{"id":119,"date":"2013-04-12T12:07:06","date_gmt":"2013-04-12T12:07:06","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/mcc\/?page_id=119"},"modified":"2013-04-12T12:16:51","modified_gmt":"2013-04-12T12:16:51","slug":"eduardo-bonnin","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/mcc\/?page_id=119","title":{"rendered":"Eduardo Bonnin"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b>EDUARDO BONNIN<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><a href=\"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/mcc\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Eduardo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-120 aligncenter\" alt=\"Eduardo\" src=\"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/mcc\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Eduardo.jpg\" width=\"540\" height=\"404\" srcset=\"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/mcc\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Eduardo.jpg 1120w, http:\/\/diocese-aveiro.pt\/mcc\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Eduardo-300x225.jpg 300w, http:\/\/diocese-aveiro.pt\/mcc\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Eduardo-1024x768.jpg 1024w, http:\/\/diocese-aveiro.pt\/mcc\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Eduardo-150x112.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eduardo Bonnin nasceu em 04 de Maio de 1917, em Palma de Maiorca, no seio de uma fam\u00edlia tradicional com 10 irm\u00e3os, 3 rapazes e 7 raparigas, sendo um dos seus irm\u00e3os Sacerdote e uma irm\u00e3 Freira. Pertencia a uma classe de sociedade alta e de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, com uma boa situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica uma vez que os seus pais eram propriet\u00e1rios da Almasa SA (Am\u00eandoas de Maiorca).<\/p>\n<p>Desde novo o seu av\u00f4 influenciou-o muito para a leitura\u2026 disse um dia numa entrevista: que preferia um dia sem comer que um dia sem ler. \u00c9 educado num col\u00e9gio. Mas o seu av\u00f4 foi a principal refer\u00eancia na sua forma\u00e7\u00e3o intelectual, moral e social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eduardo teve desde jovem, a vis\u00e3o e a inquieta\u00e7\u00e3o de levar o Evangelho aos mais afastados de Cristo.<\/p>\n<p>Eduardo Bonn\u00edn de Aguil\u00f3, alistou-se no servi\u00e7o militar em 1937, em plena \u00e9poca de Guerra Civil. A\u00ed foi confrontado com um mundo de homens, onde a grande maioria eram Jovens como ele, mas viviam na maior mis\u00e9ria moral e religiosa e, em ambientes claramente hostis \u00e0 religi\u00e3o cat\u00f3lica. Foi no meio deste ambiente, que Eduardo conservou intactos, uma s\u00e9rie de comportamentos evang\u00e9licos e de valores crist\u00e3os, que lhe vinham do ber\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Terminada a Guerra Civil Espanhola em 1939, o Presidente da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Manuel Aparici, continua a prepara\u00e7\u00e3o de Jovens para a Peregrina\u00e7\u00e3o a Santiago de Compostela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 nesta exalta\u00e7\u00e3o e ardor apost\u00f3lico, que aparece o Jovem Eduardo Bonn\u00edn como um l\u00edder incontest\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas a 2\u00aa. Guerra Mundial leva-o a ficar no servi\u00e7o militar at\u00e9 ao ano de 1946. Foi durante o servi\u00e7o militar que Eduardo conheceu os ambientes descristianizados e hostis ao catolicismo e a realidade aut\u00eantica de todas as classes sociais da \u00e9poca. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas tamb\u00e9m foi l\u00e1, que encontrou valores e comportamentos evang\u00e9licos reais, em rela\u00e7\u00e3o aos muito piedosos que bem conhecia.