0 necessidade do outro, sobretudo do fr\u00e1gil, do pobre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Sagrada Escritura, a \u2018miseric\u00f3rdia\u2019 \u00e9 a palavra-chave para indicar o agir de Deus em nosso favor. No Antigo Testamento verificamos que o conceito da miseric\u00f3rdia de Deus foi evoluindo. A miseric\u00f3rdia de Deus era vista como a benevol\u00eancia de um Deus Todo Poderoso mas distante, que estava no C\u00e9u e a enviava ao seu povo nos momentos mais dif\u00edceis da hist\u00f3ria; a sua bondade prevalecia sobre o castigo e a destrui\u00e7\u00e3o. No Novo Testamento, com Jesus a Alian\u00e7a de Deus estende-se a toda a humanidade. Jesus Cristo revelou a sua plenitude. \u00abA Deus jamais algu\u00e9m o viu. O Filho Unig\u00e9nito, que \u00e9 Deus e est\u00e1 no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer\u00bb (Jo 1,18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus \u00e9 a fonte e a origem da verdadeira miseric\u00f3rdia, s\u00f3 Ele \u00e9 totalmente misericordioso. Por isso, podemos cantar \u2018Kyrie eleison\u2019 (Senhor, miseric\u00f3rdia), quer dizer, \u2018Senhor, inclina-Te para n\u00f3s\u2019. Em Jesus Cristo revela-se o rosto da miseric\u00f3rdia do Pai. \u00abCom a sua palavra, os seus gestos e toda a sua pessoa, Jesus de Nazar\u00e9 revela a miseric\u00f3rdia de Deus\u00bb (MV n\u00ba1). Mais ainda, Jesus n\u00e3o veio ao mundo pelos justos, mas sim pelos pecadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema da miseric\u00f3rdia exige ser reproposto com um novo entusiasmo e uma a\u00e7\u00e3o pastoral renovada. \u00c9 determinante para a Igreja e para a credibilidade do seu an\u00fancio que viva e testemunhe ela mesma a miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. A Miseric\u00f3rdia \u00e9 o modo de amar de Deus<\/strong><br \/>\nA miseric\u00f3rdia torna a hist\u00f3ria de Deus com Israel uma hist\u00f3ria de salva\u00e7\u00e3o. A grande mensagem de Deus \u00e9 a miseric\u00f3rdia. Na miseric\u00f3rdia temos a prova de como Deus ama. Deus, Aquele que est\u00e1 presente, que \u00e9 pr\u00f3ximo, providente, santo e misericordioso, n\u00e3o veio para condenar, mas para salvar. A miseric\u00f3rdia de Deus \u00e9 maior do que qualquer pecado! Paciente e misericordioso \u00e9 o bin\u00f3mio que aparece, frequentemente, no Antigo Testamento para descrever a natureza de Deus. A Miseric\u00f3rdia \u00e9 o aut\u00eantico nome de Deus. Sendo que Deus \u00e9 amor-caridade, a miseric\u00f3rdia pode considerar-se o cora\u00e7\u00e3o de toda a espiritualidade crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A riqueza da miseric\u00f3rdia de Deus manifestou-se atrav\u00e9s de Jesus Cristo que encarnou e \u201carmou a sua tenda entre n\u00f3s\u201d. (cf. Lc 1,14). Jesus de Nazar\u00e9 revela a miseric\u00f3rdia de Deus. A miss\u00e3o que Jesus recebeu do Pai foi a de revelar o mist\u00e9rio do amor divino na sua plenitude. \u00abDeus \u00e9 amor\u00bb (1 Jo 4, 8.16), afirma-o, pela primeira e \u00fanica vez em toda a Escritura, o evangelista Jo\u00e3o. \u00abQuem o v\u00ea, v\u00ea o Pai\u00bb (cf. Jo 14,9). Agora, este amor tornou-se vis\u00edvel e palp\u00e1vel em toda a vida de Jesus. Jesus revela a natureza de Deus como a de um Pai que nunca se d\u00e1 por vencido, enquanto n\u00e3o tiver dissolvido o pecado e superada a recusa com a compaix\u00e3o e a miseric\u00f3rdia. Tudo nele fala de miseric\u00f3rdia. Nele, nada h\u00e1 que seja desprovido de