Ecologia: «Se a Amazónia sofre, o mundo sofre» – Comissão Episcopal de Pastoral Social e Mobilidade Humana

Notícia e fotos recolhidas da Agência Ecclesia

Nota para o Dia Mundial de Oração pela Criação evoca ainda incêndios e situação de seca em Portugal

A Comissão Episcopal de Pastoral Social e Mobilidade Humana, da Igreja Católica em Portugal, associou-se aos alertas pela situação na Amazónia, afetada por incêndios em vários países, numa mensagem para o próximo Dia Mundial de Oração pela Criação (1 de setembro).

“Amazónia! Se tivéssemos de escrever uma só palavra nesta Nota, este ano, infelizmente, era óbvia: Amazónia”, assinalam os membros da comissão, em nota divulgada hoje.

O texto evoca a preocupação manifestada pelo Papa, no último domingo, com os “vastos incêndios que deflagram na Amazónia”, considerada por Francisco como um “pulmão de florestas” vital para o planeta.

“Estas palavras do Papa, na Praça de São Pedro, exprimem também o nosso apelo e o nosso sentir”, assinala a Comissão Episcopal de Pastoral Social e Mobilidade Humana.

“Unidos aos nossos irmãos Bispos do Brasil (CNBB) e de toda a América Latina (CELAM), também nós afirmamos: «Se a Amazónia sofre, o mundo sofre»”

O organismo da Conferência Episcopal Portuguesa aponta ainda ao próximo Sínodo especial sobre a Amazónia, convocado para o próximo mês de outubro, pelo Papa, elogiando o instrumento de trabalho: “Ficamos impressionados com a qualidade da reflexão que permitirá, estamos certos, ensaiar novos e corajosos passos do nosso ser Igreja que nos lancem para o futuro, guiados pelo Espírito Santo, na continuidade do Concílio Vaticano II”.

A Igreja Católica aderiu ao Dia Mundial de Oração pelo Cuidado pela Criação por decisão do Papa Francisco em 2015, após a publicação da encíclica ‘Laudato si – Sobre o cuidado pela Casa Comum’, em junho desse ano, associando-se às comunidades ortodoxas e outras Igrejas cristãs.

A Comissão Episcopal de Pastoral Social e Mobilidade Humana assinala, na sua mensagem para a celebração de 2019, alerta para as consequências “bem patentes” das alterações climáticas em Portugal, nos incêndios, na “diminuição do caudal dos rios e o risco de seca”, recomendando “uma especial prudência no gasto da água”.

A nota convida todas as comunidades cristãs a “dar graças a Deus pela Criação e a pedir ao Criador a conversão dos corações” para efetivas mudanças em políticas públicas que têm tido “dramáticas consequências da degradação ambiental na vida dos mais pobres do mundo”.

A rede ‘Cuidar da Casa Comum’ vai promover iniciativas englobadas no Dia Mundial de Oração pelo Cuidado com a Criação, com textos de reflexão e o encontro ‘Também somos Terra’, que se realiza no dia 21 de setembro, entre as 11h00 e as 18h00, na casa das Irmãs Doroteias, no Linhó, perto de Sintra, que se encerra com uma celebração ecuménica.

“Também somos Terra é um dia de festa, de ação de graças pelo dom da criação, de alegria e esperança, porque, apesar de tudo, o Criador é por nós”, adianta a organização.

OC