<\/p>\n<p>O servi\u00e7o militar para Eduardo, foi uma Escola ambiental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A 6 de Fevereiro de 1940 o Papa Pio XII, dirigiu aos P\u00e1rocos e Pregadores Quaresmais um discurso, no sentido de promoverem paroquialmente iniciativas evang\u00e9licas de \u00edndole ambiental, conforme a Par\u00f3quia, mas sem grandes formalismos, para cativarem os Jovens para a Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1941, aparece o Jovem Eduardo Bonn\u00edn, a discursar numa Assembleia Paroquial, sobre \u201ca identifica\u00e7\u00e3o dos ambientes e a influ\u00eancia das pessoas na sua transforma\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os Jovens j\u00e1 conheciam bem, a figura de l\u00edder que era Eduardo, mas depois deste discurso, a inquieta\u00e7\u00e3o da Direc\u00e7\u00e3o da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica ficou a ser muito maior, precisavam dele para integrar os seus quadros.<\/p>\n<p>Tinha sido v\u00e1rias vezes convidado para pertencer, mas ia recusando, at\u00e9 que em Novembro de 1942, aceita fazer parte da Direc\u00e7\u00e3o da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Juvenil, com a responsabilidade da Reconstru\u00e7\u00e3o Espiritual.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o fazia parte da Ac\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica e a sua maneira de ser n\u00e3o me entusiasmava a entrar. Sempre gostei de ser livre, acredito que o que tem valor \u00e9 a liberdade. Quando te condicionam come\u00e7as a perder. E o pior \u00e9 quando algu\u00e9m pretende que os seus erros de ortografia se convertam em regras de gram\u00e1tica.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Eu dizia que nem todos da ac\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica eram tontos, mas que todos os tontos se inscreviam na Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 nesta qualidade, que o seu amigo Jos\u00e9 Ferragut, Presidente da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica na Diocese de Palma, o convida para participar no 2\u00ba. Cursilho de Chefes de Peregrinos, para este, vieram outros jovens de Madrid, com outro estilo e outras coisas. Aceita o convite e frequenta durante uma semana o 2\u00ba. Cursilho de Chefes de Peregrinos que se realiza no Santu\u00e1rio Senhora de Luc em Maiorca, durante a Semana Santa de 1943, depois de ter recusado participar no 1\u00ba em 1941.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois de frequentar o Cursilho e porque Eduardo Bonn\u00edn conhecia os ambientes do mundo, entendeu que era necess\u00e1rio preparar Jovens para irem em Peregrina\u00e7\u00e3o a Santiago de Compostela, mas tamb\u00e9m, preparar Jovens para os ambientes da vida, para o mundo.<\/p>\n<p>Eram necess\u00e1rios Jovens com f\u00e9, para abrirem novos caminhos, para rasgarem as fronteiras do comodismo e do beatismo, Jovens que incondicionalmente aderissem \u00e0 mensagem que Cristo trouxe ao mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E \u00e9 nesta esperan\u00e7a de prosperidade Crist\u00e3, que depois do Cursilho Eduardo disse; que a mensagem lhe parecia correcta, mas os participantes estavam inquietos, por demorar uma semana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 integrado na Direc\u00e7\u00e3o da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica e da inquieta\u00e7\u00e3o que trazia do Cursilho de Chefe de Peregrinos, come\u00e7ou por colocar quest\u00f5es importantes sobre as diversas situa\u00e7\u00f5es que lhe pareciam menos correctas.<\/p>\n<p>Quem devia ou n\u00e3o participar no Cursilho, a dura\u00e7\u00e3o do mesmo, que Rolhos e Medita\u00e7\u00f5es deviam ser proclamados!