compaix\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S. Paulo, que aborda, por v\u00e1rias vezes, o tema da miseric\u00f3rdia, refere que na pessoa de Jesus Cristo, nas suas palavras e a\u00e7\u00f5es, se revela o \u201cPai da miseric\u00f3rdia e o Deus de toda consola\u00e7\u00e3o\u201d (2 Cor 1,3). Ainda, \u00e9 atrav\u00e9s da miseric\u00f3rdia que \u201cDeus manifesta a sua caridade para com o ser humano\u201d (Rm 5,8). Vendo que a multid\u00e3o de pessoas que O seguia estava cansada e abatida, Jesus sentiu, no fundo do cora\u00e7\u00e3o, uma intensa compaix\u00e3o por elas (cf. Mt 9,36). Em virtude deste amor compassivo, curou os doentes que Lhe foram apresentados (cf. Mt 14,14) e, com poucos p\u00e3es e peixes, saciou grandes multid\u00f5es (cf. Mt 15,37). Em todas as circunst\u00e2ncias, o que movia Jesus era apenas a miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abBem-aventurados os misericordiosos, porque alcan\u00e7ar\u00e3o miseric\u00f3rdia\u00bb. Esta miseric\u00f3rdia de Deus para cada um de n\u00f3s introduz-nos no dinamismo do perd\u00e3o e da reconcilia\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio Deus e, sobretudo, com o irm\u00e3o. A pessoa movida por miseric\u00f3rdia reconhece e sente a sua pr\u00f3pria fragilidade e pequenez, sendo ela mesma sinal de miseric\u00f3rdia. Para fazermos emergir Jesus como o rosto misericordioso de Deus Pai, temos de agir do mesmo modo, deixar-nos imbuir da sua palavra e agir em conformidade com ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. O disc\u00edpulo de Jesus Cristo, um agente de miseric\u00f3rdia<\/strong><br \/>\nOs ensinamentos de Jesus convidam a n\u00e3o responder ao mal com o mal. Mais ainda, Jesus desafia-nos tamb\u00e9m a deixar de condenar e julgar os outros, pondo em pr\u00e1tica aquilo que Ele mesmo diz: \u00abN\u00e3o julgueis, para n\u00e3o serdes julgados; (\u2026) Porque reparas no argueiro que est\u00e1 na vista do teu irm\u00e3o, e n\u00e3o v\u00eas a trave que est\u00e1 na tua vista?\u00bb (Mt 7,1-3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A f\u00e9 crist\u00e3 sup\u00f5e a aten\u00e7\u00e3o ao outro. Quem se torna um disc\u00edpulo de Jesus Cristo deve ser um agente da miseric\u00f3rdia de Deus para com as pessoas, os pobres e os pecadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em toda a sua vida, Jesus identificou-se com aquelas pessoas cuja dignidade estava, por vezes, diminu\u00edda ou fragilizada. Ter miseric\u00f3rdia \u00e9 a configura\u00e7\u00e3o por excel\u00eancia do rosto dos seguidores e seguidoras de Jesus. \u00c9 o uso da \u2018miseric\u00f3rdia\u2019 que capacita as pessoas na pr\u00e1tica do relacionamento de proximidade com os outros e com Deus. \u00abComo parece dif\u00edcil, tantas vezes, perdoar! E, no entanto, o perd\u00e3o \u00e9 o instrumento colocado nas nossas fr\u00e1geis m\u00e3os para alcan\u00e7ar a serenidade do cora\u00e7\u00e3o. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a viol\u00eancia e a vingan\u00e7a s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para se viver feliz\u00bb (MV n\u00ba9).