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por ter manifestado este tipo de opini\u00e3o, veio de imediato o 1\u00ba conflito com alguns Dirigentes da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica mais conservadores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas teve o apoio do Assistente Espiritual Pe. Jos\u00e9 Dameto, do Presidente Jos\u00e9 Font e dos Dirigentes, Jos\u00e9 Ferragut, Jaime Riutort, Joan Mir, Andr\u00e9s Rull\u00e1n, Bartolom\u00e9 Riutort e Guilhermino Estarellas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi entre estes e neste ambiente, que ficou decidido, que os futuros Cursilhos de Chefes de Peregrinos, se passavam a realizar em tr\u00eas dias e tr\u00eas noites, com participantes de diferentes n\u00edveis sociais e de f\u00e9, inteligentes ou ignorantes ou seja, que os Cursilhos passavam a ser heterog\u00e9neos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 aqui, que aparece o perfil do leigo Eduardo Bonn\u00edn, que por inspira\u00e7\u00e3o divina, aperfei\u00e7oa v\u00e1rios Rolhos, \u201cPiedade, Estudo, Ac\u00e7\u00e3o, Dirigentes e prepara o Rolho \u201cEstudo e Anima\u00e7\u00e3o do Ambiente\u201d, propulsor de uma nova forma de evangelizar os ambientes do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 aqui e assim, que se cria a g\u00e9nese do M\u00e9todo do Movimento dos Cursilhos de Cristandade, assente numa Ess\u00eancia e com uma Finalidade, diferente da dos Cursilhos de Adelantados de Peregrinos da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi neste clima bastante conturbado, que nasce o primeiro Cursilho de Cristandade, onde pela primeira vez, \u00e9 inclu\u00eddo o Rolho do Estudo e Anima\u00e7\u00e3o dos Ambientes, de 20 a 23 de Agosto de 1944, com 14 assistentes, num Chal\u00e9 de Cala Figuera de Santanyi em Palma de Maiorca,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Que teve como Reitor Eduardo Bonn\u00edn, como membros da equipa, Jaime Riutort e Jos\u00e9 Ferragut e como Assistente Espiritual D. Juan Juli\u00e1, que foi ao Cursilho proclamar as Medita\u00e7\u00f5es da manh\u00e3 e presidir \u00e0 Celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia no \u00faltimo dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os esquemas dos Rolhos utilizados nesse Cursilho, t\u00eam-se mantido inalterados no Secretariado de Palma at\u00e9 aos nossos dias assim como, as Medita\u00e7\u00f5es que D. Juan Cap\u00f3 proclamou no Cursilho numerado com o n\u00ba. 1 em 1949,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mais dois Rolhos preparados por Eduardo e inclu\u00eddos nos anos 50, \u201cSeguro total e Reuni\u00e3o de Grupo\u201d. (Rolho Grupo e Ultreia).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Bispo D.Juan Hervas Chega a Palma em Mar\u00e7o de 1947. D. Juan Herv\u00e1s depois de tomar contacto com a realidade dos Cursilhos, convoca os seus Dirigentes para uma reuni\u00e3o, ficando decidido, que de futuro passavam a reunir semanalmente no Pal\u00e1cio Episcopal em Palma e que a Escola de Dirigentes de Palma, passava a ser considerada institucional e o seu N\u00facleo de Dirigentes o Fundacional dos Cursilhos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em Novembro de 1949 realizava-se em Palma de Maiorca a XI Assembleia Plen\u00e1ria Diocesana da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica. Eduardo Bonn\u00edn apresentou o resumo das actividades realizadas durante o ano e o projecto para o seguinte, tendo citado que; \u201centre todas as que tinham sido realizadas, as que tinham sobressa\u00eddo, foram os Cursilhos de Cristandade\u201d, acrescentado de seguida que; pedia publicamente a D. Herv\u00e1s que decidisse, \u201cse os que queria ou n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>E Eduardo continuou; \u201cse nos diz que temos de parar, pararemos, se nos disser que podemos continuar, continuaremos?\u201d<\/p>\n<p>Eduardo Bonn\u00edn repetiu esta frase 3 vezes, para que ningu\u00e9m tivesse d\u00favidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>D. Juan Herv\u00e1s, levantou-se e disse a frase conhecida de todos n\u00f3s, \u201c Eu, os Cursilhos de Cristandade, n\u00e3o os aben\u00e7oo com uma das m\u00e3os, mas sim com as duas\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 neste ambiente de euforia Crist\u00e3, que se v\u00e3o realizando Cursilhos quase todos os meses, at\u00e9 que, em Dezembro de 1954, D. Juan Herv\u00e1s cria em Palma de Maiorca o Secretariado Diocesano dos Cursilhos de Cristandade.<\/p>\n<p>E em 1955 \u00e9 transferido pelo Episcopado Espanhol e colocado em Madrid, como \u201cBispo Prior das Ordens Militares da Cidade Real\u201d.<\/p>\n<p>Entre Maio de 1964 e Outubro de 1966, h\u00e1 diversas diverg\u00eancias entre ele e Eduardo Bonn\u00edn, sobre a verdadeira origem do Movimento dos Cursilhos de Cristandade.<\/p>\n<p>Em Novembro de 1972, participa no III Encontro Mundial de Dirigentes em Palma de Maiorca, com 147 Delegados vindos dos diversos Pa\u00edses do Mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eduardo Bonn\u00edn esteve presente neste Encontro, onde se reconheceu a necessidade da cria\u00e7\u00e3o de um livro de orienta\u00e7\u00e3o Universal do MCC, ao qual se iria dar o nome de \u201cIdeias Fundamentais\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pe. Sebasti\u00e1n Gay\u00e1, em 1944 funda a Escola de propagandistas da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica em Palma de Maiorca, em Novembro de 1947 \u00e9 nomeado por D. Juan Herv\u00e1s Assistente Espiritual dos Jovens da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica da Diocese de Palma de Maiorca, em substitui\u00e7\u00e3o do Pe. Jos\u00e9 Dameto, ficando a acumular com o de Secret\u00e1rio da C\u00e2mara Eclesi\u00e1stica e deixa a sua ac\u00e7\u00e3o na Pastoral Universit\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em Agosto de 1948 realiza-se a Peregrina\u00e7\u00e3o de Jovens de Espanha a Santiago de Compostela.<\/p>\n<p>E apesar das grandes dificuldades materiais, log\u00edsticas e econ\u00f3micas, 623 jovens de Palma de Maiorca, v\u00e3o em Peregrina\u00e7\u00e3o a Santiago. \u00a0 Mas a viagem tamb\u00e9m precisava de alimento espiritual. Para o efeito, s\u00e3o aproveitados alguns textos de Rub\u00e9n D\u00e1rio e o Pe. Sebasti\u00e1n Gay\u00e1, elabora outros para a \u201cHora Apost\u00f3lica\u201d e para alguns actos \u201cLit\u00fargicos\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 assim, que aparece um livrinho de bolso, que se vai chamar, \u201cGuia do Peregrino\u201d.<\/p>\n<p>O Pe. Sebasti\u00e1n Gay\u00e1 era um Sacerdote Jovem, com uma j\u00e1 reconhecida lideran\u00e7a e capacidade de interven\u00e7\u00e3o nos meios eclesiais e culturais, pelo que, depois de ter assumido a Assist\u00eancia Espiritual dos Jovens da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica em Palma de Maiorca, acelerou todo o processo para o reconhecimento dos Cursilhos pela Igreja, atrav\u00e9s do Bispo D. Juan Herv\u00e1s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Algum tempo depois de D. Juan Herv\u00e1s ter sido transferido e de estar a trabalhar na Cidade Real, ele vai para l\u00e1 e passa a ser o seu mais destacado e directo colaborador.<\/p>\n<p>Em Abril de 1974, esteve em Palma de Maiorca para uma reuni\u00e3o com a presen\u00e7a do Pe. Sebasti\u00e1n Gay\u00e1, Pe. Arizti, Eduardo Bonn\u00edn e Carlos M\u00e2ntica, com a finalidade de ultimarem a concretiza\u00e7\u00e3o escrita, das ideias b\u00e1sicas da identidade do livro IF, para posterior publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Gay\u00e1 e Bonn\u00edn embora tivessem discordado de muitas coisas, havia algumas em que sempre estiveram de acordo, entre elas as que; \u201cO Cursilho tinha de assumir no m\u00e9todo, uma dimens\u00e3o intercultural e ambiental, sem idade limite para qualquer participante, fosse ele Leigo ou Sacerdote\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sebastian Gaya,\u00a0\u00a0 faleceu no Per\u00fa (Am\u00e9rica Latina) onde residia, a 24 de Dezembro de 2007, os seus restos mortais, por vontade pr\u00f3pria, repousam em t\u00famulo, na Capela do Cemit\u00e9rio do Mosteiro de Santo Honorato no Monte de Randa em Palma de Maiorca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pe. Juan Cap\u00f3, um Sacerdote da Diocese de Palma, Tem o 1\u00ba contacto com os Cursilhos, na Assembleia de Jovens em Novembro de 1948, tendo aceite proclamar uma das Medita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Cursilho realizado no Mosteiro de Santo Honorato no Monte de Randa, de 7 a 10 de Janeiro de 1949 (que por ordem do Bispo D. Juan Herv\u00e1s, \u00e9 numerado oficialmente com o n\u00ba. 1), o Pe. Juan Cap\u00f3, participa e apresenta como relevante, tr\u00eas esquemas de Medita\u00e7\u00f5es, para as tr\u00eas noites do Cursilho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eduardo sentiu a for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo atrav\u00e9s daquelas Medita\u00e7\u00f5es, no cora\u00e7\u00e3o de todos os participantes.