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus, no discurso das bem-aventuran\u00e7as, exorta os ouvintes a serem misericordiosos tal como Deus Pai \u00e9 misericordioso. \u00abSede misericordiosos como vosso Pai \u00e9 misericordioso\u00bb (Lc 6,36). O mesmo sentido se pode ver nas cartas de Paulo: assim como Deus \u00e9 misericordioso, tamb\u00e9m os crist\u00e3os devem mostrar os mesmos sentimentos para com os seus semelhantes, devendo revestir-se de \u201centranhas de miseric\u00f3rdia\u201d (cf. Cl 3,12; Fl 2,1). Este \u00e9 um desafio e programa de vida proposto a todos, mas temos que nos p\u00f4r \u00e0 escuta da Palavra de Deus, l\u00ea-la, medit\u00e1-la e assumi-la na vida, na certeza de que seremos amados para sempre, apesar da limita\u00e7\u00e3o do nosso pecado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrir o cora\u00e7\u00e3o \u00e0 miseric\u00f3rdia \u00e9 viver \u201cas obras de miseric\u00f3rdia\u201d, fazer a experi\u00eancia do encontro, da \u2018peregrina\u00e7\u00e3o\u2019 pelas variadas periferias existenciais. O Papa Francisco pede-nos que redescubramos e ponhamos em pr\u00e1tica, na catequese e na pastoral das nossas comunidades crist\u00e3s, as obras de miseric\u00f3rdia. \u00ab\u00c9 meu vivo desejo que o povo crist\u00e3o reflita, durante o Jubileu, sobre as obras de miseric\u00f3rdia corporal e espiritual. Ser\u00e1 uma maneira de acordar a nossa consci\u00eancia, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no cora\u00e7\u00e3o do Evangelho, onde os pobres s\u00e3o os privilegiados da miseric\u00f3rdia divina. A prega\u00e7\u00e3o de Jesus apresenta-nos estas obras de miseric\u00f3rdia, para podermos perceber se vivemos ou n\u00e3o como seus disc\u00edpulos. Redescubramos as obras de miseric\u00f3rdia corporal: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assist\u00eancia aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos. E n\u00e3o esque\u00e7amos as obras de miseric\u00f3rdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paci\u00eancia as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos\u00bb (MV n\u00ba 15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. Abrir a porta \u00e0 miseric\u00f3rdia de Deus<\/strong><br \/>\nJesus apresenta-se como a \u201cporta das ovelhas\u201d (Jo 10,7). Apenas atrav\u00e9s de Jesus se pode aceder legitimamente \u00e0s ovelhas e s\u00f3 atrav\u00e9s d\u2019Ele as ovelhas encontram a salva\u00e7\u00e3o e a liberdade. A \u2018porta\u2019 \u00e9 s\u00edmbolo de entrada e sa\u00edda: de entrada, enquanto express\u00e3o de querer integrar uma comunidade que anuncia, celebra e vive a sua f\u00e9; e de sa\u00edda, enquanto nos abre ao mundo, espa\u00e7o onde o crist\u00e3o deve testemunhar a sua f\u00e9 e construir uma sociedade nova.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A finalidade do Evangelho \u00e9 abrir-nos a porta de acesso a Jesus: \u201cEu vim para que tenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia\u201d (Jo 10,10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando no dia treze de dezembro, \u00e0s dezasseis horas, abrirmos a porta da nossa Catedral, quereremos tomar consci\u00eancia desta realidade: que somos uma comunidade crente que celebra a sua f\u00e9 e, ao mesmo tempo, quer sair para o mundo, para a\u00ed nos afirmarmos e testemunharmos o nosso ser crist\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Jubileu, que aparece j\u00e1 no Antigo Testamento como um tempo, essencialmente, de perd\u00e3o de d\u00edvidas (Lev 25, 8-17), apela a que cada um de n\u00f3s, individual e comunitariamente, se empenhe tamb\u00e9m em ser sinal de reconcilia\u00e7\u00e3o e de santifica\u00e7\u00e3o. Os meios propostos para a viv\u00eancia deste Ano Jubilar s\u00e3o a peregrina\u00e7\u00e3o, o jejum\/partilha, o sacramento da reconcilia\u00e7\u00e3o e a indulg\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A \u2018peregrina\u00e7\u00e3o\u2019,<\/strong> imagem de caminho, deve levar-nos a sair ao encontro dos que andam mais afastados da f\u00e9 e dos \u2018feridos\u2019 da sociedade. As periferias existem quer na nossa Igreja quer na sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u2018jejum\u2019 <\/strong>s\u00f3 tem sentido se for partilhado, nomeadamente com os mais d\u00e9beis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A \u2018reconcilia\u00e7\u00e3o<\/strong>\u2019, na qual o sacramento da penit\u00eancia \u00e9 um dos momentos importantes, deve ser um sinal da miseric\u00f3rdia do Pai, traduzida, entre n\u00f3s, em gestos significativos e como redobrado apelo \u00e0 convers\u00e3o e mudan\u00e7a de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A \u00b4indulg\u00eancia<\/strong>\u00b4 consiste na rece\u00e7\u00e3o de uma gra\u00e7a especial concedida pelo Santo Padre, enquanto mediador e dispensador do tesouro da gra\u00e7a da Igreja. Os sacramentos da eucaristia e da confiss\u00e3o, a caridade e a ora\u00e7\u00e3o pelas inten\u00e7\u00f5es do Santo Padre s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es indispens\u00e1veis para \u2018lucrar\u2019 a indulg\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como momentos importantes na vida da nossa Igreja Diocesana, e que constam do nosso Plano Diocesano de Pastoral, cujo lema \u00e9 \u201cIgreja de Aveiro, vive a alegria da miseric\u00f3rdia\u201d, assinalamos as caminhadas de Advento\/Natal e a Quaresma\/P\u00e1scoa, com din\u00e2micas e temas de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 sobre a miseric\u00f3rdia; as \u2018vinte e quatro horas para o Senhor\u2019, nos dias quatro e cinco de mar\u00e7o; a peregrina\u00e7\u00e3o da Imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima, culminando com o Dia da Igreja Diocesana, em dez de abril, e a prepara\u00e7\u00e3o diocesana para o Congresso Eucar\u00edstico Nacional, a realizar em F\u00e1tima, entre os dias dez e doze de junho. Para al\u00e9m destes momentos, deseja-se que toda a Pastoral dos secretariados, arciprestados, par\u00f3quias e movimentos apost\u00f3licos se mobilize em ordem \u00e0 viv\u00eancia da miseric\u00f3rdia, que \u00e9 o modo de amar de Deus, o seu aut\u00eantico nome, que se humaniza em Jesus Cristo e no estilo de vida dos seus disc\u00edpulos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que por meio do nosso an\u00fancio e das nossas obras, possa chegar a todos o b\u00e1lsamo da miseric\u00f3rdia como sinal do reino de Deus j\u00e1 presente no meio de n\u00f3s, proclamando: \u00abSede misericordiosos como vosso Pai Celeste \u00e9 misericordioso\u00bb (Lc 6,36).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria, a M\u00e3e da Miseric\u00f3rdia, e Santa Joana nossa Padroeira, nos acompanhem com a for\u00e7a da sua intercess\u00e3o e o est\u00edmulo do seu exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aveiro, 13 de dezembro de 2015<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ Ant\u00f3nio Moiteiro, vosso bispo e irm\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 13 de mar\u00e7o de 2015, data do segundo anivers\u00e1rio da sua elei\u00e7\u00e3o, o Papa Francisco anunciou um Jubileu extraordin\u00e1rio dedicado \u00e0 Miseric\u00f3rdia. Neste sentido, publicou, no passado dia 11 de abril, a Bula de Proclama\u00e7\u00e3o do Ano Santo intitulada Misericordiae Vultus. 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