<\/p>\n<p>Depois do Cursilho, conversou com D. Juan Herv\u00e1s e com o Grupo dos iniciadores, para que as mesmas, da\u00ed em diante, passassem a ser inclu\u00eddas no Cursilho e a fazerem parte integrante do M\u00e9todo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A equipa de Dirigentes deste Cursilho, era composta pelo Assistente Espiritual Pe. Guillermo Payeras, Reitor Eduardo Bonn\u00edn, (Rolhistas) Bartolom\u00e9 Riutort, Andr\u00e9s Rull\u00e1n e Guillermo Estarellas, e o auxiliar Guillermo Font, com uma participa\u00e7\u00e3o de 21 Assistentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois deste Cursilho, aparece o 1\u00ba desentendimento entre Eduardo Bonn\u00edn e o Pe. Juan Cap\u00f3.<\/p>\n<p>Este defendia a tese, que cada Cursilhista devia ter uma Reuni\u00e3o semanal com um determinado Sacerdote, que se co-responsabilizava solenemente pelo seu aperfei\u00e7oamento espiritual, enquanto Bonn\u00edn defendia que, o m\u00e9todo da Reuni\u00e3o de Grupo, devia ser formada e mantida pela amizade entre os Cursilhistas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O desentendimento foi t\u00e3o grande, que D. Juan Herv\u00e1s determinou que, a reuni\u00e3o de Grupo n\u00e3o era pe\u00e7a essencial do m\u00e9todo.<\/p>\n<p>Passado algum tempo e depois de Eduardo Bonn\u00edn e do Pe. Juan Cap\u00f3 se terem entendido, D. Juan Herv\u00e1s, durante a Assembleia anual dos Jovens da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, em Novembro de 1949, incorpora de novo a Reuni\u00e3o de Grupo como parte integrante do m\u00e9todo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 curioso dizer, que anos mais tarde, \u00e9 o pr\u00f3prio Pe. Juan Cap\u00f3, que escreve um livro com o titulo, \u201cReuni\u00e3o de Grupo, Teoria da sua Pr\u00e1tica\u201d, onde incorpora a experi\u00eancia que ele tinha do Movimento, mas com as ideias chave de Eduardo Bonn\u00edn, conforme ainda hoje conhecemos e a &#8220;folha de servi\u00e7o ou folha de compromisso&#8221;, como proposta de D. Juan Herv\u00e1s.<\/p>\n<p>Quero sublinhar, que o livro tem uma dedicat\u00f3ria muito interessante, com o seguinte texto que passo a citar; \u201cAo Grupo de valentes que, na madrugada do inverno de 1948, tentavam, junto do Senhor, fazer a sua entrega mais eficaz e entusi\u00e1stica\u2026 A Eduardo, Jo\u00e3o, Guilherme e Ant\u00f3nio, que abriram caminho com as suas experi\u00eancias, compartilhando a alegria da descoberta e a Gra\u00e7a da primeira Reuni\u00e3o de Grupo. Agradecendo-lhes no Senhor\u201d.<\/p>\n<p>Guilhermo Estarellas, antigo dirigente que introduziu a can\u00e7\u00e3o do De Colores, num cursilho em 1948 realizado em Montision de Porreres para expressar as viv\u00eancias e sentimentos, para desintoxicar e oxigenar o esp\u00edrito no Cursilho..<\/p>\n<p>Crist\u00f3bal Almendro no ano de 1951, descobriu a analogia existente entre a Gra\u00e7a e a letra da Can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi a partir daqui que se tornou o De Colores\u00a0 como o Hino do Movimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De Agosto de 1944 a Fevereiro de 2008, Eduardo Bonn\u00edn nunca mais parou, tendo com a ajuda do Esp\u00edrito Santo, com a sua vitalidade, alegria e humildade, implantado o Carisma deste Movimento Evangelizador, em todos os Continentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Papa Paulo VI em 14 de Dezembro de 1963, declarou patrono do MCC, o \u201cApostolo S. Paulo\u201d.<\/p>\n<p>Muito mais se podia dizer sobre a hist\u00f3ria do Movimento, na pessoa de Eduardo Bonn\u00edn, mas melhor do que eu, a sua entrevista no Livro \u201cAprendiz de Crist\u00e3o\u201d a relata com toda a sua sabedoria e humildade crist\u00e3.<\/p>\n<p>Eduardo Bonn\u00edn participou em v\u00e1rias reuni\u00f5es com Leigos e Sacerdotes e em Ultreias, em todo o mundo Cursilhista, onde os Cursilhos s\u00e3o fonte de Cristianismo aut\u00eantico, foi recebido pelos mais altos Dignit\u00e1rios da Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi recebido pelos Papas Paulo VI, Jo\u00e3o Paulo II e por Bento XVI.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em Portugal, Eduardo esteve v\u00e1rias vezes e em v\u00e1rios locais refiro por exemplo \u00c9vora, Ponta Delgada e em Angola (ao tempo governada por Portugal), em Mar\u00e7o de 1982 em F\u00e1tima, em 1998 no Porto, F\u00e1tima, Lisboa e Cascais, tendo participado em reuni\u00f5es com Bispos, Padres, Leigos e em Ultreias, sendo recebido nessas datas, pelos ent\u00e3o Cardeais Patriarcas de Lisboa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FEBA \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Funda\u00e7\u00e3o Eduardo Bonnin de Aguilh\u00f3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O seu objectivo \u00e9 recolher, proteger, difundir e promover, de forma inalterada o pensamento e obra de Eduardo Bonnin, Fundador dos Cursilhos de Cristandade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A ideia da sua Funda\u00e7\u00e3o partiu de um Grupo de amigos de Bonnin, que entenderam ser necess\u00e1rio:<\/p>\n<p>Compilar, proteger e defender o pensamento e a sua obra.<\/p>\n<p>Organizar Encontros, Conferencias, Semin\u00e1rios e outros actos an\u00e1logos que tenham por objectivo investigar e difundir os referidos pensamentos e obras.<\/p>\n<p>Preparar, Editar, Administrar e Ceder Direitos de Edi\u00e7\u00e3o de toda a obra de Eduardo Bonnin.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tem a sua sede em Palma de Maiorca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mateo Enrique Liad\u00f3 3 1\u00baA<\/p>\n<p>E-07002 Palma de Mallorca<\/p>\n<p>ESPANHA<\/p>\n<p>Telefone +39 971 711 182<\/p>\n<p>Fax +34 971 728 471<\/p>\n<p>info@feba.info<\/p>\n<p>www.feba.info<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eduardo Bonnin faleceu a 06 de Fevereiro de 2008<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eucaristia de 7\u00ba dia do seu falecimento, presidida pelo Sr\u00ba Bispo de Palma de Maiorca, onde estiveram presentes os Cursilhistas Portugueses que foram participar no Cursilho de Cursilhos em Palma de Maiorca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Local onde est\u00e1 sepultado Eduardo Bonnin \u2013 Antiga cadeia onde foi falar com os condenados \u00e0 morte.<\/p>\n<p>Campa de Eduardo Bonnin.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como pudemos verificar Eduardo Bonnin, teve alguns pontos de vista diferentes dos seus colaboradores e com os sacerdotes que estavam a apoiar no MCC.<\/p>\n<p>Mas sempre foi capaz de resolver essas diverg\u00eancias, com di\u00e1logo, humildade e aceita\u00e7\u00e3o das opini\u00f5es dos outros.<\/p>\n<p>Sempre exp\u00f4s as suas ideias com clareza e determina\u00e7\u00e3o, o que fez com que essas diverg\u00eancias fossem superadas, sempre com o objectivo de levar Jesus Cristo aos ambientes mais descristianizados\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E n\u00f3s na nossa Diocese\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Todos somos poucos para levar Jesus Cristo aos mais descristianizados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o somos os \u00fanicos\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De Colores\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EDUARDO BONNIN &nbsp; Eduardo Bonnin nasceu em 04 de Maio de 1917, em Palma de Maiorca, no seio de uma fam\u00edlia tradicional com 10 irm\u00e3os, 3 rapazes e 7 raparigas, sendo um dos seus irm\u00e3os Sacerdote e uma irm\u00e3 Freira. 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